Embora a essência de todos os pecados
seja sempre a mesma (alienação de Deus), existem algumas realidades que
nos impedem de aceitar a teoria de que todos os pecados são iguais aos
olhos de Deus. Uma delas é o processo pelo qual a tentação se transforma
em pecado. Esse processo é geralmente
composto pelos seguintes estágios: atenção, consideração, desejo,
decisão, planejamento e ação. Uma vez que o grau de envolvimento nesse
processo pode variar de intensidade, não podemos afirmar que o pecado de
alguém que teve apenas um
desejo pecaminoso momentâneo, seja tão ofensivo a Deus como o pecado premeditado de Davi com Bate-Seba (ver 2Sm 11).
desejo pecaminoso momentâneo, seja tão ofensivo a Deus como o pecado premeditado de Davi com Bate-Seba (ver 2Sm 11).
Que Deus não considera todos os pecados
iguais é evidente também no fato de o próprio Deus haver
prescrito diferentes sacrifícios no Antigo Testamento para a expiação
dos diferentes pecados (ver Lv 1 a 7). Além disso, se todos os pecados
fossem iguais, como querem alguns, por que deveriam os ímpios ser
punidos no juízo final, “segundo as suas obras” (Ap 20:11-13)? Por que
alguns haveriam de ser castigados, naquele juízo, “com muitos açoites” e
outros com “poucos açoites” (Lc 12:47-48)? Se os pecados fossem iguais,
não receberiam todos o mesmo castigo?
Mas a despeito dos pecados serem
distintos entre si, todos eles refletem a mesma essência maligna da
alienação de Deus. Isso significa que, por mais insignificante que
determinado pecado possa parecer, ele é suficientemente ofensivo para
excluir o pecador do reino de Deus.
Fonte: Alberto Timm, Sinais dos Tempos, março/abril de 2000. p. 21.
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