segunda-feira, 26 de março de 2012

Consumo diário de carne vermelha aumenta risco de morte

Comer uma porção diária de carne vermelha processada pode aumentar o risco de morte prematura em até 20%, segundo estudo realizado com mais de 120 mil pessoas nos Estados Unidos e divulgado na última segunda-feira (12). O estudo, feito por especialistas da Universidade de Harvard (Massachussetts, nordeste), dá evidências de que comer carne vermelha aumenta o risco de doenças cardíacas e câncer. No entanto, também sugere que substituí-la por peixe e carne de frango pode reduzir o risco de morte prematura. “Esse estudo oferece evidência clara de que o consumo regular de carne vermelha, especialmente carne processada, contribui substancialmente para uma morte prematura”, disse Frank Hu, autor principal do estudo, publicado na revista Arquivos de Medicina Interna.
Os cientistas trabalharam com base em dados de um estudo feito com 37.698 homens, acompanhados por 22 anos e de 83.644 mulheres, estudadas por 28 anos. Os participantes foram consultados sobre seus hábitos alimentares a cada quatro anos. Aqueles que comiam uma porção diária, da espessura de um baralho de cartas, de carne vermelha sem processar, demonstraram um risco 13% maior de morrer do que aqueles que não comiam carne vermelha com tanta frequência.
Se a carne vermelha é processada, como salsichas ou toucinho, o risco aumentava para 20%. No entanto, substituir a carne vermelha por nozes provou reduzir o risco de mortalidade total em 19%, enquanto o consumo de grãos inteiros ou de carne de ave diminuiu o risco em 14% e o peixe, em 7%.
Os autores afirmaram que de 7% a 9% de todas as mortes no estudo “poderiam ser evitadas se todos os participantes consumissem menos de 0,5 porção diária de carne vermelha total”.
A carne vermelha processada demonstrou conter ingredientes como gorduras saturadas, sódio, nitritos e outras substâncias, vinculadas a muitas doenças crônicas, inclusive doenças cardíacas e câncer.
“Mais de 75% dos 2,6 trilhões de dólares em custos anuais de cuidados com a saúde dos Estados Unidos são de doenças crônicas”, afirmou Dean Ornish, médico e especialista em dietas da Universidade da Califórnia em San Francisco, em comentário que acompanhou a pesquisa. “É provável que comer menos carne vermelha reduza a morbidade com essas doenças, reduzindo assim os custos com atenção médica”, emendou.
(UOL)
Nota: Consumo diário de carne vermelha aumenta o risco de morte para o ser humano e, com certeza, para os animais que fornecem a carne – esses não correm risco; eles morrem mesmo. Dois bons motivos para optar pela dieta vegetariana (ou, de início, ovolactovegetariana). “Os que se alimentam de carne não estão senão comendo cereais e verduras em segunda mão; pois o animal recebe destas coisas a nutrição que dá o crescimento. A vida que se achava no cereal e na verdura passa ao que os ingere. Nós a recebemos comendo a carne do animal. Quão melhor não é obtê-la diretamente, comendo aquilo que Deus proveu para nosso uso! A carne nunca foi o melhor alimento; seu uso agora é, todavia, duplamente objetável, visto as doenças nos animais estarem crescendo com tanta rapidez. Os que comem alimentos cárneos mal sabem o que estão ingerindo. Frequentemente, se pudessem ver os animais ainda vivos, e saber que espécie de carne estão comendo, iriam repelir enojados” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 313).[MB]

Geração Harry Potter

Deu na revista Época : “A magia vai se desfazer. A última aventura do menino feiticeiro Harry Potter estreia mundialmente nesta semana com o longa-metragem Harry Potter e as relíquias da morte – Parte 1. A segunda parte, como o epílogo, entrará em cartaz em julho do ano que vem. Ao final, serão oito megaproduções baseadas na série de sete romances da escritora inglesa J.K. Rowling. Publicados de 1997 a 2007, os livros foram traduzidos para 69 idiomas e venderam mundialmente 400 milhões de exemplares. Formam a série infantojuvenil de livros mais vendida da história. No cinema, o sucesso não foi menos espantoso. Harry Potter já é a franquia de maior êxito em 115 anos de existência do cinema. De 2001 a 2009, os seis filmes da saga faturaram US$ 5,4 bilhões em bilheteria. Ou US$ 1 bilhão por sequência, um recorde no gênero. Quase o dobro do que rendeu cada uma das três partes da franquia Homem-Aranha. Mais que o dobro do que ganhou cada filme da série Guerra nas estrelas – de 1977 a 2005. [...]

“Não se trata de um fenômeno novo. Toda geração adota, cultiva e acaba se moldando de acordo com seus símbolos culturais. Obras de arte não se tornam obras de arte de magnitude se não conseguirem cativar, captar, definir e até antecipar os anseios dos jovens de um determinado tempo. Às vezes, esse fenômeno é tão extenso que pode definir uma geração. Foi o caso do ‘mal do século’, um sentimento ultrarromântico que dominou o final do século XVIII, iniciado com o romance Os sofrimentos do jovem Werther, do poeta alemão Wolfgang von Goethe. Lançado em 1774, o livro provocou uma onda de suicídios em toda a Europa – e criou um padrão de comportamento, o jovem pálido, com olheiras e tendências autodestrutivas.

“Nos ‘loucos anos 20’, as histórias de Scott Fitzgerald se acoplaram à dança do charleston e à era do jazz e traduziram o nascente hedonismo de uma geração. Nos anos 50, o rock de Elvis Presley e os filmes de Marlon Brando (O selvagem) e James Dean (Juventude transviada) fizeram a cabeça da geração rock-and-roll. Os hippies, a música psicodélica e a pop art de Andy Warhol formataram a mentalidade libertária dos anos 60. Os geeks atuais se formaram entre doses de música eletrônica, romances de ficção científica de Philip K. Dick e filmes como Guerra nas estrelas e a trilogia Matrix.

“Será que Harry Potter se configura um fenômeno semelhante? Seu sucesso comercial – global – é um forte indício de que a obra tem alcance, aderência. E sua longa duração permite influenciar as pessoas durante um amplo período – que abarca a entrada e a saída da adolescência, uma época fértil para a adoção de valores, quando as pessoas enfrentam dilemas existenciais complexos. Mas a aderência e a duração não são suficientes. O que dizer da mensagem?

“Como em qualquer boa escola de bruxaria, os acadêmicos se dividem em dois grupos. O psicólogo Robin Rosenberg, autor do ensaio A psicologia de Harry Potter, se alinha aos que consideram a série escapista. ‘J. K. Rowling cria um mundo completo’, disse a Época. ‘Ela forneceu a seus fãs a possibilidade de unir suas imaginações à dela e viver nesse mundo fantástico.’ Para o crítico americano Harold Bloom, a série é perniciosa. Em entrevista a Época, ele disse que Rowling ‘é subliteratura, um catálogo de lugares-comuns’. De acordo com Bloom, ‘os livros e os filmes induzem o jovem a acreditar em bobagens como magia negra e superstição e que sua vida pode mudar com uma varinha de condão’. O que eles precisam é ‘ler os clássicos da literatura fantástica’ [itálico meu; depois digo por quê]. [...]

“A corrente dos que acreditam no poder formador de Harry Potter parece ser mais forte. Ela inclui desde professores de escola até organizações cristãs, como a rede Beliefnet americana. A relação da série com magia e ocultismo gerou uma polarização entre os que viam nela mensagens éticas, até cristãs, e outros que enxergavam influências pagãs e agnósticas (não há Deus no mundo de Harry). Em 2003, o papa Bento XVI (então cardeal) condenou a série afirmando que sua ‘sedução sutil’ podia ‘abalar a alma da cristandade antes que ela pudesse se desenvolver apropriadamente’. Seis anos depois, o jornal oficial do Vaticano, L’Osservatore Romano, elogiou a obra por ‘pregar valores como amizade, altruísmo, lealdade e autossacrifício’. [...]

“É claro que a magia da transmissão de valores não é feita por uma obra de arte apenas, por mais bem-sucedida que ela seja. É difícil dizer até onde a série de J. K. Rowling incute valores, até que ponto ela capta características latentes na geração de leitores. O que se pode, sem dúvida, dizer é que ler Harry Potter permite compreender melhor o espírito de nosso tempo.”

Nota: Essa reportagem de capa da revista Época ajuda a perceber (para quem conhece a história do grande conflito entre o bem e o mal) que, de fato, há uma orquestração nos bastidores da história da humanidade. Note as tendências que ditaram os rumos do mundo (especialmente ocidental) nos últimos séculos: (1) século 18 – tendências autodestrutivas; (2) anos 1920 – geração hedonista; (3) anos 1950 – mentalidade “libertária”, ou seja, liberdade para usar drogas e praticar sexo à vontade; (4) geração atual – fuga para mundos ilusórios da ficção. Para mim, não há dúvidas de que, a despeito de Deus estar conduzindo a história humana para seu desfecho, a volta de Jesus e o fim do mal, Satanás também tem mexido suas peças no tabuleiro terrestre. A partir dos anos 1920, ele ajudou a juventude de cada época a buscar prazer sem compromisso e, depois, com a ajuda da tecnologia, a fez mergulhar no mundo das ilusões que tiram o sabor da realidade e anestesiam a mente. Para mim, Época acerta o alvo ao afirmar que Harry Potter “permite compreender melhor o espírito de nosso tempo”. Que espírito é esse? Bloom, no trecho que grifei acima, responde: “Os livros e os filmes induzem o jovem a acreditar em bobagens como magia negra e superstição.” Essa foi a grande “contribuição” de Rowling, escritora até então anônima que despontou do nada para o estrelato: colocou a bruxaria, a magia negra e o espiritualismo no dia a dia da nova geração. Quando era criança, eu tremia de medo apenas em ouvir falar de bruxas. Hoje as crianças querer ser bruxas! Pelo andar da carruagem da história, Satanás não terá lá grandes dificuldades em iludir esta geração iludida. Se duvida disso tudo, espere para ver. Ou melhor: não espere; se prepare.[MB] 
 
Blog Criacionismo (Michelson Borges)

Sexo: vantagens de esperar

Fazia tempo que eu não lia nada sobre virgindade. E soa mesmo antiquado falar do assunto numa época em que adolescentes se despem ao vivo para uma plateia virtual. Mas, por isso mesmo, me chamou a atenção o relato da britânica Sophie Atherton publicado pelo jornal The Guardian. Ela conta que se manteve virgem até os 32 anos – em parte por conta de uma doença grave no início da vida adulta, em parte por escolha, por ter outras prioridades. Mais interessante do que isso, Sophie classifica a sua decisão como uma rebeldia e defende as vantagens por esperar mais. Minha primeira reação foi me perguntar: o que há de errado com essa mulher? Continuo achando que não há necessidade nenhuma de esperar tanto assim – ela até reconhece que, aos 32 anos, estava mais do que pronta –, mas Sophie tem um ponto. Ao passar o início da vida adulta longe de um relacionamento, ela diz que aprendeu a ser mais independente e a esperar (e como ela aprendeu a esperar!).

[Leia aqui alguns trechos do depoimento de Sophie e note como ela menciona razões que dão sentido ao conselho bíblico de esperar pelo casamento para se ter vida sexual ativa. - MB]

"Antes de atingir a idade do juízo, eu estava desesperada para perder minha virgindade enquanto ainda fosse ilegal. Achei que fosse desafiar a autoridade. Quem são eles para me dizer quando eu estava pronta para transar? Mas não aconteceu, embora meu primeiro beijo, aos 15 anos, tenha quase ido longe demais. Ao contrário, acabei fazendo algo muito mais rebelde e incomum: eu me mantive virgem até os 32 anos. [...]

"Como minha virgindade persistia, eu tive a experiência incomum de me desenvolver e crescer sem a influência de um parceiro. Eu não odeio homens – muito pelo contrário; por ter passado tanto tempo sem um homem no meu pé pude apreciar até melhor a companhia deles. Depois de viver com um homem por quase dois anos (eu quero deixar claro que isso não é uma reclamação contra eles!), eu me pergunto que tipo de mulher eu teria sido se tivesse passado as últimas duas décadas de minha vida adulta lidando com todas as situações criadas pelas diferenças entre os sexos. [...] Enquanto minhas amigas lidavam com esse tipo de distração gastei 20 anos fazendo o que queria, vivendo em várias cidades, mudando por causa do trabalho, sem considerar outra pessoa que não eu mesma. Alguns amigos me cumprimentavam por minha independência, o que eu achava desconcertante, mas agora entendo o que eles queriam dizer. Não que eu não ficasse ansiosa nem tivesse dúvidas ao fazer tudo sozinha, decidir sobre todas as oportunidades. Foi o que eu fiz, de todo modo. [...]

"Algumas pessoas pensam que esperar tanto assim significa que havia algo errado comigo. Mas eu ganhei muito ao adiar o início da minha vida sexual. Tenho certeza de que isso foi, em parte, responsável pela minha força de caráter e minha natureza decidida. Tenho que dar crédito aos meus pais por me darem as fundações de uma quase inabalável autoconfiança, mas acho que tudo que construí veio, em grande parte, por eu não estar em uma relação com um homem até que eu completasse 30 anos.

"Para uma mulher, falar ‘não’, e fazer sexo apenas quando ela realmente quer, é um ato básico, mas muito poderoso. Demonstra que ela é independente e livre, e, talvez, quanto mais tempo uma mulher se mantém virgem, mais ela tem respeito por si própria e controle sobre seu próprio corpo.

"O legado de minha longeva virgindade vai além da independência – acho que ela me deu uma resistência extra para lidar com as dificuldades da vida e me ensinou a ter paciência. Nossa cultura pode ser a de ‘tudo agora’, mas eu aprendi a esperar. E uma das melhores coisas foi em relação ao sexo em si. Enquanto algumas mulheres da minha idade perderam seu interesse, eu ainda acho tudo tão excitante quanto a primeira vez."

(Mulher 7x7)

Nota: Percebeu as vantagens? (1) Com a maturidade, a pessoa tem melhores condições de fazer escolhas sem ser movida pelos apelos da mídia e pela pressão do grupo; (2) a rebeldia natural da adolescência pode levar a escolhas infelizes; (3) antes de iniciar um relacionamento amoroso mais sério, a pessoa pode se desenvolver em outras áreas importantes, como os estudos e a carreira; (4) mais madura, a pessoa pode se relacionar de maneira positiva com o sexo oposto e entender as diferenças naturais entre homens e mulheres; (5) dizer “não” para aquilo de que discordamos reforça nossa autoestima e solidifica o caráter; (6) manter a virgindade e o controle sobre o próprio corpo reforça o respeito próprio; (7) adiar a iniciação sexual para o contexto matrimonial ajuda a manter o interesse sadio no sexo, pois ele não foi banalizado antes; (8) [e este é por minha conta] aprender a esperar desenvolve a paciência e a confiança no Deus que supre nossas necessidades.[MB] 
 
Blog Criacionismo (Michelson Borges)

Sangue na veia – A Bíblia proíbe a transfusão de sangue?


Embora injeções de sangue animal em seres humanos já houvessem sido feitas no século 17, a primeira transfusão de sangue humano em seres humanos foi realizada em 1818, pelo médico inglês James Blundell. Tais experimentos foram, no entanto, de pouco êxito até a descoberta dos grupos sangüíneos, em 1900, pelo imunologista austríaco Karl Landsteiner. Como essas experiências começaram muitos séculos após o período bíblico, é óbvio que as Escrituras não tratam explicitamente do assunto.
O uso do sangue como alimento é proibido tanto no Antigo Testamento (Gn 9:4; Lv 3:17; 7:27; 17:10-14; 19:26) como no Novo Testamento (At 15:20, 29; 21:25). Pesquisas científicas têm confirmado que o consumo oral de sangue não é conveniente pelo fato de ele ser indigesto, de fácil decomposição e um veículo não apenas de nutrientes mas também de impurezas prejudiciais ao aparelho digestivo.
Mas é interessante notarmos que o sangue de animais era vertido durante o Antigo Testamento como um símbolo do sangue de Cristo a ser derramado sobre o Calvário pela salvação da raça humana (ver Hb 9:11-28; I Jo 1:7).
Uma vez que apenas o uso do sangue como alimento é proibido nas Escrituras, e que o sangue era vertido vicariamente pela salvação espiritual dos pecadores, por que razão não poderíamos realizar transfusões de sangue para a salvação física das pessoas?
Sendo que nenhuma proibição é encontrada nas Escrituras à transfusão venal de sangue, cremos que esta pode e deve ser ministrada sempre que o propósito seja salvar vidas. A recusa de ministrá-la a alguém que a necessite é uma transgressão direta tanto (1) do princípio de preservação da vida, enunciado através do mandamento “Não matarás” (Êx 20:13), como (2) do amor cristão, expresso na declaração de Cristo: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (Jo 15:13).


Fonte: Alberto Timm, Sinais dos Tempos, agosto de 1997, p. 27.

sábado, 24 de março de 2012

Qual a diferença entre sonhos proféticos e visões proféticas?


Uma das maneiras mais freqüentes de Deus Se revelar aos Seus profetas é através de sonhos e visões (ver Nm 12:6). Enquanto os “sonhos” ocorrem apenas quando o profeta está dormindo (I Rs 3:5 e 15; Dn 9:13; etc.), as “visões” podem ser concedidas estando ele dormindo (Jó 33:15-18; Dn 7:1 e 2; etc.) ou mesmo envolvido em suas atividades diárias (Nm 24:3 e 4; Dn 10:4-10; etc.). Alguns alegam, com base em Joel 2:28, que os sonhos são apenas para os “velhos” e que as visões se restringem aos “jovens”. Mas essa alegação é insustentável, porque na Bíblia encontramos alusões a jovens que tiveram sonhos (ver, por exemplo, Gn 37:2-7) e a velhos que receberam visões (ver, por exemplo, Gn 44:20; 46:2-4).
Embora a forma de revelação usada nos sonhos e nas visões seja muito semelhante uma da outra, parece evidente que durante as visões os vários sentidos do profeta se encontram mais notoriamente envolvidos (Dn 10:7-11; 14-19) do que nos sonhos proféticos tradicionais. É interessante notarmos também que “visões” podem ocorrer mesmo durante um “sonho” profético (Dn 4:9). Cientes do fato de que existem sonhos falsos (Jr 23:32; Zc 10:2) e visões falsas (Lm 2:14; Ez 13:6-9, 16 e 23; 21:29; 22:28), devemos exercer o devido discernimento para não sermos enganados por tais falsificações (Mt 24:24; ver também Mt 7:21-23).
Fonte: Alberto Timm, Sinais dos Tempos, julho de 1999, p. 29.

Ministério da Justiça libera nudez sem sexo para todas as idades


O Ministério da Justiça lançou nesta semana o Guia Prático da Classificação Indicativa, atualizando os critérios que usa para determinar quais os horários filmes e programas de televisão deve ser levados ao ar. As principais novidades atingem o conteúdo relacionado a sexo. “Colocamos no guia que a nudez sem conotação sexual pode ser considerada livre para todas as idades”, anuncia Davi Pires, diretor-adjunto do Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação.
Pires usa como exemplo o filme “Xingu”, a estrear em 6 de abril. No longa-metragem, índios aparecem nus ou seminus o tempo todo. Algumas vezes, a nudez é frontal. Mas não se trata de uma nudez erotizada, e, sim, social, normal diante de um padrão cultural. “Xingu” só não recebeu o selo “livre” para todas as idades porque tem cenas de violência e de uso de drogas lícitas (consumo de álcool), o que o torna inadequado para menores de 12 anos. “Se a nudez é frontal, para explicar como funciona o corpo humano, sem contexto erótico, pode ser livre. Se for conteúdo educativo de sexo, pode ser imprópria para menores de 10 anos. Hoje, as crianças começam a ter educação sexual a partir da alfabetização”, diz Pires.
Outra novidade é o afrouxamento na classificação indicativa de produtos com cenas de relações sexuais. Antes, a existência de uma cena de sexo não-explícito já colocava o filme ou programa na faixa dos 16 anos. Agora, cenas de relações sexuais implícitas estão liberadas para maiores de 14. Só serão restritas para menores de 16 anos se forem “mais intensas”. O mesmo critério vale para prostituição. Um diálogo em que um casal acerta um “programa” passa a ser aceitável para 14 anos (21h na TV).
O guia torna mais claros os critérios para carícias sexuais. Agora, um beijo mais erotizado, com uma “mão-boba” coloca a obra na barreira dos 12 anos. Antes, não havia essa definição. Diálogos de conotação sexual passaram a constar da cartilha, também como impróprios para menores de 12 anos.
Segundo Pires, o Guia Prático da Classificação Indicativa torna mais claros alguns critérios que eram incompreensíveis para as emissoras. Com o guia, o ministério quer que os pais também entendam como a classificação funciona. “A ideia é que qualquer pessoa que pegar o guia e fizer uma análise de um filme chegue ao mesmo resultado que o ministério. A classificação indicativa não deve ser surpresa para ninguém”, afirma Pires.
O guia está sendo lançado simultaneamente à campanha Não se Engane, que visa orientar os pais sobre influência de programas de televisão nas crianças.

Clique aqui e faça o download do Guia Prático da Classificação Indicativa

Clique aqui e veja os filmes da campanha Não se Engane

Oração no lar


Orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos. Efésios 6:18.
Se já houve tempo em que todo lar devesse ser uma casa de oração, esse tempo é o de hoje. Prevalecem a incredulidade e o ceticismo. Cresce a iniqüidade e, em conseqüência, o amor de muitos se esfria.
E no entanto, neste tempo de tremendo perigo, alguns dos que professam ser cristãos não têm altar de família. Não honram a Deus no lar, nem ensinam os filhos a amá-Lo e temê-Lo.
A idéia de não ser necessária a oração é um dos mais bem-sucedidos artifícios de Satanás para arruinar as pessoas. Orar é dirigir o pensamento a Deus, a Fonte da sabedoria, da força, paz e felicidade. A oração inclui o reconhecimento das perfeições divinas, gratidão para com as misericórdias recebidas, penitente confissão de pecados, e fervorosa súplica pela bênção de Deus, tanto para nós mesmos como para outros.
Jesus orava ao Pai com grande clamor e lágrimas. Paulo exorta os crentes a orarem “sem cessar”. 1 Tessalonicenses 5:17. “As vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças.” Filipenses 4:6. Deus tem o direito de querer nossa devoção; Sua autoridade é sagrada e inquestionável. Estamos sob obrigação de orar porque Ele o requer; e obedecendo a Suas disposições receberemos uma graciosa e preciosíssima recompensa.
Devem os pais fazer uma cerca em volta dos filhos, pela oração; devem com plena fé orar que Deus esteja com eles, e que os santos anjos os guardem, a si e aos filhos, do cruel poder de Satanás.
Pais e mães, pelo menos de manhã e à noite erguei o coração a Deus em humilde súplica por vós e por vossos filhos. Vossos queridos acham-se expostos a tentações e provas. Há inquietações e irritações que diariamente assediam o caminho de idosos e jovens; e os que quiserem viver vida paciente, terna e feliz, em meio às importunações de cada, dia, devem orar. Essa vitória só pode ser alcançada mediante propósito resoluto e inabalável, constante vigilância e contínuo auxílio de Deus.

Ellen G. White, Nos Lugares Celestiais, pág 89.

Como posso ser transformado pelo poder do Espírito Santo?

Um irmão, muito sincero, me confessou o seguinte: “Estou cansado de tentar controlar meu nervosismo e principalmente a minha língua. Quando vejo uma coisa errada, falo asperamente com as pessoas e elas se sentem feridas. Já percebi que quanto mais procuro me controlar, mais eu falo. Na verdade, eu gostaria de ser mais amoroso com as pessoas, mas o meu jeito é bruto mesmo. Já pedi tanto para Deus, mas ainda não consegui mudar o meu jeito de ser.”
Existe um texto bíblico que eu gosto muito. Ele diz: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei” (Gálatas 5:22-23).
O apóstolo Paulo está falando de algo incrível que ele descobriu andando no Espírito Santo. Existe um fruto que Deus deseja nos doar gratuitamente. O seu sabor é indescritível e inunda o ser de liberdade e prazer.
Quanta gente sofrendo, deprimida, triste, desistindo de viver. A solução está exatamente na recepção deste fruto maravilhoso. Mas, como obtê-lo?
No caso do irmão da nossa história, ele se via frustrado por não obter o domínio próprio. Depois de tanto esforço concluía que não havia solução para o seu caso. O domínio próprio é o último gomo do fruto do Espírito. O fruto do Espírito é um só, mas dentro dele existem vários gomos e todo ele produz vida e vida em abundância.
O fruto do Espírito não se pode conseguir pelo esforço ou pela força de vontade, é um presente concedido pelo Espírito Santo. Tem muita gente fazendo de tudo para vencer suas tendências pecaminosas, mas sempre fracassam; até que um dia, lamentavelmente, concluem que é impossível. Tal frustração configura-se como vitória para o inimigo de Deus.
Por que parece ser tão difícil? É porque nascemos com os frutos da carne no nosso coração.
Paulo relaciona as obras da carne: “Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam” (Gálatas 5:19-21).
Veja bem, se o fruto do Espírito é um presente ou um dom que vem de Deus, então, o caminho é buscá-lo direto da fonte.
Veja algumas dicas para receber este dom:
1. Ore pedindo pelo fruto do Espírito – diante de um desafio, dificuldade, tentação, provação ou qualquer outra vontade para o pecado, clame ao Espírito Santo pelo Seu fruto;
2. Acredite que o Senhor está lhe concedendo o fruto do Espírito – não entre em desespero, acalme-se, saiba que você está crescendo na fé e precisa aprender a confiar. O ponto de partida é a entrega da sua decisão a Deus;
3. Agradeça e louve ao Espírito Santo pelo Seu maravilhoso dom – Não perca tempo, antes ou durante a crise, louve ao Senhor pelo dom concedido;
4. Mantenha o foco em Deus – concentre-se apenas no dom obtido para vencer o seu problema. Ao invés de ficar olhando o tamanho do desafio, olhe para o tamanho do Deus que promete cuidar de sua vida;
5. Saiba que a chave para a vitória é a fé – a fé também é um dom de Deus, que quando é exercitada em situações de crises, tende a crescer e ficar cada vez mais forte;
6. Faça uso de alimentos naturais – evite ingerir condimentos, estimulantes, enlatados e cárneos;
7. Peça constantemente pelo batismo do Espírito Santo e pelo fruto do amor em sua vida.
O grande sonho de Deus é trocar o nosso caráter pelo de Jesus Cristo, e isso ocorre apenas com o nosso consentimento. Sendo assim, clame, peça e implore ao Senhor por todos os Seus dons espirituais. Na verdade, o fruto do Espírito é exatamente o caráter de Cristo.

Fonte: Sétimo Dia

quarta-feira, 14 de março de 2012

Quando “paquerar” é pecado?


Se em sua região a palavra “paquera” é pejorativa ou não é muito bem vista, perdoe-nos e aceite esta explicação: usaremos a palavra “paquera”, como é entendida na maior parte do Brasil. (o ato de observar alguém “interessante”, visando uma possibilidade de namoro).

Um sentimento especial

Homem e mulher sentem-se atraídos um pelo outro, algo diferente ocorre, uma certa sensação de conquista, que tem um aspecto interessante: O OLHAR !

Olhos se cruzam, um certo charme “paira no ar”, e aquele sorriso discreto, traz um clima de expectativa e surpresa. Tudo acontece muito intensamente.

Paquera “saudável”

A paquera saudável é aquela onde tudo acontece naturalmente. Você está com um grupo de amigos conversando e de repente, alguém interessante aparece! Você começa a dar uma atenção especial à pessoa. Papo vai, papo vem… e como você está “solteiríssimo(a)” acaba gostando da história.

É o momento para conversar, conhecer o outro, encontrar afinidades, saber seus sonhos e alvos. Mas sempre de uma forma discreta, pura e sem malícia.

Este primeiro momento é decisivo, para continuar ou não com a ideia. Algumas vezes, acontece do outro nem perceber que foi alvo de suas intenções. Numa pequena conversa você já percebe que não daria certo, um namoro entre vocês.

Por outro lado, você também pode se surpreender. A cada momento que o papo se prolonga, o entusiasmo toma conta. Você dá a entender que gostaria de conversar novamente e convida para no próximo Sábado, ir à reunião de jovens da sua Igreja.

A “prejudicial”

Pode um momento tão emocionante como este, ser prejudicial? Deus faz um comentário “preocupante”, sobre o coração do homem, quando fala ao profeta Jeremias:

Jr 17:9-10 : “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá ? Eu, o Senhor, esquadrinho o coração e provo os pensamentos; e isto para dar a um segundo o seu proceder, segundo o fruto de suas ações.”

O coração do homem é enganoso. Uma coisa simples pode transformar-se em algo negativo, que pode magoar e deixar marcas. Analisando a paquera, à luz de alguns textos e princípios bíblicos, podemos dizer que ela é prejudicial, nestas situações:

1) quando não tem um ideal: desperta expectativas no outro e na hora “H”, pula fora sem assumir o que fez e ainda diz: “Foi uma brincadeira, você é que entendeu mal, você leva tudo a sério…”.

Pv 26:18-19 : “Como louco que lança fogo, flecha e morte. Assim é o homem que engana o seu próximo e diz : fiz isso por brincadeira”.

2) quando há uma intenção impura: quando a pessoa começa a paquera, com o principal pensamento na atração e sedução física, no desejo sexual e na malícia.

Mt 5:27-28 : “Ouvistes o que foi dito: Não adulterarás. Eu porém vos digo : qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já adulterou com ela.”

3) quando envolve defraudação: cria-se uma ilusão, desperta-se um desejo físico no outro, que você sabe que não poderá ir adiante, por não ser namorado da pessoa. Isso é o que a Bíblia condena e chama de defraudação.

1Ts 4:6-7 : “e que nesta matéria, ninguém ofenda, nem defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador, porquanto Deus, não nos chamou para a impureza e sim para a santificação.”

Todo o cuidado é pouco

Já dizia o poeta : “a maior covardia de um homem, é despertar o amor de uma mulher, sem a intenção de amá-la.” Esta frase diz respeito aos homens, mas também é valida para as mulheres. Portanto, todo cuidado é pouco.

A sensatez é uma das grandes virtudes. Usar a paquera para enganar, afirmar-se e sentir-se seguro, é covardia e egoísmo. Não condiz com a integridade de alguém que quer levar Deus a sério.

O importante nos contatos e relacionamentos é desenvolver uma amizade sadia. Buscar conhecer o outro sem malícia e “segundas intenções”. Aí sim, valerá a pena !

Pv 15:3 : “O Deus eterno vê o que acontece em toda a parte; ele está observando todos, tanto os bons, como os maus.”(BLH)

Percebeu a responsabilidade? Não adianta querer trapacear. Deus conhece o seu coração e está observando suas atitudes.

Fonte: Rádio Novo Tempo

O que aconteceu com as pessoas que ressuscitaram quando Jesus ressuscitou?

Cristo mesmo havia declarado ser Ele ‘a ressurreição e a vida’ (João 11:25; 10:17 e 18) e ter poder para conceder a ‘vida eterna’ a todos quantos nEle cressem (João 3:14-16; 5:24-29; 17:2). O poder de Cristo sobre a morte evidenciou-se não apenas em Sua própria ressurreição, como ‘as primícias dos que dormem’ mas também na ressurreição de um grupo de ‘santos’ que ressuscitou com Ele (I Coríntios 15:20 e 23).

Os líderes judeus haviam subornado os guardas para negarem a ressurreição de Jesus (Mat. 28:11-15). A Bíblia menciona, porém, que esses santos ressuscitados entraram ‘em Jerusalém e apareceram a muitos’ como testemunhas autênticas da ressurreição de Cristo e do Seu poder sobre a morte (Mateus 27:53 e Apocalipse 1:18).

O texto bíblico não entra em detalhes a respeito do futuro daqueles que ressuscitaram com Jesus. Mas, se considerados como os ‘primeiros frutos’ da grande messe de salvos que ressuscitarão incorruptíveis por ocasião da segunda vinda de Cristo então eles só podem ter sido ressuscitados também incorruptíveis para receber o galardão da vida eterna. (Êxodo 23:16: 34:22 e 26; Levítico 23:9-14 e I Coríntios 15:51-55).

Comentaristas bíblicos declaram sobre esse assunto de Mateus 27:53 que ‘esta foi uma ressurreição uma vez por todas, para a vida eterna; e, desta forma, não existe lugar para dúvidas de que eles foram para a glória com o seu Senhor, como esplêndidos troféus da Sua vitória sobre a morte’. (Comentary on the Whole Bible, Grand Rapids, MI: Zondervan, 1961, pág. 948).

Crianças de até dois anos não devem ver TV

Desde que a televisão virou o protagonista das salas de estar do mundo inteiro, há crianças pequenas que deixam de fazer brincadeiras à moda antiga para passar horas em frente à tela. Um grupo de pediatras americanos alerta: isso pode ser muito nocivo para os pequenos. O foco da pesquisa é em crianças abaixo de dois anos, ou seja, a primeira infância. Nos Estados Unidos, isso tem se mostrado um problema alarmante. Dentre as crianças americanas de até dois anos de idade, 90% já têm o hábito de assistir alguma mídia, dentre as quais a televisão ainda reina. Um terço das crianças de até três anos já dispõem de uma TV no próprio quarto. Quem fez essa pesquisa foi a Academia de Pediatria dos EUA. Logo de início, a instituição já declara algo para fazer os pais pensarem: existe a ideia de que os programas de TV infantis auxiliam no aprendizado das crianças, mesmo tão jovens, mas eles garantem que isso jamais foi comprovado totalmente.

Os médicos vão ainda mais longe, afirmando que a simples existência da TV na sala ou no quarto já pode ser um problema. Isso acontece, basicamente, porque o aparelho de TV distrai a atenção total da criança de brincadeiras mais lúdicas e saudáveis. Além disso, pode distrair os próprios pais nos momentos em que brincam com os filhos, o que evita que haja interação total entre o adulto e a criança.

Os estudos na área, em geral, apresentam resultados variados. Já houve pesquisas que enaltecem alguns benefícios da televisão a crianças, nas quais se afirma que a telinha pode desenvolver a linguagem e as habilidades sociais dos pequenos.

Os pediatras dos EUA não negam isso, mas dizem que o benefício não se aplica a crianças tão novas. Segundo eles, é preciso que a criança preste atenção e entenda pelo menos a maior parte do que acontece na tela para que realmente haja melhora nesses indicadores. E isso, segundo eles, é uma impossibilidade antes de a criança completar dois anos. Isso ficou comprovado em outra pesquisa, na qual as crianças abaixo de dois anos assistiam a um programa mesmo que passasse de trás para frente, e apenas as mais velhas notavam que havia algo errado.

A receita para minimizar os problemas é clássica: os pais devem impor limites. Em atitudes simples, como desligar a TV se ninguém estiver assistindo, já se consegue um ganho em relação a isso. Para os pais participarem mais da educação de crianças pequenas, devem dar preferência a jogos recomendados por pedagogos, e direcionados para a idade da criança.

Fonte: Portal Advento

segunda-feira, 12 de março de 2012

O ministério de Ellen White: a “operação do erro de Satanás”


Não aprecio textos longos para a internet até mesmo por que, do ponto de vista da comunicação on-line, eles não são os ideais. Porém, há casos em que uma resposta mais longa se torna necessária, especialmente quando a verdade dos fatos está em jogo (Jd 1:3, 4), comprometendo assim a espiritualidade das pessoas, que estão sendo influenciadas terrivelmente pela mentira (Ap 22:15).
Recebi uma mensagem do internauta Maurício Moraes, onde ele apresenta os comentários do “Ministério Cristão Apologético” (MCA) a respeito do “ministério profético/místico” de Ellen White. Em seu post, o escritor do MCA, que se chama Luciano, propõe, através de várias “considerações”, que o bonito e prolífico ministério de Ellen é a “operação do erro de Satanás”, mencionada em 2 Tessalonicenses 2:9-11.
A ignorância é a mãe das “desvirtudes” (peço licença para uso do neologismo) e, nas poucas vezes que acessei o site de tal “ministério apologético”, percebi que ela (a ignorância) é “idolatrada” também por tal oponente. Só Deus sabe se ele presta esse falso “culto” motivado pelo ódio, e/ou ignorância quanto a existência de fontes primárias, e das respostas adventistas já publicadas a questionamentos que ele toma emprestado de outros críticos. Não posso julgar (Mt 7:1, 2).
Não vou me ater à “exegese” (interpretação) proposta pelo autor em torno de 2 Tessalonicenses 2:9-11, pois, ela é tão descabida que não há um comentarista sério (e nem os tão sérios assim…) que aceite um absurdo interpretativo daquele calibre. Vou me deter nas distorções históricas e doutrinárias para que você, leitor, avalie por si mesmo o grau de conhecimento histórico dos inimigos de Ellen White e conclua se eles são realmente dignos de algum crédito.
BOLA FORA – PARTE 1
Se a precisão histórica de tal apologista fosse tão aguçada quanto seu zelo contra o adventismo, ele teria tido contato com literatura produzida oficialmente pela Igreja Adventista, para que a pesquisa dele fosse digna de confiança. Veja a seguir as ousadas “considerações” do MCA e os tremendos “bolas-fora” da parte do referido escritor:
Ao considerar que “Ellen White se desviou de uma igreja cristã! (Hb 6.1-5; 1 Jo 2.19)”, ele deveria ter informado seus leitores que ela saiu do metodismo por ter abraçado algumas verdades adicionais, porém, jamais abandonou a fé cristã. Além disso, a compreensão adventista sobre a justificação pela fé é mais parecida com a apresentada por Wesley – e isso, obviamente, teve influência de Ellen White que, mesmo sendo co-fundadora do adventismo, nunca abandonou, por exemplo, a doutrina da Salvação pela graça que havia aprendido em sua antiga denominação.
Na nova igreja, através do estudo da Bíblia e inspiração de Deus, ela aperfeiçoou os próprios conceitos. Aperfeiçoar a própria teologia pode fazer parte da experiência de vida de qualquer pessoa que tenha a mente aberta e disposta a mudar seus conceitos. Nada há de errado nisso, desde que a Bíblia influencie tais mudanças.
Bastaria uma leitura do livro Caminho a Cristo e um breve estudo sobre o “Desenvolvimento das Doutrinas Adventistas” para evitar tamanha distorção. Com a leitura desse livro e de um estudo sobre desenvolvimento das doutrinas adventistas, o autor teria percebido que Ellen White jamais abandonou a doutrina metodista da salvação pela fé e importância de uma vida santificada em Cristo (1Co 1:2; Rm 6:22; Rm 6:22).
Ao considerar que “Ellen White não se importou com advertência de Jesus em Mt 24.36! (Lc 21.8) o referido apologista deveria ter informado que Ellen White nunca marcou datas para a volta de Jesus. Foi o batista Guilherme Miller quem marcou um período para a volta de Cristo (1843) e, posteriormente, o evangélico Samuel Snow (22 de outubro de 1844), quem se aventuraram nessa área.
Ellen White fez parte do grupo que creu nas pregações de Miller e que ficou decepcionado por Cristo não ter voltado no momento estipulado. Todavia, por causa de tal amarga experiência e depois que foi chamada por Deus para ser profetisa, foi contra qualquer tentativa de se marcar datas para a volta de Cristo. Apenas uma leitura do livro Mensagens Escolhidas, vol. 1 teria ajudado o oponente a evitar tamanho deslize. Na página 188 ela escreveu: “Progredíssemos nós em conhecimento espiritual, e veríamos a verdade se desenvolvendo e expandindo em sentidos com que mal temos sonhado, porém ela jamais se desenvolverá em quaisquer direções que nos levem a imaginar que podemos saber os tempos e as estações que o Pai estabeleceu por Seu próprio poder. Tenho sido repetidamente advertida com referência a marcar tempo. Nunca mais haverá para o povo de Deus uma mensagem baseada em tempo. Não devemos saber o tempo definido nem para o derramamento do Espírito Santo nem para a vinda de Cristo.”
Ao considerar que Ellen White era falsa por que “[...] conviveu e comungou com arianos que blasfemaram contra a doutrina da Trindade… (Jd 4)”, ele desconsiderou que o adventismo era composto por pessoas de várias confissões religiosas e que, portanto, é natural que, no processo formativo, houvesse entre o movimento pessoas que não partilhavam de todas as doutrinas.
Se o oponente tivesse feito uma leitura do livro Em Busca de Identidade, do historiador adventista George Knight, teria compreendido melhor o processo formativo da doutrina da Trindade no adventismo. Além disso, se ele realmente estivesse preocupado em informar o seu publico, não teria sido tão seletivo a ponto de não informar que Ellen White era trinitariana e acreditava na Divindade de Cristo. E não poderia ser diferente, pois, ela veio do metodismo.
Uma leitura do livro Evangelismo, págs. 613-617 também teria ajudado, bem como a citação da Sra. White em O Desejado de Todas as Nações, p. 530, onde ela afirma que “em Cristo há vida original, não emprestada, não derivada”.
Não merece maiores comentários o absurdo preconceito que ele manifestou, ao insinuar que não podemos conviver com pessoas que pensam diferente de nós. Com base nisso, alguém poderia pensar (e com razão) se o Ministério Cristão Apologético (MCA) não estaria tendo um comportamento nada cristão ao fazer “acepção de pessoas” (Rm 2:11).
Ao considerar que “Ellen White disse absurdos que hoje são omitidos de seus livros.”, o MCA poderia ter informado os leitores quais são esses absurdos, para que sua afirmação não ficasse tão vaga, e para que isso pudesse ser verificado por cada leitor.
Ao considerar que “Ellen White plagiou muitos de seus livros [...]”, fica evidente que o autor não conhece (ou desconsiderou) que a própria profetisa reconheceu que fez uso de outras fontes para expressar melhor os conceitos que Deus revelou para ela em visão – assim como o fizeram, por exemplo, os profetas bíblicos (canônicos) Lucas (Lc 1:1-4) e Judas (1:9; 14, 15). Bastaria a leitura da introdução do livro O Grande Conflito para comprovar que ela nunca afirmou que tudo o que ela usou em seus livros eram de sua autoria:
“Os grandes acontecimentos que assinalaram o progresso da Reforma nas épocas passadas, constituem assunto da História [...] Esta história apresentei-a de maneira breve [...] Em alguns casos em que algum historiador agrupou os fatos de tal modo a proporcionar [...] uma visão compreensiva do assunto, resumiu convenientemente os pormenores, ou suas palavras foram citadas textualmente; nalguns outros casos, porém, não se nomeou o autor, visto como as transcrições não são feitas com o propósito de citar aquele escritor como autoridade, mas porque sua declaração provê uma apresentação do assunto, pronta e positiva.”
Muito estranho um plagiador reconhecer que fez uso de fontes fidedignas e até mesmo recomendar em outras ocasiões que as pessoas lessem tais fontes!
Além disso, o MCA não informou aos internautas que o Patrimônio Literário Ellen G. White, órgão oficial da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, há 32 anos anos elaborou uma resposta às acusações de plágio vindas de Walter Rea. Tal documento está disponível no site do Centro de Pesquisas EGW no Brasil e você poderá acessá-lo clicando aqui
BOLA FORA – PARTE 2
Ao considerar que “Ellen White foi umas das pessoas que mais chamaram O Dia do Senhor de marca da Besta demoníaca… (Ap 1.10) o oponente demonstrou mais uma vez desconhecimento da real posição do adventismo – agora, a respeito do domingo e a marca da besta. Apenas uma leitura do livro O Grande Conflito, páginas 443 e 459, seria suficiente para mostrar que Ellen White crê que o domingo será a marca da besta e não que é. A autora até mesmo diz que muitos observadores sinceros do domingo serão salvos por que viveram de acordo com a luz que receberam. Confira-se tais declarações na íntegra clicando aqui.
Ao considerar que “Ellen White aceitou ser considerada uma mensageira inspirada para o tempo do fim! (Jr 23.16)”, o autor demonstrou total desconhecimento da opinião particular de Ellen White sobre a missão dela. Apesar de ela ter aceitado o dom profético, jamais usou isso como motivo de orgulho pessoal e muito menos afirmou que ela era a profetisa para o tempo do fim.
Se o apologista do MCA tivesse lido Mensagens Escolhidas, vol. I, págs. 31-35 saberia que ela não fazia questão de “alardear” sobre seus dons espirituais, como o fazem os atuais falsos ensinadores. Além disso, se o oponente conhecesse o comentário dela a respeito de Atos 2:17, 18, por exemplo, teria informado seus leitores de que Ellen White acreditava na abrangência do dom profético, não sendo, portanto, a única a recebê-lo (Pode ser que no tempo do fim, tenha sido a última com as qualificações dela. Não o sabemos. Só o tempo dirá).
Ao considerar que “Ellen White canonizou uma doutrina que ensina que o Senhor Jesus entrou no Santíssimo apenas em 1844. (Hb 9.24,25)”, o referido ministério apologético teria evitado mais uma distorção se tivesse consultado a tese doutoral de Alberto Timm, intitulada O Santuário e as Três Mensagens Angélicas: Fatores Integrativos no Desenvolvimento das Doutrinas Adventistas, disponível em português pela Imprensa Universitária Adventista (Unaspress).
A referida obra mostra que a doutrina do santuário passou por quatro períodos na história adventista, que começa a partir de 1844 e vai até os nossos dias. Esse reducionismo histórico-doutrinal por parte do MCA não levou em conta todo o processo formativo da referida doutrina pelo desconhecimento de uma importante obra sobre o assunto, como a de Alberto Timm.
Pioneiros adventistas como J.N. Andrews, Tiago White e Urias Smith, por exemplo, elaboraram a teologia da referida doutrina apenas com base no estudo da Bíblia, pois, o uso abundante das Escrituras era uma característica marcante do adventismo naquele período.
Desse modo, em hipótese alguma foi necessária uma “canonização” por parte de Ellen White para que a teologia do Santuário se tornasse parte do adventismo. Se ela tivesse estabelecido tal doutrina, a igreja não teria, décadas após a morte dela, produzido literatura abalizada, como a série de sete volumes produzida pelo Bibical Research Institute, para analisar de maneira mais exegética as implicações da doutrina do santuário para toda teologia adventista.
É importante destacar que as visões da profetisa apenas confirmaram as descobertas que os pioneiros haviam feito na Bíblia. Se o responsável pelo MCA tivesse consultado a obra Mensageira do Senhor, de Herbert E. Douglass, p. 171, teria evitado mais um deslize histórico, ao ser informado de que no período de formação doutrinária, os adventistas passavam dias e noites inteiras estudando a Bíblia e não os escritos de Ellen White, para estabelecer suas crenças fundamentais.
Apenas quando os pioneiros se encontravam diante de um impasse, cada um com uma opinião diferente sobre um assunto, Ellen White recebia uma visão para confirmar se a opinião do irmão A, B ou C estava correta. Nunca doutrinas “dela” estiveram em discussão, pois, todo conhecimento doutrinário era fruto do estudo das Escrituras.
Outro detalhe: apesar de nós adventistas crermos que Jesus começou outra fase de Sua obra sumo sacerdotal no santuário celestial (Hb 8:1, 2; 4:14-16) em 1844 (temos como base o cálculo da profecia das 70 semanas de Daniel 9 e 8:14), não cremos que Ele ficou “trancafiado” no lugar santo até esse período, como alega o oponente. Desse modo, seria importante que o MCA apresentasse alguma fonte adventista que afirme ter Cristo ficado “preso” no lugar santo do santuário, sem acesso algum ao lugar santíssimo, até 1844.
Ao considerar que “Ellen White ensina que satanás levará por fim a punição dos pecados dos salvos. (Is 53.5)”, o MCA não informou seus leitores de que crença de que o bode Azazel é um símbolo do Diabo, que será punido e responsabilizado pelos pecados que levou os outros a cometerem, é uma crença compartilhada por eruditos cristãos não adventistas.
Bastaria uma consulta ao livro Questões Sobre Doutrina, p. 284-287 para verificar uma lista com dezenas de estudiosos não adventistas, entre eles J. Russel H Howden (anglicano), Samuel M. Zwemer (presbiteriano), E. W. Hengstenberg (luterano), J.B. Rotherham (de uma igreja chamada Discípulos de Cristo), Guilherme Jenks (congregacionalista), William Milligan, James Hastings e William Smith (presbiterianos), John M’ Clintock e James Strong (metodistas), etc.
Por que o MCA não considera tais eruditos como “hereges”, sendo que pensam de modo parecido (não igual) com Ellen White? Estaria o seu preconceito contra o adventismo ofuscando a sua objetividade?
Ao considerar que “Ellen White chamou as falsas profecias dos adventistas de acontecimentos Bíblicos.”, o Ministério Cristão Apologético (MCA) continuou demonstrando total desconhecimento da história adventista e seu uso precário de fontes primárias. Bastaria uma leitura do livro História do Adventismo, de C. Merwyn Maxwell para ele perceber que os adventistas nunca fizeram “profecias”, como ele afirma. Faltou por parte do MCA uma explicação melhor do que seriam tais “profecias” feitas pelos adventistas e quais delas foram chamadas por Ellen White de “acontecimentos bíblicos”. Será que ele confundiu conclusões doutrinárias com predições proféticas? É difícil de imaginar que alguém que se propõe a defender ardorosamente a fé cristã possa ser ignorante quanto ao assunto e não saiba diferenciar opiniões teológicas de profecias. Não creio que isso tenha ocorrido, mas, há possibilidade.
BOLA FORA – PARTE 3
E os bolas-fora do MCA não terminaram.
Ao considerar que “Ellen White ensinou que a porta da salvação ficou fechada de 1844 até 1851” o MCA prestou mais um desserviço aos leitores de seu site. Se ele tivesse se informado da existência de uma carta de Ellen White escrita em 1874 a J. N. Loughborough, teria visto que ela mesma se defende desse tipo de falsa acusação propagada pelos críticos desinformados. O fato de Ellen White ter esclarecido a questão há 138 anos prova que esse e outros críticos da Sra. White estão bem “atrasados” e desatualizados.
Na referida carta ela escreveu: “[...] Nunca tive, porém, uma visão de que pecadores não mais se converteriam. E sinto-me livre para declarar que ninguém nunca me ouviu dizer ou leu de minha pena declarações que os justifiquem [os críticos] nas acusações que têm feito contra mim nesse ponto [...] Jamais declarei ou escrevi que o mundo estava condenado ou reprovado. Nunca, sob nenhuma circunstância, empreguei tal linguagem para com alguém, por mais pecador que fosse [...]”.
Bastaria uma leitura do Sumário a respeito do assunto, no livro Mensageira do Senhor, p. 509, para constatar que Ellen White empregou o termo “porta fechada” como uma expressão para descrever o que aconteceu no Céu em 22 de outubro de 1844: Cristo fechou a porta do lugar santo do santuário celestial em 1844 e abriu a porta do lugar santíssimo para iniciar Seu ministério Sumo Sacerdotal.
Ao considerar que “Ellen White considerou ALGUMAS RAÇAS de pessoas, que são imagem de Deus, sendo resultado de cruzamentos de animais com pessoas”, o autor só evidenciou seu doentio preconceito contra a profetisa adventista, ao acusa-la de racismo.
Apenas uma leitura do já citado Mensageira do Senhor, págs. 214-216, seria suficiente para descobrir que em 1891, 1895 e 1896, através de artigos publicados na “Review and Herald”, ela estimulou os esforços educacionais e evangelísticos em favor dos negros e deu origem a uma obra na qual seu próprio filho, Tiago Edson, tomou parte ativa.
Para o trabalho ser possível, Edson produziu um livro que seria usado para (1) levantar fundos (2) ensinar analfabetos a ler e (3) ensinar as verdades bíblicas em linguagem simples. Ele fazia uso de um barco (conhecido como Morning Star) para evangelizar os descendentes dos escravos em lugares que viviam em lugares menos favorecidos.
Além de enviar missionários para que trabalhassem entre as comunidades negras, a Sra. White exaltou o valor de todas as raças diante de Deus:
O nome do negro está escrito no livro da vida, junto do nome do branco. Todos são um em Cristo. O nascimento, a posição, nacionalidade ou cor não podem elevar nem degradar os homens. O caráter é que faz o homem. Se um pele-vermelha, um chinês ou africano rende o coração a Deus em obediência e fé, Jesus não o ama menos por causa de sua cor. Chama-lhe Seu irmão muito amado” (“The Southern Work”, pág. 8. Escrito em 20 de março de 1891.
Ela afirmou que os que “menosprezam um irmão por causa de sua cor estão menosprezando a Cristo” (Citado em “Mensageira do Senhor”, p. 214).
Tais fatos provam que Ellen nunca foi racista. Sua dedicação e também a de seu filho no auxílio dos negros menos favorecidos são uma prova irrefutável de que ela tinha um forte senso de missão e obedecia a Romanos 2:11, não fazendo acepção de pessoas.
O MCA também está insinuando com tal acusação que Ellen White “ensinou” ser possível a “amalgamação” (mistura) de homens e animais para o surgimento de “novas espécies”. O leitor que quiser fazer um estudo sério sobre o uso que ela faz do termo “amalgamação” em se livro Spiritual Gifts, vol. 3, pág. 64, poderá acessar uma análise fidedigna clicando aqui.
O centrowhite.org.br pertence a um órgão oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, de modo que o internauta poderá ter informações em fontes de primeira mão, ao invés de apoiar-se em fontes de “segunda mão”, como o faz o referido ministério apologético.
BOLA FORA – PARTE 4
Quando pensei que o Ministério “Cristão” Apologético (MCA) tinha chegado ao seu limite no número de distorções históricas e doutrinárias, me enganei. No restante de seu infeliz artigo, Luciano continuou desconsiderando – por ignorância ou má fé, Deus o sabe – as fontes primárias e as respostas adventistas aos questionamentos que ele pegou emprestado de outros críticos mais desinformados ainda.
Antes de considerar que “Ellen White ensinou que a salvação na ‘angústia final’ ou grande tribulação, será pela guarda do sábado”, ele deveria ter feito uma leitura do capítulo “Nossa Única Salvaguarda”, do livro O Grande Conflito, para saber que a proteção do crente no desfecho final do Grande Conflito não está apenas na observância dos mandamentos de Deus (são importantes, como demonstração de fidelidade e sinal de identificação, como lemos em Apocalipse 12:17 e 14:12), mas, em aceitar o conjunto das Escrituras.
Lamentavelmente o MCA empregou um reducionismo teológico insustentável em sua “leitura” de Ellen White, como pode ser comprovado pelas citações a seguir do capítulo supracitado:
“O povo de Deus é encaminhado às Santas Escrituras como salvaguarda contra a influência dos falsos ensinadores e poder ilusório dos espíritos das trevas” (pág. 593)
“Pessoa alguma, a não ser os que fortaleceram o espírito com as verdades das Escrituras, poderá resistir no último grande conflito” (Ibidem)
Mais lamentável ainda é que ministérios apologéticos como o MCA, CACP (Centro Apologético Cristão de Pesquisas) e ICP (Instituto Cristão de Pesquisas) continuem levando aos seus leitores informações tão distorcidas sobre os adventistas. Informações que contribuem para que o reino do “pai da mentira” (Jo 8:44) dure por mais tempo nesse mundo tenebroso.
Antes de considerar que “Ellen White estava suscetível ao espiritismo, visto que tinha ‘alucinações’ (visões e sonhos) intermináveis”, o autor poderia ter lido sobre a experiência que Ellen White teve com um hipnotizador, onde ela mostrou não ser susceptível a poderes espíritas, e sim ao poder do Espírito Santo. Caso o responsável pelo MCA tivesse lido o livro Mente, Caráter e Personalidade, vol. 2, págs. 719 e 720 para comprovar que as tentativas de um médico mesmerista (nome que, na época, era relacionado à hipnose) em nada afetaram a profetisa, não teria feito mais uma afirmação insustentável.
Além disso, a leitura de uma breve biografia da autora adventista, disponível aqui, seria o bastante para comprovar que as visões e sonhos de Ellen White não foram “intermináveis”, como alega o MCA. Na verdade foi um total de aproximadamente 2000 sonhos e visões.

CONCLUSÕES INFELIZES
Depois de todas as suas “considerações”, frutos de seu preconceito e total desinformação, o autor do lançou a pergunta: “Poderia o ministério de Ellen White ser uma ‘operação do erro’ de Satanás?” Em seguida, apresentou as seguintes conclusões:
Considerando o que a Bíblia diz “A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira [...]” 2 Tessalonicenses 2:9-11
… Poderíamos propor que esse ministério profético/místico que surgiu em torno dessa senhora iludida, pode ser sim, uma operação do erro que Deus enviaria para as pessoas que não aceitam Sua Palavra, Sua Verdade. A operação que Satanás teria liberdade de fazer de caráter religioso.
Acredito que meus amigos adventistas não se sentirão ofendidos com essa possibilidade, na verdade probabilidade. Pois é por amor, que temos postado isso. Aos irmãos ‘adventistas’, salvos por Cristo, que estão libertos desse ‘espírito’, mas ainda estão na IASD. Que sejam corajosos em ajudar outros a se libertarem de Ellen White. (Disponível em: http://mcapologetico.blogspot.com/2011/10/poderia-o-ministerio-de-ellen-white-ser.html Acessado em: 23/01/2012).
Não fica difícil percebermos que, se a abordagem dele ao longo de seu post foi infeliz, as conclusões que ele apresentou não podem ser diferentes.

CONCLUSÕES ÓBVIAS
Considerando que…  O Ministério Cristão Apologético (MCA) demonstrou ser bem desinformado em relação à história do adventismo e à compreensão adventista sobre o dom profético dado a Ellen White (entre outros assuntos), conclui-se que o responsável por esse ministério deveria ter sido mais responsável na utilização fontes primárias e literatura adventista oficial. Assim, não teria prestando tamanho desserviço ao seu público que, por causa da sua pesquisa precária, não teve acesso às informações fidedignas e realmente comprovadas.
Além disso, após esses esclarecimentos, o leitor pode facilmente ser tentado a questionar a precisão de todos os demais artigos do MCA, que atacam outras religiões. Não estariam os outros movimentos considerados “sectários” também tendo sua história e doutrinas distorcidas abertamente como fruto da ignorância e pouco e/ou mau uso de fontes primárias?
Para finalizar, aplico à atitude do oponente as palavras de Alberto Timm, em sua réplica ao livro “Seitas Proféticas”, de outro crítico desinformado, Tácito da Gama Leite Filho:
“Esperar que um apologista não-adventista concordasse com a compreensão das doutrinas bíblicas dessa Igreja seria, obviamente, exigir demais de tal pessoa. Mas quando fatos históricos são distorcidos, a realidade é diferente. No mundo das modernas comunicações e das fascinantes pesquisas científicas, é inaceitável que um historiador contemporâneo [ou que se propõe a ser um] ainda se permita desconhecer fontes primárias existentes, comprometendo assim não apenas sua reputação e da editora que publicou a obra [nesse caso, do site do MCA que publicou tais distorções], mas também a da Universidade em que obteve sua formação acadêmica, e a da denominação religiosa a que pertence.” (Alberto R. Timm, “A Bem da Verdade”. Revista O Ministério Adventista, julho-agosto 1997, pág. 27).
Oro para que o responsável pelo referido ministério apologético pense nisso com espírito de oração, e permita o Espírito falar-lhe à consciência para que não continue a propagar distorções em relação ao adventismo e, consequentemente, persista na transgressão conscienciosa do 9º mandamento da Lei de Deus, que ordena: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Ex 20:10).


Acesse: www.leandroquadros.com.br

Prazo de validade no casamento?


Uma deputada da Alemanha propôs uma lei segundo a qual casamentos valeriam por apenas sete anos e teriam que ser renovados depois desse período. O argumento da deputada é de que “vários casais só continuam juntos porque têm medo da separação”. Ela defende a idéia de que os casais deveriam ficar juntos por amor e não por comodidade ou interesse. Será que ela tem razão? A separação seria mesmo o melhor remédio para quando o amor acaba?
Acho que sete anos para quem não ama mais é muito tempo. Você já imaginou ter que conviver sete anos com alguém de quem você não gosta? Ainda mais em um mundo humanista como o nosso, em que o eu é divinizado, e no qual as pessoas só fazem o que gostam, se gostam e quando gostam? E por que sete? Por ser o numero da perfeição?
Em uma coisa ela tem razão. Alguns casais só ficam juntos mesmo em razão do medo da separação. Outros têm medo da sogra… Outros, ainda, continuam a péssima relação por causa dos filhos, ou, como no caso dos Clinton, em razão de interesses políticos ou financeiros. A deputada está certa quando diz que casais deveriam ficar juntos por amor e não por comodidade ou interesse. Mas quando a deputada propõe um prazo de validade para uma relação estremecida, é bem razoável supor que ela esteja participando de um dos enganos mais comuns sobre este assunto: a suposição de que possa haver amor sem compromisso.
Como se sabe, o sucesso de um casamento depende em grande parte de algo que acontece bem antes dele – o namoro. Bons casamentos surgem de namoros bem-sucedidos, e vice-versa. Talvez a principal razão pela qual o casamento esteja experimentando uma falência tão acentuada sejam os namoros mal conduzidos. Existe por aí uma idéia de que um dos ingredientes principais do namoro devem ser os beijos, abraços e outras “cositas más”, e o resultado é que, de tanto abraçar e beijar e de manter relação sexual, o casal acaba conhecendo muito do corpo do outro, e pouco das idéias, valores, hábitos e caráter da outra pessoa. É que essas coisas a gente só descobre conversando. E quem é que vai querer conversar quando até uma propaganda de televisão há pouco tempo sugeria: “Pega logo”, ou seja, vá direto ao que interessa: sexo! Beijos, abraços e sexo produzem um prazer tão deslumbrante que pouca gente vai querer ficar perdendo tempo com conversa.
Sexo e contato físico intimo não fazem parte do plano de Deus para o namoro simplesmente porque vão prejudicar algo muito mais importante – o casamento. Nessa fase, o casal precisa desesperadamente de algo que, pelo menos aparentemente, pode ser meio sem graça: conversar. Quando um casal de namorados tem envolvimento físico intimo (mesmo quando não termina sempre em sexo), as emoções são tão fortes, ligam tanto um ao outro, que a Bíblia diz que se tornam “uma só carne”, pelo menos emocionalmente falando. É nesse ponto que as emoções assumem as rédeas da relação e a razão sai de cena. O arroubo das emoções causado pelo contato físico deixa a pessoa virtualmente despreparada para pensar e avaliar racionalmente a conveniência da relação, e então ela perde a cabeça, entrando num casamento que nunca deveria ter acontecido.
E se esse foi o seu caso, o que fazer? Deus considera o casamento algo tão sagrado, que juntamente com o ciclo semanal e o sábado, foi uma das poucas coisas que continuaram valendo para o ser humano mesmo depois da entrada do pecado no mundo. Deus sempre desejou que a continuidade do casamento dos cristãos, que aquele “até que a morte os separe”, fosse um modelo para o mundo, para os filhos deles e para as outras pessoas do tipo de relação que Ele quer ter conosco, que também somos pessoas defeituosas e sujeitas a errar. Apesar de sermos o que somos, Ele diz: “Nunca te deixarei; jamais te abandonarei.” Ele também diz: “Aquele que vem a Mim, jamais o lançarei fora.” O amor de Deus (assim como deveria ser o nosso) não se baseia apenas em sentimentos, mas em um princípio – e isso a deputada alemã certamente não sabe. Amor, como é ensinado pela Bíblia, não é um sentimento volúvel, que nos torna reféns dos desvarios de um coração inconstante e pecaminoso. Amor é uma decisão da vontade que é fortalecida diariamente pelo Espírito Santo.
É por isso que para amar a gente precisa de Deus. O amor não mora aqui em baixo, com os seres humanos. Amor é algo que a gente recebe de Deus para repartir com quem dorme na mesma cama, mora na mesma casa, trabalha ou habita na mesma cidade. E esse tipo de amor já não depende tanto de como a outra pessoa é ou o que ela faz ou deixa de fazer. É certo que existem casos em que a continuidade do casamento é quase impossível e seria mais prudente encerrar a relação, como acontece, por exemplo, quando o marido abusa sexualmente de uma filha. Mas mesmo se é necessária a separação, pode haver amor.
Em todo o caso, o amor passa a ser uma escolha de alguém que é livre para decidir e que resolve não estar sujeito às escolhas ou ações do outro. É livre para amar como Jesus, que decidiu amar mesmo àqueles que não O amavam e chegou ao ponto de morrer por eles, sendo mesmo morto por aqueles a quem amava.
Aqui neste mundo, neste contexto de pecado, não existe mesmo amor sem sofrimento, sem dor, sem negação do eu. E isso é cristianismo, e não humanismo. Quando Cristo vive em mim, vivo não mais eu. Mas Seu Espírito coloca dentro de mim o amor que não possuo. Por isso quem quiser experimentar as alegrias do amor, vai ter que eventualmente aprender com Deus a fazer como Ele, e suportar as dores do amor e amar talvez a quem eventualmente não mereça esse amor. Na Bíblia, para aqueles que aceitam a Deus como o Senhor de sua vida, o amor não é uma opção, mas um mandamento: “Um novo mandamento vos dou…” Para Deus, não amar é rebelião, deputada!
Mas ela quase tem razão. O casamento precisa mesmo ser renovado periodicamente. Mas não a cada sete anos – isso seria tempo demais. Ele precisa ser renovado toda manhã, quando cada um comparece sozinho à presença de Deus, pede e recebe a dose de amor daquele dia para partilhar com o cônjuge. Ele também é renovado quando a família toda comparece diariamente à presença de Deus, através do culto familiar e reconhece que depende dEle para continuarem juntos. Em famílias assim vai existir amor, perdão, bondade, fidelidade e compromisso. E isso pode acontecer com você!

Todos os pecados são iguais aos olhos de Deus?


Fundamental para entendermos o problema do pecado é a distinção entre pecado (condição) e pecados (atos pecaminosos). O pecado é uma condição humana de alienação de Deus e um princípio interior propulsor para o mal (ver Is 59:2; Ef 2:1-3 e 5). Esse princípio se manifesta exteriormente através de atos pecaminosos. Cristo declara que “de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura” (Mc 7:21 e 22).
Embora a essência de todos os pecados seja sempre a mesma (alienação de Deus), existem algumas realidades que nos impedem de aceitar a teoria de que todos os pecados são iguais aos olhos de Deus. Uma delas é o processo pelo qual a tentação se transforma em pecado. Esse processo é geralmente composto pelos seguintes estágios: atenção, consideração, desejo, decisão, planejamento e ação. Uma vez que o grau de envolvimento nesse processo pode variar de intensidade, não podemos afirmar que o pecado de alguém que teve apenas um
desejo pecaminoso momentâneo, seja tão ofensivo a Deus como o pecado premeditado de Davi com Bate-Seba (ver 2Sm 11).
Que Deus não considera todos os pecados iguais é evidente também no fato de o próprio Deus haver prescrito diferentes sacrifícios no Antigo Testamento para a expiação dos diferentes pecados (ver Lv 1 a 7). Além disso, se todos os pecados fossem iguais, como querem alguns, por que deveriam os ímpios ser punidos no juízo final, “segundo as suas obras” (Ap 20:11-13)? Por que alguns haveriam de ser castigados, naquele juízo, “com muitos açoites” e outros com “poucos açoites” (Lc 12:47-48)? Se os pecados fossem iguais, não receberiam todos o mesmo castigo?
Mas a despeito dos pecados serem distintos entre si, todos eles refletem a mesma essência maligna da alienação de Deus. Isso significa que, por mais insignificante que determinado pecado possa parecer, ele é suficientemente ofensivo para excluir o pecador do reino de Deus.

Fonte: Alberto Timm,  Sinais dos Tempos, março/abril de 2000. p. 21.

Todas as doutrinas da Bíblia são importantes


Estou fazendo (05/02/2012) um trabalho de Mestrado em que devo apresentar um mínimo de 10 páginas.
Como o requisito é uma resenha crítica do livro “O Santuário e as Três Mensagens Angélicas – Fatores Integrativos no Desenvolvimento das Doutrinas Adventistas”, que é a tese doutoral defendida pelo meu amigo e orientador Alberto R. Timm, gostaria de repartir com você um argumento de um pioneiro adventista transcrito nessa tese. Nele, o autor adventista R. F. Cottrell defende a doutrina da observância do sábado. Veja que interessante a análise feita por ele em 1854:
“[...] ninguém rejeitaria o santuário da Bíblia” se o 
lugar santíssimo “não contivesse a arca”; e “a arca não seria motivo de objeção, se não contivese as tábuas do concerto; e essas não seriam objetadas se tivessem apenas nove mandamentos” (Tim, O Santuário e as Três Mensagens Angélicas [Engenheiro Coelho, SP: Imprensa Universitária Adventista, 2002], p. 212).
Isso diz muita coisa, principalmente que a rejeição de uma doutrina leva à rejeição de outras. E isso, muitas vezes, por causa de nossas conveniências pecaminosas, o que levará o indivíduo ao desastre na vida espiritual (Tg 2:10-12; 2:26).
Alguns anos depois, em 1863, Cottrell afirmou: “[...] se o santuário [celestial – ver Hb 8:1, 2; 4:14-16] não pode ser destruído, o sábado não pode ser atingido”. E isso, apesar das objeções que tal doutrina bíblica tem recebido (Ver Gn 2:1-3; Ex 20:8-11; Mt 24:20; Mc 2:27, 28; At 16:13; Ap 14:6, 7 e 12).
De acordo com Cottrell, como os antinomistas (os que são contra a validade da Lei) não podem subir até o céu para destruir “o vedadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem” (Hb 8:2), a doutrina do sábado, que relembra-nos do Deus Criador (Ex 20:8-11) e Salvador (Dt 5:12-15), permanecerá inabalável para sempre! (Is 66:22, 23).
Reflita com carinho nessas citações e veja se, no momento, não adota uma postura como essa, descrita acima na primeira citação, amigo(a) leitor(a).
Recomendo a leitura dessa obra do Dr. Timm, disponível para aquisição no site da Imprensa Universitária Adventista (Unaspress): http://unaspress.unasp-ec.com É um excelente material para sua biblioteca!
Nele você terá um conhecimento sólido do desenvolvimento das doutrinas distintivas adventistas e dos argumentos dos pioneiros para defender as verdades que ensinamos, centralizadas, claro, na Pessoa de Cristo. Afinal, “[...] ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo” (1Co 3:11. Veja também Ef 2:20).
Um abraço carinhoso!

www.leandroquadros.com.br

Sua Presença Salvadora


Jesus não somente falou sobre a maneira em que devemos viver; ele deu o exemplo.
Uma das mais impressionantes verdades bíblicas é a de que Deus não somente está disposto a habitar com Seu povo – Ele deseja estar em nosso meio. Embora seja o Criador dos céus e da Terra, Ele deseja ser amigo das Suas criaturas.
“Assim diz o Alto e Sublime, que vive para sempre, e cujo nome é santo: ‘Habito num lugar alto e santo, mas habito também com o contrito e humilde de espírito, para dar novo ânimo ao espírito do humilde e novo alento ao coração do contrito’” (Is 57:15, NVI).
Atualmente, um ateísmo militante está se espalhando. Algum tempo atrás, os incrédulos se contentavam em viver em dúvida silenciosa. Hoje proclamam agressivamente que Deus não existe e ridicularizam abertamente os cristãos e todos os seguidores de qualquer religião. Entre as principais vozes que advogam a causa do ateísmo, estão a de Richard Dawkins, Christopher Hitchens, Sam Harris e Daniel Dennett. Um fato interessante é que Anthony Flew, que coordenou a agenda do ateísmo durante 50 anos, nos últimos anos de vida passou por uma conversão filosófica. Seu livro There Is a God: How the World’s Most Notorious Atheist Changed His Mind (Existe um Deus: Como o ateu mais famoso do mundo mudou de ideia, publicado em português com o título Um Ateu Garante: Deus Existe, As provas incontestáveis de um filósofo que não acreditava em nada), lançado em 2007, escandalizou seus antigos colegas.
No entanto, para os que conhecem Jesus como seu Salvador e Senhor, argumentos como os de Flew, embora ajudem em certos contextos, são desnecessários. Sabemos que Deus existe porque O conhecemos como nosso amigo.
“Ele anda comigo, Ele fala comigo e me diz que sou dEle. E ninguém jamais sentiu a alegria que experimentamos quando ficamos no jardim” (C. Austin Miles, “In the Garden” [No Jardim], Hinário Adventista em inglês, nº 487).
De Gênesis a Apocalipse, a Bíblia testemunha o fato de que Deus Se deleita em ser amigo da humanidade. Ele andava e falava com Adão e Eva no jardim. Ele andava e falava com Abraão e os patriarcas. E quando Ele guiou as doze tribos do Egito ao pé do Monte Sinai, instruiu Moisés: “E Me farão um santuário; para que Eu possa habitar no meio deles” (Êx 25:8, RA).
Os israelitas viram e ouviram os trovões, relâmpagos e sons de trombetas que vinham da montanha sagrada. Eles sabiam que Jeová é real. Ele estava no Sinai, e eles estavam aterrorizados. Deus anelava Se aproximar deles de tal modo que eles sentissem o desejo de estar em Sua presença. Ele habitaria em uma tenda.
Deus deu a Moisés a planta do santuário, e os israelitas o construíram exatamente conforme a descrição divina. Ele foi lindamente ornamentado com ouro, prata, pedras preciosas e tecidos coloridos. Era pequeno porque tinha que ser transportável. O lugar santíssimo era um cubo de cerca de 4,5 metros de cada lado. O lugar santo tinha o dobro do tamanho (9 metros de comprimento por 4,5 de largura).
Pense nisto: a Majestade do Céu, o Criador do Universo, condescendendo em habitar em uma tenda!
Símbolo da presença de Deus – Para os israelitas, o santuário era o centro unificador da vida deles. Sua identidade como povo especial escolhido por Deus estava fundamentada nesse lugar.
O santuário era o lugar de refúgio. Naquele lugar a glória do shekiná, a presença real do Senhor, era manifestada entre os querubins no lugar santíssimo. Com o santuário entre eles e indo adiante deles em suas jornadas, podiam estar seguros e protegidos de quaisquer inimigos que tivessem que enfrentar.
Séculos mais tarde, depois de se haverem estabelecido na terra prometida, eles ainda buscavam refúgio no santuário, como podemos ver na oração do salmista: “Do santuário te envie auxílio e de Sião te dê apoio” (Sl 20:2, NVI).
O santuário era um lugar de ensinamento. De tempos em tempos, Moisés ia à tenda para falar com Deus. Ali Deus lhe dava conselhos de como guiar o povo. Quando Moisés voltava ao acampamento, sua face brilhava e o povo não conseguia olhar para ele, e por isso, “tendo Moisés acabado de falar com eles, pôs um véu sobre o rosto” (Êx 34:33).
O santuário era um lugar de orientação divina. Enquanto os filhos de Israel permaneceram no deserto, uma nuvem repousava sobre o santuário durante o dia e uma coluna de fogo brilhava durante a noite. Quando a nuvem ou a coluna de fogo se erguiam, os israelitas levantavam acampamento e seguiam. Quando a nuvem ou a coluna de fogo paravam, eles acampavam. “Durante o dia o Senhor ia adiante deles, numa coluna de nuvem, para guiá-los no caminho, e de noite, numa coluna de fogo, para iluminá-los, e assim podiam caminhar de dia e de noite” (Êx 13:21, NVI).
O santuário era um lugar de adoração. O ano sagrado dos israelitas girava em torno de várias festas – Páscoa, Festa das Primícias, das Trombetas, Dia da Expiação e Festa dos Tabernáculos. Para cada uma delas o santuário tinha um papel-chave.
Finalmente, o santuário era um lugar de perdão. Ali o pecador trazia seu sacrifício (um cordeiro, um bode, uma ave) para ser apresentado pelo sacerdote como expiação. O perdão era alcançado por meio do santuário.
Não é de admirar que os israelitas considerassem o santuário tão importante. Anos mais tarde, quando o templo que substituiu a tenda do deserto foi profanado por exércitos invasores, para eles essa foi a perda mais significativa, a
pior calamidade que se poderia imaginar (Sl 74:1-7).
Atualmente, não temos um santuário terrestre no qual possamos buscar a presença de Deus. Mas não estamos em desvantagem: temos o santuário celestial, no qual entramos pela fé (Hb 10:19-22). E temos Jesus. O Deus que desejou habitar entre as doze tribos, de tal maneira que os instruiu a construir um santuário, foi além, muito, muito além! Ele tomou sobre Si a forma humana. Ele Se tornou carne e osso, um conosco.
Isaías profetizou: “Um Menino nos nasceu, um Filho nos foi dado, e o governo está sobre os Seus ombros. E Ele será chamado Maravilhoso, Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz” (Is 9:6, NVI).
Sobre Ele o amado João escreveu: “O Verbo Se fez carne, e habitou [literalmente, “montou Sua tenda”] entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a Sua glória” (Jo 1:14). Esse Homem, destituído de toda a ostentação que o povo usava para chamar a atenção para si mesmos – riqueza, fama, poder, educação e influência, – era Deus encarnado. Ele era Emanuel, “Deus conosco” (Mt 1:23).
Jesus é nosso grande sumo sacerdote, ministrando em nosso favor nas cortes celestiais. O santuário celestial, que não foi feito por mãos humanas e é mais glorioso do que podemos imaginar, é o verdadeiro santuário, cujo modelo foi representado de maneira pálida pela tenda no deserto – que era “cópia e sombra daquele que está no Céus” (Hb 8:5, NVI).
Concernente a esse santuário e à obra de Jesus nele, estudaremos mais atentamente numa das mensagens posteriores desta semana. Assim como os filhos de Israel encontraram no tabernáculo do deserto sua identidade como povo de Deus, também podemos buscar em nosso grande sumo sacerdote refúgio, instrução, orientação, adoração e perdão.
E mais: Jesus habitou entre nós apenas por breve período de tempo, cerca de 33 anos. Mas, antes de partir, Ele prometeu enviar o bendito Consolador, o Espírito Santo: “Não os deixarei órfãos; voltarei para vocês” (Jo 14:18, NVI).
O Espírito Santo continua o ministério de amor de Jesus. Ele nos guia a toda a verdade (Jo 16:13). Ele nos faz lembrar os ensinamentos do Salvador (Jo 14:26).
Ele convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16:8-11). E o melhor
de tudo: Ele está conosco!
Não precisamos ir a um templo para encontrar Deus. Não temos que fazer uma peregrinação para um lugar sagrado distante em que a presença divina seja manifestada. Deus já está aqui, bem aqui. Ele está conosco!
Pouco antes de deixar a Terra, Jesus prometeu: “Eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (Mt 28:20, NVI). O apóstolo Paulo testificou: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e Se entregou por mim” (Gl 2:20, NVI).
Querido amigo, você pode se unir a Paulo nesse testemunho? Você sabia que Cristo vive em você? Sabia que Ele está com você, como Ele mesmo prometeu?
Há muito tempo Moisés orou: “Como se saberá que eu e o Teu povo podemos contar com o Teu favor, se não nos acompanhares? Que mais poderá distinguir a mim e a Teu povo de todos os demais povos da face da Terra?” (Êx 33:16, NVI). De modo idêntico Davi implorou: “Não me expulses da Tua presença” (Sl 51:11, NVI).
Se você tem fugido de Deus, faça a mesma oração de Davi. Deus quer habitar com você. Ele deseja ardentemente que você conheça Sua presença salvadora. Ele quer ser seu Refúgio, Guia, Mestre, Salvador e Senhor!
 
William G. Johnsson