Uma das mais impressionantes verdades
bíblicas é a de que Deus não somente está disposto a habitar com Seu
povo – Ele deseja estar em nosso meio. Embora seja o Criador dos céus e
da Terra, Ele deseja ser amigo das Suas criaturas.
“Assim diz o Alto e Sublime, que
vive para sempre, e cujo nome é santo: ‘Habito num lugar alto e santo,
mas habito também com o contrito e humilde de espírito, para dar novo
ânimo ao espírito do humilde e novo alento ao coração do contrito’” (Is
57:15, NVI).
Atualmente,
um ateísmo militante está se espalhando. Algum tempo atrás, os
incrédulos se contentavam em viver em dúvida silenciosa. Hoje
proclamam agressivamente que Deus não existe e ridicularizam abertamente
os cristãos e todos os seguidores de qualquer religião. Entre as
principais vozes que advogam a causa do ateísmo, estão a de Richard
Dawkins, Christopher Hitchens, Sam Harris e Daniel Dennett. Um
fato interessante é que Anthony Flew, que coordenou a agenda do ateísmo
durante 50 anos, nos últimos anos de vida passou por uma conversão
filosófica. Seu livro There Is a God: How the World’s Most Notorious
Atheist Changed His Mind (Existe um Deus: Como o ateu mais famoso do
mundo mudou de ideia, publicado em português com o título Um Ateu
Garante: Deus Existe, As provas incontestáveis de um filósofo que não
acreditava em nada), lançado em 2007, escandalizou seus antigos colegas.
No entanto, para os que conhecem Jesus
como seu Salvador e Senhor, argumentos como os de Flew, embora ajudem em
certos contextos, são desnecessários. Sabemos que Deus existe porque O
conhecemos como nosso amigo.
“Ele anda comigo, Ele fala comigo e me
diz que sou dEle. E ninguém jamais sentiu a alegria que
experimentamos quando ficamos no jardim” (C. Austin Miles, “In the
Garden” [No Jardim], Hinário Adventista em inglês, nº 487).
De Gênesis a Apocalipse, a Bíblia
testemunha o fato de que Deus Se deleita em ser amigo da humanidade. Ele
andava e falava com Adão e Eva no jardim. Ele andava e falava com
Abraão e os patriarcas. E quando Ele guiou as doze tribos do Egito ao pé
do Monte Sinai, instruiu Moisés: “E Me farão um santuário; para que Eu
possa habitar no meio deles” (Êx 25:8, RA).
Os israelitas viram e ouviram os trovões,
relâmpagos e sons de trombetas que vinham da montanha sagrada. Eles
sabiam que Jeová é real. Ele estava no Sinai, e eles estavam
aterrorizados. Deus anelava Se aproximar deles de tal modo que eles
sentissem o desejo de estar em Sua presença. Ele habitaria em uma tenda.
Deus deu a Moisés a planta do santuário, e
os israelitas o construíram exatamente conforme a descrição divina. Ele
foi lindamente ornamentado com ouro, prata, pedras preciosas e
tecidos coloridos. Era pequeno porque tinha que ser transportável. O
lugar santíssimo era um cubo de cerca de 4,5 metros de cada lado. O
lugar santo tinha o dobro do tamanho (9 metros de comprimento por 4,5 de
largura).
Pense nisto: a Majestade do Céu, o Criador do Universo, condescendendo em habitar em uma tenda!
Símbolo da presença de Deus – Para
os israelitas, o santuário era o centro unificador da vida deles. Sua
identidade como povo especial escolhido por Deus estava fundamentada
nesse lugar.
O santuário era o lugar de
refúgio. Naquele lugar a glória do shekiná, a presença real do Senhor,
era manifestada entre os querubins no lugar santíssimo. Com o santuário
entre eles e indo adiante deles em suas jornadas, podiam estar seguros e
protegidos de quaisquer inimigos que tivessem que enfrentar.
Séculos mais tarde, depois de se haverem
estabelecido na terra prometida, eles ainda buscavam refúgio no
santuário, como podemos ver na oração do salmista: “Do santuário te
envie auxílio e de Sião te dê apoio” (Sl 20:2, NVI).
O santuário era um lugar de ensinamento.
De tempos em tempos, Moisés ia à tenda para falar com Deus. Ali Deus lhe
dava conselhos de como guiar o povo. Quando Moisés voltava ao
acampamento, sua face brilhava e o povo não conseguia olhar para ele, e
por isso, “tendo Moisés acabado de falar com eles, pôs um véu sobre o
rosto” (Êx 34:33).
O santuário era um lugar de orientação
divina. Enquanto os filhos de Israel permaneceram no deserto, uma
nuvem repousava sobre o santuário durante o dia e uma coluna de fogo
brilhava durante a noite. Quando a nuvem ou a coluna de fogo se erguiam,
os israelitas levantavam acampamento e seguiam. Quando a nuvem ou a
coluna de fogo paravam, eles acampavam. “Durante o dia o Senhor ia
adiante deles, numa coluna de nuvem, para guiá-los no caminho, e de
noite, numa coluna de fogo, para iluminá-los, e assim podiam caminhar
de dia e de noite” (Êx 13:21, NVI).
O santuário era um lugar de adoração. O
ano sagrado dos israelitas girava em torno de várias festas – Páscoa,
Festa das Primícias, das Trombetas, Dia da Expiação e Festa dos
Tabernáculos. Para cada uma delas o santuário tinha um papel-chave.
Finalmente, o santuário era um lugar de
perdão. Ali o pecador trazia seu sacrifício (um cordeiro, um bode,
uma ave) para ser apresentado pelo sacerdote como expiação. O perdão era
alcançado por meio do santuário.
Não é de admirar que os
israelitas considerassem o santuário tão importante. Anos mais tarde,
quando o templo que substituiu a tenda do deserto foi profanado por
exércitos invasores, para eles essa foi a perda mais significativa, a
pior calamidade que se poderia imaginar (Sl 74:1-7).
pior calamidade que se poderia imaginar (Sl 74:1-7).
Atualmente, não temos um santuário
terrestre no qual possamos buscar a presença de Deus. Mas não estamos
em desvantagem: temos o santuário celestial, no qual entramos pela fé
(Hb 10:19-22). E temos Jesus. O Deus que desejou habitar entre as doze
tribos, de tal maneira que os instruiu a construir um santuário, foi
além, muito, muito além! Ele tomou sobre Si a forma humana. Ele
Se tornou carne e osso, um conosco.
Isaías profetizou: “Um Menino nos nasceu,
um Filho nos foi dado, e o governo está sobre os Seus ombros. E
Ele será chamado Maravilhoso, Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno,
Príncipe da Paz” (Is 9:6, NVI).
Sobre Ele o amado João escreveu: “O Verbo
Se fez carne, e habitou [literalmente, “montou Sua tenda”] entre
nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a Sua glória” (Jo 1:14). Esse
Homem, destituído de toda a ostentação que o povo usava para chamar a
atenção para si mesmos – riqueza, fama, poder, educação e influência, –
era Deus encarnado. Ele era Emanuel, “Deus conosco” (Mt 1:23).
Jesus é nosso grande sumo
sacerdote, ministrando em nosso favor nas cortes celestiais. O santuário
celestial, que não foi feito por mãos humanas e é mais glorioso do que
podemos imaginar, é o verdadeiro santuário, cujo modelo foi representado
de maneira pálida pela tenda no deserto – que era “cópia e sombra
daquele que está no Céus” (Hb 8:5, NVI).
Concernente a esse santuário e à obra de
Jesus nele, estudaremos mais atentamente numa das mensagens posteriores
desta semana. Assim como os filhos de Israel encontraram no
tabernáculo do deserto sua identidade como povo de Deus, também podemos
buscar em nosso grande sumo sacerdote refúgio, instrução, orientação,
adoração e perdão.
E mais: Jesus habitou entre nós apenas
por breve período de tempo, cerca de 33 anos. Mas, antes de partir, Ele
prometeu enviar o bendito Consolador, o Espírito Santo: “Não os deixarei
órfãos; voltarei para vocês” (Jo 14:18, NVI).
O Espírito Santo continua o ministério de
amor de Jesus. Ele nos guia a toda a verdade (Jo 16:13). Ele nos faz
lembrar os ensinamentos do Salvador (Jo 14:26).
Ele convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16:8-11). E o melhor
de tudo: Ele está conosco!
Ele convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16:8-11). E o melhor
de tudo: Ele está conosco!
Não precisamos ir a um templo
para encontrar Deus. Não temos que fazer uma peregrinação para um lugar
sagrado distante em que a presença divina seja manifestada. Deus já está
aqui, bem aqui. Ele está conosco!
Pouco antes de deixar a Terra,
Jesus prometeu: “Eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (Mt
28:20, NVI). O apóstolo Paulo testificou: “Fui crucificado com Cristo.
Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora
vivo no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e Se
entregou por mim” (Gl 2:20, NVI).
Querido amigo, você pode se unir a Paulo
nesse testemunho? Você sabia que Cristo vive em você? Sabia que Ele
está com você, como Ele mesmo prometeu?
Há muito tempo Moisés orou: “Como se
saberá que eu e o Teu povo podemos contar com o Teu favor, se não
nos acompanhares? Que mais poderá distinguir a mim e a Teu povo de
todos os demais povos da face da Terra?” (Êx 33:16, NVI). De modo
idêntico Davi implorou: “Não me expulses da Tua presença” (Sl 51:11,
NVI).
Se você tem fugido de Deus, faça a mesma
oração de Davi. Deus quer habitar com você. Ele deseja ardentemente que
você conheça Sua presença salvadora. Ele quer ser seu Refúgio,
Guia, Mestre, Salvador e Senhor!
William G. Johnsson

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