sábado, 18 de fevereiro de 2012

Como morrer mais jovem

1Coma em excesso. Grandes porções de gorduras, principalmente animal ou hidrogenadas.
Seja bem gordo, cultive uma bela barria, ou como dizem, “a curva da prosperidade” (pois apenas dez por cento de excesso de peso, após os 35 anos de idade, já são suficientes para reduzir sua expectativa de vida em cinco anos).
Tome leite com elevado teor gorduroso, coma muito queijo, manteiga ou outros derivados, e sorvetes (estes últimos combinam bem com bolos e tortas!).
Nunca se contente com  menos do que quatro ovos por semana – é o excesso que vale!
2Não se exercite. Use seu carro para ir a qualquer distância maior do que meio quarteirão.
Sente-se confortavelmente diante da TV, cada noite, especialmente depois de consumir um lauto jantar. Só se levante para dar alguns passos até a cozinha e apanhar mais petiscos, durante os comerciais. (Se você for mais criativo, poderá reduzir ainda mais esse exercício pedindo que a esposa ou alguma criança vá buscar os alimentos!)
Evite todo tipo de exercício regular. Estacione o carro o mais perto possível de onde você deseja ir; nunca use as escadas (sempre o elevador); prefira um cortador elétrico de grama; ou melhor ainda, mande cimentar todo o seu jardim para não ter trabalho.
3Fume bastante, e durante muitos anos. Todo mundo sabe que essa é a forma de pelo menos dobrar a possibilidade de adquirir uma doença cardíaca, e dobrar também a chance de uma morte prematura.
E não se esqueça ainda de que esse é um importante procedimento para conseguir a ajuda de outras doenças (todos os tipos de câncer, não somente o do pulmão, enfisema, aterosclerose, etc.) para realizar seu plano de acabar logo com a vida.
4Use bebidas alcoólicas. Até mesmo a “moderação”, para o amigo que já teve alguma constrição dos vasos sanguíneos que irrigam o coração, é suficiente para aumentar significativamente os riscos de um infarto e morte prematura (uma vez que sobrecarrega o coração ao mesmo tempo que dificulta sua irrigação).
5Exija muito de si mesmo. Proponha para sai as metas mais difíceis e esteja sempre preocupado em driblar os colegas e chegar logo ao topo da sua carreira. Empurre, corra, voe, o dia inteiro.
Quando voltar para casa, traga todo serviço que puder. Ah, e não tire tempo para recreação ou para férias.
6Viva em constante tensão. O stress é o maior colaborador para aumentar o colesterol na corrente sanguínea. Esse colesterol será depositado com facilidade e presteza ao longo do seu sistema circulatório.
Jamais separe algum tempo para as coisas espirituais. Não cumpra com suas responsabilidades diante de Deus nem aceite Sua promessa de ajudá-lo nas dificuldades. Se você fizesse isso, estaria diminuindo suas fontes de tensão.
7Tome bastante café. Se consumir seis xícaras ou mais por dia estará chegando a uma quantidade ideal para causar logo uma doença cardíaca.
Se já teve algum tipo de lesão, melhor para a cafeína aumentar a irritabilidade do seu coração e fazê-lo trabalhar num ritmo anormal.
8Nunca pense em fazer check-up. Se descobrir que tem pressão alta, diabetes ou hipotireoidismo você terá que controlar o nível do seu colesterol. Você poderá ficar sabendo muito cedo (enquanto ainda tem solução) que tem problemas nas coronárias.
Vida longa e feliz não acontece por acaso. Resulta de um plano traçado de acordo com princípios que não somente previnem as doenças, mas oferecem as melhores condições para a recuperação.
O que é saúde? Não é apenas tomar comprimidos antes das refeições. É muito mais do que a ausência de dores ou mesmo a prevenção. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, “saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não meramente a ausência de enfermidades”. A essa definição deve ser acrescida ainda a dimensão espiritual.
A simples combinação de apenas três dos fatores de risco mencionados acima já multiplica por 32 as suas chances de acabar mais cedo com a vida. Se quiser, experimente!
Este aviso, apesar do seu tom humorístico, é dirigido às pessoas que se preocupam com sua saúde e a de seus familiares.

(Escrito por Richard Walden e publicado na Revista Decisão 10-84)

Descer antes de subir

Quando Jesus esteve aqui na Terra, Sua presença foi  a causa da polarização entre todos os que se encontraram com Ele. Estava “destinado tanto para ruína como para levantamento de muitos”. Os cultores da tradição, os virtuosos aos seus próprios olhos, os liberais e os que dependiam de outras pessoas que determinassem a verdade para eles, caíram fragorosamente quando Jesus veio.
Mas esse quadro possui também um aspecto positivo que traz esperança e coragem para os corações aflitos. A outra parte da profecia de Simeão abrangia o “levantamento” de muitos.
Conta-se a história de alguém que resvalara pela borda de um rochedo, ficando suspenso acima do oceano. Estava numa situação desesperadora e clamava por auxílio. Uma voz acima dele disse: “Eu o ajudarei, mas a primeira coisa que você precisa fazer para receber minha ajuda é largar-se”.
Para algumas pessoas constitui uma surpresa descobrirem que no momento em que se largam, elas não caem estrondosamente nas águas mais abaixo, mas são circundadas pela rede do evangelho. “Teriam de cair os que se quisessem erguer novamente. Precisamos cair sobre a Rocha e despedaçar-nos, antes de poder ser elevados em Cristo. O eu tem de ser destronado, abatido o orgulho, se queremos conhecer a glória do reino espiritual. Aqueles que não queriam aceitar a honra que se obtém por meio da humilhação, não receberam, portanto, o Redentor. Ele foi um sinal contra o qual se falaria” (O Desejado de Todas as Nações, p. 47).
Essa ainda é uma das razões por que as pessoas rejeitam a Jesus. Não querem entrar em Seu reino por meio da humilhação. Ele “encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos”. O problema do pecado, nossa incapacidade para satisfazer os requisitos da lei de Deus, é o que revela nossa necessidade e nos impele a despedaçar-nos sobre a Rocha.
Para o que já foi religioso e quer voltar, para o adolescente enleado na culpa e no pecado, para o desesperado que pensa não haver nenhuma oportunidade no mundo, para você mesmo vem esta mensagem: É preciso descer antes de poder subir. A posição mais perigosa não é a daquele que está lá embaixo e sabe disso, mas a daquele que julga estar lá em cima e que não precisa descer, daquele que está levando sua vida “numa boa” independentemente de Jesus Cristo.

(Morris Venden)

E, então, adulteramos


Um homem e uma mulher, os dois são evangélicos. Ele é membro de uma igreja histórica. Ela é membro de uma igreja renovada. O homem é casado e a mulher é solteira. Não eram crentes comuns. Os dois haviam consagrado suas vidas a Deus.
O casamento de 9 anos do homem casado não caminhava bem. Estava enfermo. Sem cuidado. Sem tratamento. Sem enfrentamento. Entregue ao deus-dará. Se terminasse, terminou. Se acontece com todo mundo, por que não aconteceria com ele? É quase mais fácil descasar que casar.  Para casar é preciso namorar e noivar. Para descasar é preciso brigar e separar. Para casar é preciso convidar e reunir padrinhos, parentes e amigos. Para descasar, basta dar tchau à mulher que não mais se ama e cair fora ou manda-la embora. Quanto aos filhos, a melhor solução é: vamos ver como é que fica.
A vida de solteira da mulher solteira não era das mais bem sucedidas. Ela gostava de provocar. Um short bem short e um decote bem decotado faziam-lhe bem. São recursos que a natureza concedeu à mulher para serem usados com sucesso em certas ocasiões.
Quanto à vida espiritual, os dois não iam bem. Havia folhas, mas não havia frutos. Como a figueira que Jesus amaldiçoou (Mateus 21:18-19). Pois nem o homem nem a mulher cometem adultério de uma hora para outra. Antes do adultério vem o relaxamento devocional. Antes do adultério a soberba se instala no coração: ela sempre antecede a queda (Provérbios 16:18). Eles não estavam devidamente amarrados ao Senhor, nem o homem tradicional nem a mulher pentecostal. O pendor agora não era para o Espírito, mas para a carne. Mesmo sabendo que o pendor da carne dá para a morte, e o pendor do Espírito dá para a vida e paz (Romanos 8:6). O homem casado e a mulher solteira não estavam mais negando-se a s i mesmos, nem tomando a sua cruz dia a dia, nem seguindo a Jesus (Lucas 9:23). A loucura tomou conta deles.
Mesmo casado, mesmo pai de filhos, mesmo trabalhando na seara do Senhor, o homem casado reparou na mulher solteira. Mesmo formada em teologia, mesmo se candidatando às missões, mesmo sabendo que o homem casado era casado, a mulher solteira reparou no homem casado. Um dia ele a deixou ciente de que tinha interesse nela. No mesmo dia ela o deixou ciente de que tinha interesse nele. E o processo continuou. Engrossou. Foi passando por cima de tudo: do temor do Senhor, do matrimônio, da família, da vocação, da reputação, dos compromissos, dos escrúpulos, da consciência que reunia as últimas forças para dar os últimos gritos. A vontade da carne esmagou tudo, da mesma forma como aquele trator da Praça da Paz Celestial passou por cima dos estudantes chineses em Pequim.
Aí não houve mais jeito. Os pés do homem casado e da mulher solteira não estavam mais no plano, onde ainda havia opção entre o aclive e o declive. A esta altura os dois estavam no declive e em grande velocidade. Não tinham mais como parar. E não pararam.
Ao contar sua história, o homem casado deu só mais um detalhe: “E, então, adulteramos”.
Se alguém está dentro de um processo semelhante, mas ainda não alcançou o declive final nem a velocidade final, pare enquanto há tempo. Fuja das circunstâncias. Volte atrás. Procure auxílio. Confesse os erros já cometidos. Clame pela misericórdia divina. Acredite na intervenção de Deus.
Os que já desceram o declive todo e caíram dentro de um tremedal de lama (Salmo 40:2), podem ser retirados de lá pela graça e pelo poder de Deus.

(Fonte: Blog do Amilton Menezes)


Eu partirculamenste gostei muito desse assunto pois e uma realidade que ocorre dentro de muitos lares cristão, eu como trabalho com familias cristã tenho presenciado muito essa realidade , mais a pior de todas são aqueles que trocam um casamento solido por um relacionamento com pessoas na internet entre outras areas da internet.
Mais como diz o Pr.Marcos Bomfim nem casamento acaba por buscar a Deus de mais e complemetando as palavras do Pr. Ivan Saraiva todo casamento quando acaba e porque ja não se faz mais o culto familiar, e uma pesquisa feita no Brasil por um grupo evangelico chegaram a uma conclusão que 90% dos evangelicos não fazem o culto familiar, isso realmente tem preucupado muito nos que estamos envolvidos nesta area e por essa questa o numero de dirvocio aumenta em 55% por ano devemos refletir muito sobre esse assunto que Deus nos abençoe e nos guie Amem.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O que os Adventistas Pensam sobre a Lei de Deus?

1. A IASD crê que Deus tem uma Lei moral e eterna.
Infelizmente, aqueles que professam o Cristianismo em nossos dias, em sua grande maioria, pregam um desprezo à Lei de Deus, que beira a blasfêmia. Deus escreveu, com Seu próprio dedo, em tábuas de pedra, os 10 princípios que deveriam ser seguidos pelo Seu povo em todas as eras, pois tal Lei é o próprio reflexo do caráter do Senhor (cf. Êx 31:18; Jr 31:33; Hb 8:10). Por toda a Bíblia vemos que Ele sempre transmitiu mensagens de chamado à obediência para com a Lei moral. Através dos escritores bíblicos, muitas foram as mensagens que deveriam servir de motivação para que o povo nunca se afastasse do cumprimento da Lei (cf. Sal. 89:30-32; todo o Sal. 119; Êx 16:14; Pv 7:2; Jr 9:13; 16:11; Os 8:1, 12; etc.).
Hoje em dia, porém, muitos alegam que “a Lei passou”, pois vivemos no chamado “tempo da graça”. Ora, isso soa estranho aos ouvidos de quem realmente conhece a Bíblia, pois a Lei e a graça sempre andaram juntas. A graça não existiu somente a partir do ministério terrestre de Jesus (cf. Sal. 6:4; 13:5; 40:10-11; 62:12; 66:20; 69:13; 89:14; Is 60:10; Zc 12:10; etc.); bem como a Lei moral não foi abolida na Cruz (cf. Mt 5:17-19; At 24:14; Rm 2:13; 3:20, 31; 7:7-8, 12; Tg 1:25; todo o cap. 2 de Tiago; 1Jo 3:4; etc.).
Importantes estudiosos não-adventistas têm afirmado que não devemos rejeitar o Antigo Testamento e seus ensinos, dando valor apenas ao Novo Testamento, especialmente porque eles estão intimamente ligados. Dentre estes teólogos, quero citar D. A. Carson, Douglas J. Moo e Leon Morris, que na sua Introdução ao Novo Testamento (ver Bibliografia) dizem o seguinte:
“… Não há nenhum indício de que os escritores do Novo Testamento queiram rejeitar alguma parte do Antigo Testamento canônico sob a alegação de ser incompatível com sua fé cristã em desenvolvimento. Paulo chega a insistir em que o motivo pelo qual as ‘Escrituras’ foram escritas foi a instrução e o encorajamento dos cristãos (Rm 15:3-6)” (p. 546).
Aqueles que estudam a Bíblia destituídos de preconceitos, verão claramente que há uma Lei que nunca passou, nem passará, pois como poderíamos imaginar um Deus Criador e Mantenedor que não tem uma Lei para dirigir e julgar a vida do Seu povo?! Chega a ser um absurdo pensar assim!
Porém, eu gostaria de convidar o caro leitor a ponderar comigo sobre um fato que observo entre aqueles que esbravejam com tanto zelo a mensagem de que a “Lei passou”. Se você indagar qualquer pessoa que considera que a Lei de Deus não mais deve ser observada pelos cristãos atuais, você verá, assim como tenho visto inúmeras vezes, que a questão não é a Lei em si, pois há 9 pontos da Lei Moral que os protestantes aceitam sem pestanejar, enquanto que os católicos, apenas 8. Em qualquer igreja evangélica, uma pessoa que cometer adultério, assassinato, furto, idolatria, etc., certamente passará por alguma sanção disciplinar, podendo ser até mesmo excluída da comunhão da igreja.
Ora! Se “a Lei” passou, então porque condenar as pessoas que a transgridem? Se vivemos hoje no chamado “tempo da graça”, porque então a quebra dos Mandamentos não é imediatamente perdoada e relevada, uma vez que, como dizem, tal Lei não mais existe como norma para o povo de Deus dos nossos dias? Por que os protestantes condenam os católicos romanos pela adoração de imagens, se os primeiros acreditam que a Lei não vale mais (cf. Êx 20:4-6)? Os católicos romanos, pelo menos aqui, são mais sinceros, pois não ficam dizendo que os 10 Mandamentos passaram; o que aconteceu, dizem os católicos romanos, foi que a igreja deles simplesmente mudou a Lei – basta conferir no Catecismo. Ou seja, tanto os católicos romanos, quanto os protestantes contrários à Lei, estão no mesmo barco, pois desprezam as claras palavras que o Todo-Poderoso do Universo escreveu com Sua própria caligrafia divina (cf. Êx 31:18) – a única parte da Bíblia que Deus não permitiu ao homem escrever por si mesmo! Pense nisso!
Vemos, então, que aqueles que afirmam que a Lei passou, na verdade, estão agindo de má fé, pois o que eles querem atacar não é a Lei como um todo, pois está evidente que as igrejas protestantes continuam seguindo 9 Mandamentos da Lei moral. O que está realmente na mente destas pessoas é a nulidade do 4º Mandamento, exatamente o que requer a adoração ao Senhor no dia em que Ele determinou – o sábado do sétimo dia (cf. Gên. 2:1-3; Êx 16:1-5; 20:8-11).
É muito claro nas páginas das Escrituras, como vimos até aqui, que a Lei moral dos 10 Mandamentos nunca passou, e permanece até hoje como a norma pela qual o Senhor “medirá” o caráter daqueles que professam o nome de Cristo em suas vidas (cf. Tg 2:10-12; Mt 7:21-23; Jo 14:15; 1Jo 2:4). Por esta razão, os Adventistas levantam bem alto a bandeira da guarda incondicional dos 10 Mandamentos da Lei moral de Deus, não como meio de salvação, mas como demonstração de amor e gratidão pela graça que Deus derrama abundantemente em nossas vidas, e mais ainda porque Ele mesmo nos concede o poder necessário para guardarmos a Sua santa Lei (cf. Sal. 37:25; 1Pe 1:2; Dt 28:13; Tt 3:3-7; Ef 2:10).
2. A IASD ensina que haviam leis cerimoniais, que perderam o sentido de existir a partir do sacrifício da cruz.
Basta uma olhada rápida na Bíblia para percebermos que os seus escritores tratam de mais de um tipo de Lei, pois em alguns momentos ela é considerada abolida por Cristo (cf. Ef 2:15), mas em outros ela é chamada de “lei da liberdade” (cf. Tg 2:12). Há alguma contradição no texto bíblico? Os autores estão ensinando doutrinas opostas? Ou será que eles estão tratando de leis diferentes?! Tomemos o exemplo de Paulo:
Em Ef. 2:5 o apóstolo diz que Jesus “aboliu na sua carne a lei dos mandamentos na forma de ordenanças”. Porém, no mesmo livro, em 6:1-3, Paulo aconselha os filhos a seguirem um Mandamento da Lei moral, que trata da honra devida ao pai e à mãe (cf. Êx 20:12). Como é possível!? A lei foi ou não abolida com o sacrifício de Cristo? Paulo está se contradizendo? Ou será que ele está tratando de duas leis diferentes…?
Parece-me que esta última é a única alternativa lógica para solucionarmos tão “aparente” discrepância bíblica.
É claro que o grande apóstolo da graça tinha conhecimento de que existiam leis diferentes que conduziam a vida do povo de Deus, na época representando por Israel. Haviam as leis civis, que tratavam de assuntos ligados ao dia-a-dia comercial, político, econômico, familiar, pecuniário, etc (cf. Lv 25:35-38; Dt 15:12-18; etc.); haviam as leis de higiene, destinadas a manter um ambiente livre de contaminações (cf. Dt 23:9-14); tinham também as leis destinadas à distinção entre animais limpos e imundos (cf. Lv 11); também aquelas referentes aos sacrifícios expiatórios do santuário, com todo o seu ritual e símbolos que apontavam ao Messias – eram as chamadas “leis cerimoniais” (podem ser vistas, por exemplo, em quase todo o livro de Levítico); assim como também havia a Lei moral, baseada nos 10 Mandamentos entregues a Moisés no Sinai (cf. Êx 20).
Dessas leis, a que Jesus “cravou na cruz” foi a que tratava dos aspectos simbólicos que deveriam retratar o Messias vindouro, o “Cordeiro” que resgataria o povo de Deus da escravidão do pecado (cf. Is 53). Todo esse cerimonialismo (ofertas de animais, derramamento de sangue inocente, purificações rituais do santuário, etc.), TUDO se cumpriu no sacrifício perfeito e eficaz que o Senhor Jesus Cristo realizou por nós no Calvário. Era dessa lei que Paulo estava tratando em Ef 2:15, uma lei baseada em “ordenanças” – figuras.
Porém, a Lei moral, firmada em tábuas de pedra, escrita pelo dedo do Criador e Redentor do mundo, nunca passou. Ela reflete dois princípios básicos, sobre os quais deve estar firmada a vida do servo de Deus:
1. Amar a Deus sobre todas as coisas (cf. Dt 6:5; Mt 22:37-38). Isto está perfeitamente traçado nos primeiros 4 Mandamentos, pois através do cumprimento deste grupo de preceitos demonstramos, realmente, se amamos a Deus acima de tudo – trabalho, família, riquezas, prazeres, amigos, etc. Muitos, por exemplo, não querem guardar o santo sábado para não perderem um emprego ou algum recurso financeiro que é conquistado aos sábados (feiras, comércio, etc.). Esses não estão amando a Deus sobre todas as coisas, pois estão demonstrando uma fé vacilante (cf. Sal. 37:25).
2. Amar ao próximo como a nós mesmos (cf. Lv 19:18; Mt 22:39; Tg 2:8). Neste princípio divino baseiam-se os outros 6 Mandamentos da Lei moral. Guardando tais Mandamentos, estaremos demonstrando amor, respeito e consideração pelo nosso próximo, a começar pela própria família, especialmente os pais.
Jesus, de forma sábia (como Lhe era peculiar), mostrou que destes dois grandes princípios dependem não só a Lei, mas toda a Bíblia (cf. Mt 22:40).
Os Adventistas crêem neste maravilhoso ensino de Jesus, de que o amor é o cumprimento da Lei de Deus – primeiro para com Ele, e depois para com Suas criaturas. Muitos hoje dizem que amam a Deus, mas suas vidas demonstram que este é um amor frágil e conveniente, pois está baseado em um falso sentimento de “liberdade” para desobedecer a Sua Lei. Amar também envolve obedecer, pois a Bíblia é até “dura” ao chamar de “mentiroso” aquele que afirma amar e conhecer a Deus, mas que não está disposto a obedecê-Lo na guarda dos Mandamentos, custe o que custar (cf. 1Jo 2:4; Jo 14:15). Os que pensam assim (que a graça os liberta da obediência aos Mandamentos), encaixam-se perfeitamente na descrição bíblica sobre os apóstatas do primeiro século, que estavam transformando a graça de Deus em “libertinagem” (cf. Jd 4). Veja que coisa horrível!
Espero que você, caro leitor, analise com carinho e paciência este tema tão importante, pois envolve aspectos eternos. Você acredita que uma pessoa que não obedece a Deus pode considerar-se um “servo” dEle?
3. A IASD crê que o sábado do 4º mandamento deve ser observado em nossos dias, assim como os outros 9 mandamentos da Lei do Senhor.
Vimos no tópico anterior que aqueles que combatem a validade eterna da Lei moral de Deus, na verdade, aceitam 9 Mandamentos, e rejeitam apenas um – o 4º (cf. Êx 20:8-11). Este Mandamento trata da “guarda”, ou seja, da santificação do sétimo dia da semana, separando-o exclusivamente para atividades de cunho espiritual.
Não encontramos em NENHUM lugar das Escrituras qualquer ordem, conselho, orientação, exortação ou insinuação de que o sábado deixou de ser um dia especial de adoração ao Criador. Pelo contrário; em toda a Bíblia, o povo de Deus SEMPRE preocupa-se com a santidade desse dia (cf. Êx 16:22-35; Ne 9:14; Is 56:2; Jr 17:27; Lc 23:56; At 16:13; etc.). Muito menos vemos qualquer ensinamento na Bíblia de que o sábado era destinado só para os judeus, pois ele foi iniciado desde o Éden, quando não existia nenhum judeu, Adventista, católico, batista, metodista, etc., mostrando que o sábado foi criado como uma bênção para toda a humanidade (cf. Gên. 2:1-3). Alguns até dizem que o sábado foi criado somente no Sinai, especialmente para os judeus, mas isto não é verdade, pois vemos que a Bíblia fala que o povo guardava o sábado antes mesmo de Deus ter inserido este mandamento nas tábuas da lei (cf. Êx 16). Isaías também afirma que o sábado era para todo o mundo, e não apenas para o povo de Israel (cf. Is 56:1-8). Dizer que o sábado foi só para os judeus é uma prova de desconhecimento do texto bíblico ou, o que é pior, de uma tremenda falta de sinceridade e humildade diante da Palavra do Senhor.
Se a Lei moral de Deus nunca passou, é evidente que o sábado também não. Este mandamento está colocado numa posição de honra na Lei, pois ele é o único que diz o motivo pelo qual Deus deve ser honrado: “em seis dias fez o Senhor…” (cf. Êx 20:11). Santificando o sábado do sétimo dia, estaremos admitindo que Deus é o Senhor em nossa vida, e nossos filhos têm uma oportunidade semanal de aprenderem que Ele merece toda nossa honra, pois cria e mantém Seu povo em meio às adversidades desse mundo. Ao pôr-do-sol da sexta-feira, o povo de Deus deve reunir-se para receber o santo sábado, e permanecer durante todo este dia em um estado de comunhão e adoração ao Senhor que nos criou, mantém e redime (cf. Lv 23:32; Ne 13:15-22; Lc 4:16, 31, 40; 23:54-26).
É interessante notar como a Bíblia destaca que o sábado é considerado por Deus como um “selo”, um “sinal” de fidelidade entre Ele e Seus filhos (cf. Ez 20:12, 20). De que forma podemos entender isso? Vamos fazer como Cristo fazia (cf. Mt 13:24-30, por exemplo), e utilizar uma ilustração para clarear nosso entendimento:
Deus passa a semana observando a movimentação de Suas criaturas aqui nesta Terra – trabalho, estudo, deveres familiares, participação em algum culto religioso, etc. Durante a semana (de domingo à sexta-feira), tudo é igual para todos, com pequenas variações de um para outro. Porém, no sábado, o Senhor fica esperando para ver aqueles que vão honrá-Lo neste dia em particular. Ele observa para ver os que vão deixar de lado o trabalho, a escola, o cuidado normal do lar, e vão para Sua Casa – a Igreja – buscando uma adoração mais completa e integral. É dessa maneira que o sábado funciona como um “sinal” de fidelidade. A grande maioria das pessoas faz do sábado um dia comum, igual aos outros, não dando qualquer conotação santa e reservada para este dia, desprezando, assim, as claras orientações de Deus. Em outras palavras, estão mostrando para o Senhor que não importam-se com Sua vontade.
Na maioria das denominações cristãs o sábado é um dia em que os templos estão fechados. Como o costume de Jesus era freqüentar a Casa de Deus neste dia (cf. Lc 4:16), Ele não teria como adorar o Pai nestas igrejas, pois suas portas permanecem rebeldemente fechadas! Aquelas que abrem as portas no sábado, o fazem para realizar a faxina, lavar o templo ou alguma reunião, mas sem uma preocupação com a santidade deste dia especial. Estas igrejas trocaram a guarda do sábado pela do domingo, teimosamente em oposição ao que o Senhor determina em Sua Palavra.
É por isso que Jesus advertiu de que nem todo o que diz adorar o Seu “nome” entrará no reino do céu, mas apenas aqueles que “fazem a vontade” de Deus (cf. Mt 7:21). É muito maravilhoso analisar profundamente o texto bíblico, e descobrir que nesta mesma passagem, Jesus diz que tais pessoas que se confiam apenas no fato de falarem no nome dEle, mas não realizam a vontade de Deus, serão “apartadas” do Reino eterno do Senhor (cf. Mt 7:23); e o motivo que Ele apresenta é que elas praticam a “iniqüidade” (versão Almeida Revista e Atualizada). A palavra grega que foi traduzida por iniqüidade nesta passagem é ANOMIA, a mesma utilizada em 1Jo 3:4 para descrever o que seja pecado (“transgressão da Lei”).
Ou seja, o que Jesus estava realmente querendo dizer aqui, é que muitos ficarão fora do Reino de Deus por desprezarem a Sua Lei, achando que apenas pelo fato de falarem no nome de Jesus já garantem a salvação e a bênção do Espírito. Esta é a passagem mais triste de toda a Bíblia (Mt 7:21-23), pois aqui não vemos Jesus criticando o procedimento de viciados, prostitutas, ateus, apóstatas, etc. Não! Nesta passagem Jesus está advertindo pessoas que se consideram salvas e cheias de poder; que freqüentam igrejas que realizam curas, milagres, exorcismos, e tudo feito “em nome de Jesus”; mas que, na verdade, são rebeldes e arrogantes, por acharem que podem desprezar a Lei do Senhor e ainda serem aceitos no Reino de Deus (cf. Pv 28:9). Este é o mais terrível engano de satanás para estes últimos dias!
Pena que a grande maioria de cristãos da atualidade, tanto católicos quanto protestantes, insistem em não aceitarem tão límpida e cristalina mensagem bíblica – a guarda do sábado. Arrogam-se o direito de mudar um dia que a Bíblia, em nenhum lugar, autoriza tal mudança, e pensam que mesmo assim Deus os abençoa e envia Seu Santo Espírito. Só há dois motivos para agirem dessa maneira – ou estão terrivelmente cegos, e não conseguem ver a beleza da verdade sobre o sábado do Senhor (cf. Jo 8:32), ou são arrogantes e rebeldes, preferindo servir a Deus à sua maneira, em vez de humildemente aceitar a orientação de Sua Palavra (cf. Marcos 7:7-8).
Espero que você, estimado leitor, não esteja entre estes que serão, finalmente, desmascarados pelo Senhor, e colocados de lado, sendo impedidos de adentrarem os portais perolados da Cidade Santa (cf. Mt 7:21-23; Ap 21:1-8).
4. A IASD crê que Jesus não aboliu o sábado nem autorizou esta mudança.
Os que insistem em pregar que o sábado passou, e que os cristãos estão hoje desobrigados de sua observância, afirmam apoiarem-se nos ensinamentos de Jesus e dos apóstolos para justificarem tal mudança na Lei. Mas Jesus realmente ensinou que o sábado não mais deveria ser guardado? Aboliu o Senhor este mandamento, e colocou o domingo em seu lugar, como o dia de adoração para os cristãos? Vejamos o que diz a Palavra do Senhor, pois o sábado aparece mais de 60 vezes no Novo Testamento.
Vamos analisar agora as passagens dos evangelhos que tratam sobre o sábado:
a) Mt 12:1-14 (cf. Mc 2:23-3:6; Lc 6:1-11)
Nesta passagem Jesus é interrogado por estar colhendo espigas no sábado. São os fariseus que condenam esta ação, pois eles haviam sobrecarregado o sábado com inúmeras “mini-leis”, que deveriam disciplinar a observância desse dia. Jesus, então, responde com a famosa frase: “O Filho do Homem é Senhor do sábado”. Ora, Jesus é Senhor de tudo, INCLUSIVE do sábado. Esta declaração não dá nenhuma margem para que o sábado fosse abolido ou minimizado; apenas demonstra que Jesus possuía (e possui) uma autoridade superior àquela que os fariseus estavam dando a Ele, ou seja, para os fariseus Jesus não passava de um impostor, mas o Mestre demonstrou o erro dos “doutores”, ao declarar que o sábado era um dia criado por Ele, por isso, apenas Ele tinha total autoridade sobre esse dia.
Em seguida, surge a situação da cura do homem da mão ressequida. Jesus já sabia muito bem que os fariseus não concordariam com uma cura realizada no sábado, mas o Senhor conhecia o coração hipócrita desses líderes, que estavam dispostos a sacrificar uma vida humana (especialmente se fosse a de um pobre) mas não achavam errado socorrer um animal ferido no sábado, quando isso pudesse trazer algum ganho financeiro.
A passagem em questão termina de forma bastante interessante (cf. Mt 12:14), pois os fariseus estavam acusando Jesus de “transgredir” a Lei, mas eles próprios não estavam se dando conta de que um mandamento também dizia para “não matar”, e eles tramavam a morte de Jesus. Que ironia!
O evangelho de Marcos (2:27) acrescenta a declaração de Jesus de que o “sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado”. Isto é perfeitamente compreensível e verdadeiro, pois tudo neste mundo (natureza, animais, igreja, família, sexo, salvação, sábado, perdão, etc.) foi criador pelo Senhor para benefício da Sua mais importante criatura – o homem. Tudo foi feito “por causa”, ou seja, em benefício do homem. Dizer que nesta declaração Jesus está afirmando que não precisamos obedecer ao mandamento do sábado é, no mínimo, um desprezo às mais elementares regras de interpretação.
b) Mt 24:20
Esta é uma passagem que demonstra a verdadeira noção de importância que Jesus dava ao dia de sábado. Nesta profecia, o Senhor declara que a fuga dos discípulos nos períodos de tribulação não deveria ocorrer no sábado, pois isto certamente os encontraria desprevenidos por estarem envolvidos na preparação e santidade deste dia.
Jesus foi tão preciso em Sua profecia, que o exército romano entrou e destruiu Jerusalém no ano 70 d.C., ou seja, aproximadamente 40 anos após Jesus ter feito a declaração de Mt 24:40. Que importante e inquestionável testemunho da validade que o sábado tem na vida de adoração do crente, mesmo após a ressurreição do Salvador. Jesus desejava que o sábado permanecesse como dia de adoração, mesmo após Sua morte e ressurreição, como fica evidente pela leitura desta passagem.
Este é um dos muitos versos que os inimigos do sábado nem mencionam em seus argumentos, pois não conseguem explicá-lo sem distorcer o real sentido da passagem.
c) Mt 28:1-10 (cf. Mc 16:1-11; Lc 24:1-12; Jo 20:1-10)
Este texto trata da ocasião em que Jesus foi crucificado e ficou durante o sábado na sepultura. Novamente, em nenhum momento há qualquer menção sobre a abolição do sábado para os cristãos. Há o relato histórico de que foi numa sexta-feira (chamado de “dia da preparação” para o sábado – Mc 15:42) que Jesus foi crucificado, permanecendo durante todo o sábado na sepultura, e ressuscitando apenas na madrugada do domingo. Interessante notar que o sábado foi o único dia em que Jesus ficou integralmente na sepultura, descansando do mesmo modo como havia feito na Criação (cf. Gên. 2:1-3; Jo 1:1-14).
d) Lc 4:16
Que texto maravilhoso! Uma declaração absolutamente clara de que era “costume”, ou seja, era um hábito normal de Jesus estar na sinagoga (a igreja da época) no dia de sábado. Ele, como Criador e Mantenedor de tudo, não poderia deixar de lado algo que Ele mesmo criou, santificou e abençoou como exemplo para toda a humanidade. Este é outro texto que os inimigos do sábado não conseguem contra-argumentar, sem distorcer o que a Bíblia está ensinando.
e) Lc 13:10-14:6 (cf. Jo 5:9-9:16)
Novamente Jesus é interrogado sobre a legalidade de se realizarem curas no sábado. É evidente que não se pode usar o sábado como desculpa para não operar o bem ao próximo. Os fariseus, porém, atolados em sua hipocrisia e ganância, preferiam “fechar os olhos” para algo tão claro, revelado no amor de Deus. O texto é muito explícito em dizer que os fariseus “nada puderam responder” a Jesus (cf. Lc 14:6).
f) Lc 23:56
Outro verso para o qual os inimigos do sábado não conseguem dar uma explicação eficaz e verdadeira, sem distorcer o texto bíblico. Se Jesus REALMENTE havia ensinado ou insinuado que o sábado era desnecessário na nova aliança, e que o “tempo da graça” havia chegado, por que estas mulheres continuaram guardando-o? Não havia chegado a hora de colocar este “jugo” de lado, como o dizem muitos hoje?
Estas santas mulheres, que permaneceram ao lado de Jesus durante Seu ministério terrestre; que ouviram os ensinamentos divinos dos lábios do próprio Senhor do Universo; que sabiam das respostas que Jesus havia dado aos fariseus acerca do tema do sábado, como vimos anteriormente; que presenciaram a crucifixão do Seu Mestre; estas mulheres não abandonaram o mandamento do sábado quando Jesus morreu, e muito menos adoraram no domingo, como fazem os pseudoseguidores de Jesus da atualidade. Elas permaneceram fiéis à Lei do Senhor, e “descansaram segundo o mandamento” (cf. Êx 20:8-11). Mais claro que isso é impossível…
Eu já li muitos livros escritos pelos inimigos do sábado que sempre citam a passagem de João 20:19 para apoiarem sua teoria de que os discípulos trocaram o sábado pelo domingo, após a ressurreição de Cristo. Basta uma leitura sincera do texto para ver que o motivo que levou os seguidores de Jesus a estarem reunidos naquele dia era o “medo dos judeus”. Não estavam ali fazendo uma missa ou culto de adoração, mas estavam era se escondendo da perseguição que já se iniciava.
É muito fácil distorcer o texto bíblico, ou qualquer outro texto interpretativo, para favorecer um pensamento pessoal de um indivíduo ou denominação. Mas o Espírito Santo ajuda àqueles que, do viver que agrada ao Senhor. Não encontramos em nenhum lugar da Bíblia a palavra “domingo”, nem qualquer menção à mudança do sétimo para o primeiro dia da semana, nem por Jesus, nem pelos Seus apóstolos (como veremos adiante).
Se você deseja seguir o exemplo de Jesus e das pessoas que O seguiam, então você não pode mais desprezar a santidade do sábado, e deve procurar imediatamente consertar sua vida com o Senhor, pedindo perdão a Ele pela “cegueira” que fez com que este dia fosse menosprezado em sua vida.
Os Adventistas do Sétimo Dia sentem-se felizes e aliviados por terem a plena certeza de que a bênção do Senhor está sempre sobre aqueles que fazem Sua vontade, apesar de possíveis perseguições, humilhações, escárnios ou o desprezo daqueles que fecham os olhos para o claro ensino bíblico acerca do verdadeiro dia do Senhor – o sábado (cf. Ap 1:10: Is 58:13; Jo 20:1, 19). Nosso próprio nome já é um testemunho ao mundo de que Jesus é o Senhor da Igreja Adventista (cf. Ez 20:12, 20).
5. A IASD crê que os apóstolos não ensinaram a abolição do sábado do sétimo dia.
Os atuais inimigos do sábado insistem em afirmar que, após a ressurreição, os discípulos não mais guardavam o sábado, trocando-o pelo primeiro dia da semana. Isto é verdade? Vejamos…
O SÁBADO NO LIVRO DE ATOS
Este livro é muito esclarecedor porque nos mostra um resumo de como era a vida na Igreja que estava iniciando seus primeiros passos. Certamente é no livro de Atos que poderemos encontrar alguma base de autoridade para a rejeição atual do sábado do sétimo dia, se é que existe tal base.
1:12 – Esta é a primeira menção ao sábado no livro de Atos, apenas fazendo referência ao costume de andar uma curta distância durante este dia (aproximadamente 1 Km).
13:14 – Os discípulos procuram uma sinagoga para pregar. São acolhidos com atenção e aproveitam para pregar sobre Jesus (vv. 16-41), acrescentando que em todos os sábados são lidos os ensinamentos de Deus nas sinagogas (v. 27).
13:42 – Os discípulos receberam o convite para retornar no outro sábado, e continuar a 9 maravilhosa pregação sobre Jesus.
13:44 – Quase toda a cidade veio no sábado para ouvir o que os discípulos tinham ainda para falar. Percebemos que não eram todos judeus (como os inimigos do sábado dizem hoje), pois estes estavam tentando desfazer a pregação dos discípulos diante da multidão (v. 45).
15:12-21 – Esta é uma passagem reveladora, pois o Concílio determinou algumas coisas que não mais poderiam ser impostas sobre os gentios conversos ao cristianismo. Pergunta-se: Por que os apóstolos não incluíram o sábado entre os temas proibidos? Não dizem hoje que eles trocaram o sábado pelo domingo, logo após a ressurreição?! Fica evidente que os inimigos do sábado hoje em dia estão mais interessados em tradições humanas, do que em seguir os princípios que os discípulos de Jesus demonstravam em sua própria vida.
16:11-15 – Alguns dizem que os discípulos pregavam no sábado apenas para aproveitar as sinagogas judaicas. Mas a passagem em questão revela claramente que não era este o real motivo. Paulo, como você sabe, foi um apóstolo que não conviveu pessoalmente com Jesus, tendo sido convertido alguns anos após a ressurreição do Mestre. Paulo é encontrado aqui neste texto procurando “um lugar de oração”, no sábado, afastado da cidade? Por que??????????? Será que o Espírito Santo não havia orientado o apóstolo a abandonar os “rudimentos” do judaísmo, como dizem os inimigos do sábado? Fica muito claro para o leitor sincero que Paulo, um dos maiores apóstolos de Cristo, nunca ensinou a abolição do sábado do sétimo dia, e ele mesmo vivia a santidade deste dia especial por onde quer que andasse.
17:1-3 – Novamente, Paulo é visto aproveitando o sábado para pregar a salvação em Cristo àquelas cidades.
18:1-4 – O apóstolo da graça e dos gentios tinha uma profissão – fazer tendas. Mas o texto é claro ao dizer que Paulo fechava sua oficina no sábado (ou será no domingo, e a pessoa que digitou a Bíblia era Adventista e mudou a digitação para “sábado”?). Paulo adorava o Senhor Jesus no dia de sábado, como fica evidente pelo texto bíblico, e se dirigia ao local de adoração para pregar sobre a salvação em Jesus. Percebe-se facilmente (basta ler sem preconceitos) que não era apenas para encontrar os judeus que Paulo ia à sinagoga no sábado, pois o próprio texto afirma que ele pregava também aos gregos neste dia, e bem sabemos que os gregos não santificavam o sábado.
19:17-27 – Nesta passagem, Paulo afirma enfaticamente que estava de consciência limpa porque ensinara TUDO que era importante para os gentios viverem uma vida de verdadeiros cristãos, bem como mostrara para eles TODO o desígnio de Deus para suas vidas. Mas em NENHUM momento ele fala para eles abandonarem o sábado e adorarem o Senhor no domingo. Que interessante!
O SÁBADO NAS EPÍSTOLAS PAULINAS
Vamos analisar duas passagens nas quais Paulo refere-se ao sábado, sendo muito utilizadas pelos inimigos do 4° Mandamento para “provarem” que o apóstolo não aceitava a guarda deste dia, trocando-o pelo domingo.
1) Col. 2:16 – Paulo está dizendo aqui que o sábado não é importante para o crente da nova aliança? É mesmo isso que o texto está ensinando? É muito fácil para aqueles que agem com falsidade e infidelidade para com a Bíblia, simplesmente isolarem um texto de seu contexto, e ensinarem deturpações doutrinárias que a Bíblia nunca autorizou. Eu conheço diversas denominações que surgem dessa forma, através da interpretação equivocada ou destituída de sinceridade com que alguns ensinam algum texto bíblico (por exemplo: batismo pelos mortos, arrebatamento secreto, dom de línguas, prosperidade material, imortalidade da alma, comer de tudo, uso de véu pelas mulheres, guarda do domingo, mariolatria, etc… apenas para citar algumas).
O contexto da passagem de Col. 2:16 revela claramente que o tema não era propriamente o sábado do sétimo dia. O verso 17 acrescenta que o que havia sido mencionado no v. 16 (lua nova, festas, sábados) era apenas uma SOMBRA de coisas futuras. Pergunto: O sábado do 4º mandamento (cf. Êx 20:8-11) era sombra de quê? De absolutamente nada!
Quando Paulo fala em Colossenses que o sábado era uma “sombra”, certamente ele se referia aos dias sabáticos cerimoniais (cf. Lv 23), que apontavam para a redenção que o Messias operaria em Israel, cujo cumprimento veio na Pessoa Divino-Humana de Jesus Cristo. No próximo tópico vamos analisar melhor estes “sábados” que apontavam ao Messias.
2) Hebreus 4:1-13 - Não é nosso propósito tratar aqui sobre as provas da autoria paulina do livro de Hebreus. A Igreja Adventista crê que foi Paulo quem escreveu este livro, dirigido especialmente aos primeiros cristãos de origem hebraica (utilizarei como base para a explicação a seguir, a interpretação do Comentário Adventista sobre esta passagem).
Alguns pensam que nesta passagem o autor indica que os cristãos devem deixar de guardar o sábado semanal, próprio dos judeus, trocando-o por algum outro “repouso” espiritual de Deus - possivelmente o domingo, ou mesmo a “graça”. Esta interpretação não encontra embasamento sólido nas Escrituras. A passagem simplesmente emprega uma figura, a do repouso do sábado, com todas suas bênçãos e símbolos, para ilustrar a idéia do repouso de Deus. A epístola aos Hebreus está dirigida a quem observava o sábado e gozava de suas bênçãos, entendendo perfeitamente o que o autor estava dizendo.
Este texto contém um convite aos cristãos hebreus de darem ao repouso sabático semanal uma amplitude maior: reconhecê-lo como uma referência clara do repouso eterno que Deus promete. O mesmo convite é para os cristãos observadores do sábado nos dias atuais. O Comentário Adventista apresenta o seguinte resumo para o tema do “descanso de Deus” em Hb 4:
a) O “repouso” de Deus como originalmente foi prometido ao antigo o Israel, incluía: (1) um estabelecimento permanente na terra de Canaã; (2) uma transformação de caráter que faria da nação um adequado representante dos princípios do reino de Deus; e (3) faria deles o agente escolhido de Deus para a salvação do mundo.
b) A geração a qual originalmente foi feita a promessa do “repouso”, fracassou; não entrou em Canaã devido à “incredulidade” (cf. Hb 3:19) e “desobediência” (cf 4:6).
c) Josué presidiu a geração passada na entrada à terra que se lhes tinha sido prometida (cf. 3:11), mas como eram espiritualmente duros de coração, ele não pôde fazê-los entrar no “repouso” espiritual que Deus queria que desfrutassem (cf. 4:7-8).
d) A mesma promessa foi repetida nos dias do Davi (v. 7). Isto demonstra que Israel ainda não tinha entrado no “repouso” espiritual, e também que seu fracasso nos dias do Moisés e Josué não tinha invalidado a promessa original.
e) É seguro o cumprimento final dos propósitos de Deus apesar do fracasso de sucessivas gerações (cf. vv. 3 e 4).
f) O autor suplica ao povo de Deus dos dias apostólicos que entre “naquele repouso” (vv. 11 e 16). É uma comprovação a mais de que continuava a validez do convite, e de que o povo de Deus não havia entrado junto nesse “repouso”, nem mesmo nos tempos apostólicos.
g) Em conclusão, continua a validez da promessa de entrar no “repouso” espiritual de Deus (vv. 6 e 9), e os cristãos devem procurar “entrar naquele repouso” (v. 11). Deve notar-se que o “repouso” nos tempos do cristianismo é o mesmo “repouso” espiritual prometido originalmente a Israel (cf. v. 3).
O SÁBADO EM APOCALIPSE
1:10 – Alguns querem defender que este verso indica que o “dia do Senhor” é o domingo. Porém um estudo apurado do texto no seu original grego demonstra que traduzir “dia do Senhor” por “domingo”, como acontece com algumas versões tendenciosas da Bíblia, é um equívoco. A expressão que aparece no texto grego de Ap 1:10 é KURIAKÊ EMÊRA, que significa apenas “dia do Senhor”, nada tendo a ver com o “domingo”.
Relembremos qual era o dia que os discípulos consideravam como sendo o “dia do Senhor”. Basta ler alguns textos-chave, como João 20:1, 19, por exemplo, para vermos que João considerava o sábado semanal como sendo o verdadeiro “dia do Senhor”. Traduzir o verso de Apoc. 1:10, colocando a palavra “domingo” como sendo a correspondente de KURIAKÊ EMÊRA, é uma tentativa desesperada de incluir na Bíblia alguma base para a guarda de um dia, cuja Palavra de Deus nunca autoriza a ser guardado, muito menos em substituição ao sábado do sétimo dia.
14:6-7 – Interessante notar que a mensagem que o 1º anjo recebeu para levar a todo o mundo era uma exortação para adorarem a Deus como “Criador” de todas as coisas. O mais curioso é que o único mandamento que revela o motivo pelo qual o Senhor deve ser adorado é o 4º – o do sábado (cf. Gên. 2:1-3; Êx 20:8-11), e praticamente a mesma seqüência de palavras é utilizada em ambas as
passagens (cf. Êx 20:11; Ap 14:7), ou seja, devemos adorar Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e tudo o mais. Coincidência? Não. A Bíblia é um livro de “providências”. Certamente o 1° anjo simboliza a mensagem de retorno da humanidade à obediência do santo sábado do Senhor.
Os santos de Deus, no Apocalipse, são retratados como sendo aqueles que “guardam os mandamentos de Deus” (cf. 12:17; 14:12; Sal. 119:152). E a Bíblia considera a guarda dos mandamentos como sendo válida SOMENTE quando TODOS eles são obedecidos, inclusive o 4º (cf. Tg 2:10-11).
Como pudemos ver no texto bíblico, não há uma única palavra autorizando a abolição do sábado do sétimo dia; pelo contrário, vemos que TODOS os discípulos de Cristo continuaram guardando este dia, mesmo muitos anos após a Sua morte, como foi o caso de Paulo, por exemplo.
Há algumas passagens que tratam do primeiro dia da semana. Mas, será que elas autorizam alguma mudança? Vejamos…
a) “No findar do sábado, ao entrar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro” (Mt 28:1). O verso apenas diz que elas foram ao sepulcro no primeiro dia da semana, após o sábado, pois elas já haviam descansado no sábado em obediência ao mandamento (cf. Lc 23:54-56).
O verso nada fala sobre a santidade do domingo após a ressurreição de Jesus.
b) “E, muito cedo, no primeiro dia da semana, ao despontar do sol, foram ao túmulo” (Mc 16:2). Outro verso que apenas traz o relato de que as mulheres foram ao sepulcro no primeiro dia da semana, e apresenta ainda que só foram neste horário porque o sábado já havia passado (cf. Mc 16:1).
Nada fala sobre a “santidade” do domingo, e ainda confirma que elas guardavam o sábado do Senhor – o sétimo dia.
c) “Havendo ele ressuscitado de manhã cedo no primeiro dia da semana, apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual expelira sete demônios” (Mc 16:9). Apenas mais um relato sobre o momento histórico no qual Jesus ressuscitou.
Mais uma vez, nada é apresentado sobre a pseudo-santidade do domingo como dia da ressurreição de Cristo.
d) “Mas, no primeiro dia da semana, alta madrugada, foram elas ao túmulo, levando os aromas que haviam preparado” (Lc 24:1). Como o último verso do cap. 23 deixa claro que aquelas mulheres guardavam o sábado, foi só passar o pôr-do-sol e elas foram ao sepulcro realizar o trabalho que havia sido deixado por fazer, para não se transgredir as horas santas do sábado do Senhor (cf. Lc 23:54-56).
Você vê algo neste verso que autorize a santidade do domingo? Nem eu…
e) “No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu que a pedra estava revolvida” (Jo 20:1). Apenas a repetição das passagens anteriores. Ninguém está questionando que Jesus ressuscitou no domingo, mas dizer que por este motivo este dia agora ficou no lugar do sábado, é acrescentar palavras que não estão no texto inspirado da Bíblia.
Até aqui ainda estou esperando para ver onde está a tal “autorização” para mudar o sábado para o domingo…
f) “Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro da semana, trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos com medo dos judeus, veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco” (Jo 20:19). O texto é muito claro em afirmar o motivo pelo qual eles estavam reunidos: o medo dos judeus. Não tinha nada que ver com um culto ou missa dominical. O v. 26 diz que oito dias depois Jesus Se apresentou novamente para os discípulos. Jesus encontra-os ainda escondidos dos judeus, com as portas trancadas, e aproveita para apresentar-Se a Tomé, que estava ainda duvidando de Sua ressurreição.
Nada ainda encontramos sobre a autoridade de mudar o sábado para o domingo. E olha que este seria um bom momento para Jesus aproveitar e ensinar para os discípulos que o domingo agora deveria ser o dia de guarda. Mas… se você encontrar tal ordem na sua Bíblia avise-me, pois eu ainda não a encontrei.
g) “No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite” (At 20:7). O motivo pelo qual os discípulos estavam reunidos neste primeiro dia da semana é revelado no próprio texto bíblico: Paulo estava para viajar no dia seguinte. Nada mais. Não era um culto semanal “dominical”, pois já vimos que Paulo adorava o Senhor no sábado (cf. At 16:11-15; 18:1-4; etc.).
Ainda nenhuma palavra sobre a mudança do sábado para o domingo. Será que não vamos encontrá-la?!
i) “No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for” (1Co 16:2). Este é o ÚLTIMO dos oito únicos versos do Novo Testamento que fala sobre o primeiro dia da semana. Já vimos que as sete passagens anteriores nada falam sobre a autorização para os cristãos mudarem o
sábado para o domingo. Resta agora analisar esta última passagem. Paulo está falando sobre uma ajuda que seria enviada para os irmãos da Judéia (v. 1; cf. At 11:28-30). Os irmãos não são orientados a se reunirem no primeiro dia da semana para adorarem ao Senhor. O apóstolo dá uma indicação para separarem sua contribuição “em casa”, muito provavelmente junto com as provisões semanais da própria família. Quando Paulo visitasse a cidade, as ofertas já deveriam estar todas prontas, evitando atrasos.
O fato de os discípulos se reunirem em um dia específico, além do sétimo semanal, não faz de tal dia um substituto do sábado do 4º mandamento, pois eles se reuniam diariamente (cf. At 5:42). O que torna um dia “santo” é a determinação de Deus, e isto acontece na Bíblia SOMENTE para o sábado (cf. Gên. 2:1-3; Êx 16:1-10: 20:8-11).
Analisamos as passagens do Novo Testamento que tratam do sábado, e vimos que TODOS os discípulos e seguidores de Jesus guardaram este dia normalmente, pois fazia parte do seu dia-a-dia. Não há nenhuma cogitação entre os discípulos sobre a mudança do sábado para outro dia qualquer. Infelizmente, tal pensamento só existe na mente dos que não querem obedecer aos mandamentos do Senhor, opondo-se arrogantemente à Palavra de Deus.
Já encontrei pessoas que se defendem de uma maneira muito “engenhosa”. Dizem que concordam com a guarda do sábado, mas que cada um escolhe o seu próprio “sétimo dia”. Ou seja, eu posso trabalhar de terça a domingo, e fazer da segunda o meu “sábado”. Quanta “ginástica mental”, apenas para não se submeter ao que Deus determinou em Sua Palavra!
Pense comigo…
Se o devêssemos realmente guardar um dia em lembrança da ressurreição de Cristo, por que deveria ser “todo” domingo? Não seria mais razoável guardar “um domingo” anual, como se fosse um aniversário da ressurreição, como fazemos com a Páscoa, Natal, etc.? Ou seja, não há sentido em abolir o sábado do sétimo dia com a alegação de que devemos guardar o domingo em memória da ressurreição.
Se nossa base de fé estiver unicamente na Bíblia, e não na tradição ou mandamentos de homens (cf. Mc 7:13; At 5:29), então o único dia semanal que devemos separar para adorar ao Senhor, deixando de lado afazeres seculares e comuns, é o sábado do sétimo dia.
Seja fiel, e Deus abençoará grandemente sua vida, afinal: “Grande paz têm os que amam a Tua Lei; para eles não há tropeço” (Sal. 119:165).
Os Adventistas, sim, podem confiantemente saudar a todos com a “paz do Senhor”, pois ela acompanha APENAS aqueles que não se desviam da Lei do Príncipe da Paz (cf. Pv 28:9).
6. A IASD crê que haviam os sábados cerimoniais, que não podem ser confundidos com os sábados semanais da Lei moral.
Uma razão porque muitos confundem o tema do sábado na Bíblia é que não entendem (ou não querem entender) que ela fala de dois “tipos” diferentes de sábados:
1. os do 4º mandamento, que ocorria no sétimo dia de cada semana, e não tinha nenhum aplicação transitória (cf. Gên. 2:1-3; Êx 20:8-11; Is 56:1-8; Ez 20:12, 20; Lc 4:16; At 18:1-4; etc.);
2. os sábados festivos, que eram as comemorações que o povo de Israel realizava anualmente, e que podiam cair em qualquer dia da semana, cuja aplicação era passageira, pois apontava ao trabalho futuro do Messias como Libertador do povo de Deus (cf. Col. 2:16; Os 2:11; Lv 23; etc.).
Os sábados do 4º mandamento, como vimos exaustivamente nos tópicos anteriores, nunca passaram. Porém, os sábados “cerimoniais” tiveram seu cumprimento na vida, morte e ressurreição de Cristo. Vejamos mais detalhes…
A palavra SÁBADO (ou SHABBATH) significa “descanso”, algo parecido com os nossos “feriados”. Assim como no Brasil, os israelitas tinham alguns “sábados” (feriados) anuais, os mais importantes estão descritos abaixo. Durante estes dias, eles não realizavam qualquer trabalho, pois eram considerados dias de “santa convocação”. A melhor referência que encontramos sobre os sábados cerimoniais encontra-se no cap. 23 de Levítico, onde são identificados cada um deles. Vejamos…
Lv 23:1-2 – Deus declara que as “festas fixas” serão momentos de convocação do povo à santidade e reflexão, pois eram festas que tinham uma aplicação espiritual muito forte para o povo.
23:3 – Antes de entrar nos sábados cerimoniais, Deus relembra o povo sobre a santidade do sábado do sétimo dia. Veja que o Senhor mostra a distinção deste sábado semanal para os outros, que são anuais e podem cair em qualquer dia da semana.
23:4-8 – A Páscoa, que era comemorada no 14º dia do 1º mês (NISAN, equivalente a marçoabril do nosso calendário).
23:9-14 – As Primícias, que eram comemoradas no período da colheita.
23:15-25 – O Pentecostes, comemorado no 1º dia do 7º mês (TISRI, equivalente a setembrooutubro no Brasil).
23:26-32 – Dia da Expiação, comemorado no 10º dia do 7º mês. Era o encerramento do ano religioso, com a purificação do santuário.
23:33-36 – Festa dos Tabernáculos, comemorada do 15º ao 22º dias do 7º mês. Era toda uma semana de festas.
O v. 38 deixa muito claro que estas “festas fixas”, ou “sábados”, eram diferentes dos “sábados do Senhor”, que eram os sábados semanais do sétimo dia.
Um estudo sincero da Bíblia mostrará que havia estes dois grupos de sábados. Os que passaram foram os sábados “cerimoniais”, constituídos por estas festas anuais. Porém o sábado do 4º mandamento, que o Senhor sempre chama de “os Meus sábados” (cf. Ez 20:12, 20; 44:24; Êx 31:13; Lv 19:3, 30; Is 56:4; etc.), nunca passou, sendo exemplificado na vida de Jesus e dos santos apóstolos, como vimos anteriormente (cf. Lc 4:16; 23:54-56; At 16:1-5; etc.).

Sendo que Cristo ressuscitou no domingo, não deveria este ser o dia de guarda para todos os cristãos?

A maioria dos observadores do domingo tenta justificar essa prática alegando que a ressurreição de Cristo ocorreu no primeiro dia da semana. Não resta a menor dúvida de que Cristo morreu numa sexta-feira à tarde, descansou na sepultura durante o sábado, e ressuscitou antes do alvorecer do “primeiro dia da semana” (ver Lc 23:44 a 24:12). Mas em nenhum lugar das Escrituras é feita qualquer alusão ao dia da ressurreição (domingo) como um novo dia de guarda, em substituição ao sábado do sétimo dia, que fora instituído pelo próprio Deus na semana da criação (ver Gn 2:1-3; Mc 2:27). Esse dia foi incorporado por Deus no Decálogo (ver Êx 20:8-11), e é apresentado no Novo Testamento intimamente relacionado ao descanso da justificação pela fé em Cristo (ver Hb 4:4-11).
Houvesse o dia da ressurreição se transformado no novo dia de repouso da igreja apostólica, e isso certamente transpareceria na linguagem empregada nos Evangelhos e nos demais livros do Novo Testamento, escritos vários anos após a ressurreição de Cristo. Mas os evangelhos de Marcos e Lucas (escritos cerca de 30 anos após a ressurreição), o de Mateus (escrito cerca de 35 anos após esse evento) e o de João (escrito cerca de 60 anos após o mesmo evento) referem-se ao dia da ressurreição simplesmente como o “primeiro dia da semana”, sem qualquer deferência especial para com ele (ver Mt 28:1; Mc 16:2; Lc 24:1; Jo 20:1, 19).
Algumas pessoas também procuram justificar a observância do domingo com base na referência ao “dia do Senhor” de Apocalipse 1:10 e no fato de os discípulos haverem se reunido em dois domingos diferentes (ver Jo 20:19; At 20:7), seguindo o conselho de Paulo de separar uma oferta para os pobres nesse dia (ver I Co 16:2). Mas, se estudarmos detidamente o conteúdo desses textos, perceberemos que: (1) a reunião mencionada em João 20:19 foi realizada, não com o propósito de venerar o domingo, mas para esconder os seguidores de Cristo, perseguidos pelos judeus; (2) a reunião referida em Atos 20:7 era simplesmente para “partir o pão”, prática essa que podia ocorrer em qualquer dia da semana (ver At 2:42, 46); (3) o objetivo de cada um separar “em casa”, “no primeiro dia da semana”, uma oferta para os necessitados era simplesmente para que não se fizessem “coletas” quando Paulo fosse visitar os coríntios (I Co 16:2); (4) não existem quaisquer evidências bíblicas ou históricas de que, na época em que o apóstolo João escreveu o texto de Apocalipse 1:10, o domingo já fosse chamado de “dia do Senhor” (ver Is 58:13; Mt 12:8), como o foi posteriormente.
Aqueles que aceitam a tradição pós-apostólica, como normativa, não se constrangem em transportar a observância do domingo para dentro do Novo Testamento. Mas, com base no princípio de que a Palavra de Deus deve interpretar-se a si mesma, não conseguimos ver, nos textos acima mencionados, qualquer endosso bíblico para a observância do domingo.

Texto de autoria do Dr. Alberto Timm, publicado na Revista Sinais dos Tempos, maio de 1999, p. 29

É Possível Viver Sem Pecar?

Muitos Adventistas ainda mantêm o pensamento de que podemos alcançar uma “perfeição” moral tal que nos torne incapazes de cometer pecado.
Uma das passagens mais citadas é:
“Qualquer que permanece nEle não peca; qualquer que peca não O viu nem O conheceu” (1Jo 3:6) – Almeida Revista e Corrigida.
Com base nesta declaração, estas pessoas dizem que, se ficarmos realmente ligados a Deus, não praticaremos nenhum pecado.
O que acontece é que este verso não foi traduzido seguindo um “detalhe” da gramática grega. A versão Almeida Revista e Atualizada (ARA) corrigiu esta aparente “falha”. Veja:
“Todo aquele que permanece nEle não vive pecando; todo aquele que vive pecando não O viu, nem O conheceu”.
A expressão em negrito (destaque) está escrito no tempo verbal grego que dá um sentido de “presente contínuo”. Ou seja, a pessoa que permanece em Deus vive CONTINUAMENTE afastando-se do pecado. Não é um ato passado, pontual (que no grego é chamado de “aoristo”), mas durante toda a vida. Por isso o texto da ARA está mais coerente com o que João escreveu em sua epístola.
Portanto, NÃO é possível viver sem pecar.
Esta teoria equivocada do “PERFECCIONISMO” não é nova entre os Adventistas, e já provocou acalorados debates no passado. Graças a Deus, que o Espírito Santo, a Pessoa da Trindade que nos conduz em direção à Verdade, sempre guiou a Igreja para longe destes fanatismos e interpretações pessoais das Escrituras.
O que disse Ellen White sobre o assunto?
OBS.: os destaques fui eu que acrescentei.
“Cristo é nosso exemplo: o perfeito e santo exemplo que nos tem sido dado para seguir. Nunca podemos nos igualar a Ele, mas podemos imitá-Lo e nos parecermos de acordo com nossas possibilidades” – Review and Herald, 05/02/1895.
“O ensino dado com relação ao que é denominado ‘carne santa’ é um erro. Todos podem obter agora corações puros, mas não é correto pretender nesta vida possuir carne santa. O apóstolo Paulo declara: ‘Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum.’ Rom. 7:18. Aos que têm procurado tão ativamente obter pela fé a chamada carne santa, quero dizer: Não a podeis obter. Nem uma pessoa dentre vós tem agora carne santa. Ser humano algum na Terra tem carne santa. É uma impossibilidade.” – Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 32.
“Se aqueles que falam tão francamente de perfeição na carne, pudessem ver as coisas sob seu verdadeiro aspecto, recolher-se-iam com horror de suas idéias presunçosas. Mostrando o engano de suas suposições quanto à carne santa, o Senhor está buscando impedir que homens e mulheres dêem às Suas palavras uma interpretação que leve à corrupção do corpo, da alma e do espírito. Seja esse aspecto de doutrina levado um pouco mais longe, e conduzirá à pretensão de que seus defensores não podem pecar; de que uma vez que tenham carne santa, suas ações são todas santas. Que porta de tentação se abriria assim!” – Idem.
“Quando os seres humanos receberem carne santa, não permanecerão na Terra, mas serão levados ao Céu. Se bem que o pecado seja perdoado nesta vida, seus resultados não são agora inteiramente removidos. É por ocasião de Sua vinda que Cristo deve transformar ‘nosso corpo abatido, para ser conforme o Seu corpo glorioso’” – Eventos Finais, pág. 269.
“O fanatismo, uma vez iniciado e deixado às soltas, é tão difícil de extinguir como o incêndio que tomou conta de um prédio. Os que entraram nesse fanatismo [carne santa] e o mantiveram, fariam muitíssimo melhor em estar empenhados em obra secular; pois devido a sua atitude incoerente estão desonrando ao Senhor e pondo em perigo o Seu povo. Muitos movimentos dessa espécie surgirão neste tempo, quando a obra do Senhor deve manter-se elevada, pura, sem superstições e fábulas. Precisamos estar em guarda, manter íntima ligação com Cristo, para não sermos enganados pelos ardis de Satanás.” – Mente, Caráter e Personalidade, vol. 1, pág. 43
Para um material mais completo, veja: PERFECCIONISMO ENTRE OS ADVENTISTAS.
Os que desejarem conhecer melhor este movimento perfeccionista que se infiltrou no meio Adventista há décadas, poderão estudar um bom livro de História Denominacional. Sugiro o excelente material do Dr. Luiz Nunes (publicado pelo UNASP), o qual mostra claramente a relação entre as Crises na Igreja Apostólica e na Igreja Adventistas do 7º Dia.
Outras postagens onde já tratei deste tema:
Crises no Movimento Adventista
O que é Santificação?
Veja também: EU COSTUMAVA SER PERFEITO, do Dr. Knight.
Quero, ainda, aproveitar para alertar os diretores e diretoras de Escola Sabatina sobre a escolha das pessoas que dirigem as Unidades de Ação a cada sábado. Verdadeiras heresias e blasfêmias têm sido disseminadas, exatamente porque pessoas sem nenhuma condição teológica de serem professores estão sendo colocadas em tais funções.
A Igreja de Deus precisa ser protegida contra estas pessoas que se consideram acima dos demais em matéria teológica, e acreditam que são os “donos da Verdade”. Se elas mantêm um espírito de orgulho intelectual, críticas, discórdas e dissidências, NÃO PODEM ser colocadas para ensinarem os membros.
“Como o carvão é para a brasa, e a lenha, para o fogo, assim é o homem contencioso para acender rixas” (Prov. 26:21).

Fonte: Sétimo Dia

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Cristãos hoje têm opinião diferente do que Jesus teria

Uma pesquisa liderada pelo professor de psicologia da Universidade Norte-Americana de Stanford, Lee D. Ross, mostrou que as opiniões de grupos protestantes e católicos, liberais e conservadores, são muito diferentes da opinião que o próprio Jesus teria atualmente. O estudo, publicado pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, utilizou uma escala de 100 pontos, que vão desde “mais liberal” a “mais conservador”. Para cada assunto, uma nota seria atribuída para identificar onde Jesus estaria na escala e outra para onde o entrevistado se enquadra. Os principais temas abordados como discordantes entre os fieis e Jesus seriam distribuição de impostos, casamento homossexual e aborto.

De modo geral, os entrevistados disseram que Jesus teria uma postura mais rígida nas questões morais. Os grupos conservadores disseram que o Salvador poderia ser mais compassivo em questões de convivência, como o tratamento com relação a imigrantes ilegais. Já para os liberais, Jesus penderia para a esquerda em questões sociais, como redistribuição de renda.

O relatório destaca ainda a diferença de pensamento nas duas vertentes religiosas. Enquanto os liberais deram mais importância a tópicos relacionados à comunhão, conservadores deram mais peso aos ensinamentos sobre moralidade.

“Os liberais admitem que estão longe de Jesus em Seus pontos de vista sobre questões morais e os conservadores revelam que discordam de Jesus sobre questões de convivência”, explica Ross.

Outra tendência averiguada aponta que os liberais apresentam mais dificuldade em conciliar suas opiniões com o Antigo Testamento, enquanto que os conservadores alegam que muitas vezes os ensinamentos do Novo Testamento entram em conflito com suas opiniões políticas.

Em entrevista sobre o assunto ao site americano U.S. News, Michael Nielsen, estudante das novas tendências da religião e catedrático de psicologia da Georgia Southern University, discorda que a Palavra pode ter duas interpretações e destacou que os ensinamentos de Jesus são apresentados firmemente nas Escrituras e sermões nas igrejas.

“Raramente Seus ensinamentos são apresentados de forma ambivalente”, afirmou. “Isso fornece uma fonte potencial de dissonância para a grande maioria das pessoas, cuja opinião sobre um assunto não é polarizada.”

A pesquisa foi realizada pela internet com um grupo de 1.256 pessoas, mas o foco se deu sobre as 787 pessoas que se disseram cristãs, sendo classificadas entre conservadores e liberais. As respostas foram compiladas e separadas entre os pontos de vista pessoais e os pontos de vista atribuídos a Jesus.

(The Christian Post)

Nota: A questão suscitada por essa pesquisa é a seguinte: Podem ser chamados de “cristãos” religiosos que não seguem os ensinamentos de Cristo? E aqui não me refiro apenas a “detalhes periféricos” como distribuição de impostos, mas a doutrinas, mesmo. Por exemplo: Jesus guardou o sábado e nunca deu a entender ou afirmou que mudaria o dia de repouso dos cristãos. No entanto, a maior parte da cristandade observa como dia sagrado o domingo. E aí, o que dizer disso? Jesus assumia como factuais as histórias de Adão e Eva e do dilúvio global, todavia, muitos cristãos hoje querem desmenti-Lo ao dizer que os primeiros capítulos de Gênesis são mitológicos. Afinal, ou somos cristãos de fato – seguidores de Cristo e de Seus ensinamentos registrados no Novo Testamento – ou não somos.[MB] 
Fonte: Criacionismo

Os adventistas expulsam demônios?


Nós Adventistas do 7º Dia realizamos este trabalho de expulsar demônios, pois Jesus deu aos seus filhos autoridade para isto: “Expeliam muitos demônios e curavam numerosos enfermos, ungindo-os com óleo.” Marcos 6:13. A diferença entre a Igreja Adventista do 7º Dia em relação às outras é que usamos o dom quando o Espírito Santo orienta-nos a usá-lo, ou seja, quando há a necessidade.

Muitos irmãos de outras denominações fazem um trabalho que se pode comparar a uma tentativa de manipular a  Deus, exigindo que lhes conceda o dom que desejam e no momento que quiserm; mas tal atitude não é correta segundo as Escrituras: “Mas um só e o mesmo Espírito realizam todas estas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente.” 1 Coríntios 12:11.

Em diversos casos não há a necessidade de expulsar demônios, pois a pessoa não está possessa. Há pregadores (que comandam um dos principais canais de TV do país) que chegam ao extremo de dizer que toda doença é uma possessão; o que está longe de ser verdade. A grande maioria das doenças vem de nossos maus hábitos de vida e não de demônios. Há também o costume de invocar-se um espírito maligno em uma pessoa a fim entrevistá-lo para em seguida “expulsá-lo”! Ora, isto é estarrecedor! Tal pastor está dando ao diabo a oportunidade para que conheça suas fraquezas e assim invista suas tentações diretamente nos seus pontos mais fracos, além de invocar a presença das trevas na vida de alguém! E o pior é que as pessoas estão cegas a este fato devido aos “milagres” que dizem realizar “em nome de Jesus”.

Quando há realmente pessoas possessas, que necessitam deste tipo de ajuda (exorcismo), temos o costume, na Igreja Adventista do 7o Dia, de designar um líder espiritual a fim de que ore com a pessoa e expulse o espírito. Além disto, é feito um “tratamento espiritual” com o enfermo, um acompanhamento, a fim de que o demônio não mais retorne. Isto pode ser feito sem gritos, pois alarido não é sinônimo de poder ou da presença do Espírito Santo, pois “... o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.” Gálatas 5:22-23.


Leandro Soares de Quadros
Instrutor Bíblico – Conselheiro Espiritual

De Frente com o Inimigo: Saiba como Prevenir, Identificar e Lidar com a Possessão Demoníaca

Um pastor tem muitas alegrias em seu ministério, tais como ver pessoas se convertendo e sendo santificadas na verdade mediante sua influência e liderança e receber o carinho e o reconhecimento de seu rebanho. Mas algumas vezes se depara com situações que podem ser bastante desgastantes e encher seu coração de pesar. Isso ocorre quando precisa comandar a aplicação da disciplina eclesiástica a um membro faltoso; quando é necessário realizar uma cerimônia fúnebre, especialmente se a pessoa era muito amiga e a morte chegou de modo inesperado; e quando deve prestar ajuda a uma pessoa possessa por espíritos maus.
Neste artigo nos propomos a tratar da tarefa de expulsar demônios quando a possessão fica bastante evidente pela grande alteração de comportamento do indivíduo. Esta é, provavelmente, a atividade cristã sobre a qual menos se têm escrito, talvez, por um lado, porque o assunto não seja agradável e, por outro, porque as Escrituras Sagradas não dizem muito a respeito, embora apresentem alguns exemplos. Nossas considerações estão baseadas na Bíblia, nos escritos de Ellen G. White e na experiência pessoal que tivemos ao longo de nosso ministério pastoral. Elas não pretendem esgotar o tema e, sim, ajudar, na prática, aqueles que, porventura, tenham que enfrentar tal situação ao estarem trabalhando para Deus.
Possessão demoníaca x doença mental
Há indivíduos que não crêem que exista tal coisa como um ser humano ser totalmente controlado por agentes satânicos, e que, tais casos deveriam ser classificados como doenças mentais. Se bem que seja verdade que há certas enfermidades com sintomas um tanto semelhantes àqueles apresentados pelos que estão possessos, como a histeria e a epilepsia, não é possível explicar pela medicina ou pela ciência algumas demonstrações, tais como: extraordinária força física e o conhecimento, por vezes minucioso, de fatos secretos.
Nem sempre o possesso é muito falante, revela segredos ou demonstra possuir uma força descomunal, mas, pelo que temos observado, quando alguém está de fato endemoninhado, ele fica extremamente furioso e violento quando Cristo é exaltado, seja na leitura de um texto sagrado, seja numa oração ou no cantar de um hino. Já, quando o indivíduo possui uma doença qualquer que o perturba, ele não reage diante da exaltação de Cristo.
Perfil do possesso
Satanás não pode se apossar de qualquer pessoa que ele queira. Se isso fosse possível nosso mundo teria se tornado, há muito tempo, num gigantesco manicômio. Para que aconteça a possessão é necessário que o indivíduo se entregue a ele, o que comumente é feito pouco a pouco, quando segue suas sugestões para praticar o mal. Assim, um filho de Deus jamais poderá ficar possesso, porque sua vontade foi e permanece rendida a Cristo. “O tentador jamais nos poderá compelir a praticar o mal. Não pode dominar as mentes, a menos que se submetam a seu controle. A vontade tem que consentir, a fé largar sua segurança em Cristo, antes que Satanás possa exercer domínio sobre nós. Mas todo desejo pecaminoso que nutrimos lhe proporciona um palmo de terreno. Todo ponto em que deixamos de satisfazer à norma divina, é uma porta aberta pela qual pode entrar para nos tentar e destruir.”1
Comentando o caso de um endemoninhado com o qual Jesus Se deparou, Ellen G. White declara: “A causa oculta da aflição (…) achava-se em sua própria vida. Fora fascinado pelos prazeres do pecado, e pensara fazer da vida um grande carnaval. (…) Julgou poder gastar o tempo em extravagâncias inocentes. Uma vez no declive, porém, resvalou rapidamente. A intemperança e a frivolidade perverteram-lhe os nobres atributos da natureza, e Satanás tomou sobre ele inteiro domínio. (…) Colocara-se no terreno do inimigo, e Satanás tomara posse de todas as suas faculdades.” 2
Algumas vezes é possível nos depararmos até com crianças possessas. Essa foi a experiência do próprio Jesus. Certa feita um pai aproximou-se dEle e disse: “Mestre, trouxe-te o meu filho, possesso de um espírito mudo; e este, onde quer que o apanha, lança-o por terra, e ele espuma, rilha os dentes e vai definhando.” (Mc 9:17 – 18). Jesus, se dispondo a ajudar o menino, disse que o trouxessem. “E trouxeram-lho; quando ele viu a Jesus, o espírito imediatamente o agitou com violência, e, caindo ele por terra, revolvia-se espumando. Perguntou Jesus ao pai do menino: Há quanto tempo isto lhe sucede? Desde a infância, respondeu; e muitas vezes o tem lançado no fogo e na água, para o matar; mas, se tu podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos” (vs. 20 – 22).
Julgamos que uma criança é muito inocente para se entregar ao maligno e que, nesses casos de possessão infantil, a causa encontra-se nos pais. Por uma vida iníqua ou por atitudes imprudentes colocam seus filhos sob o poder do maligno. A esse respeito Ellen G. White escreveu:
Não poucos, neste século e nação professamente cristãos, recorrem aos maus espíritos, em vez de confiarem no poder do Deus vivo. Velando ao pé do leito de enfermidade de seu filho a mãe exclama: ‘Não posso fazer nada mais. Não haverá médico que possa restaurar meu filho?’ Contam-lhe as maravilhosas curas realizadas por algum vidente ou operador de curas pelo magnetismo, e ela confia seu querido aos cuidados dele, colocando-o tão certamente nas mãos de Satanás como se ele lhe estivesse ao lado. Em muitos casos, a vida futura da criança é regida por uma força satânica, que parece impossível quebrar.3
Nesses casos de crianças endemoninhadas precisamos trabalhar também com os pais de modo que a causa do mal seja removida pelo poder de Deus.
Autoridade para expulsar demônios
Uma pessoa pode ser possuída por um ou mais demônios. O menino possesso, curado por Jesus, fora controlado por um demônio (Mc 9:25 – 26), Maria Madalena fora possuída por sete (Mc. 16:9), enquanto que outro, o geraseno, fora dominado por uma legião (Lc. 8:30). Além disso, as hostes espirituais do mal estão distribuídas em várias ordens (Ef 6:12; Cl 2:15), de maneira que alguns demônios são mais poderosos do que outros e, por isso, parecem ter maior capacidade de resistência para abandonar sua vítima.
Em Seu ministério Jesus curou muitos endemoninhados (Mt. 8:16), o que era uma forte evidência de ser Ele o Messias tão longamente esperado pelo povo judeu. Isaías, profetizando à respeito dEle escrevera: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu (…), enviou-me para (…) proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados” (Is 61:1). Ele fora ungido com o Espírito Santo e com poder e, por isso, possuía autoridade sobre os demônios. Tal autoridade foi compartilhada com seus discípulos quando por ocasião da escolha dos doze Jesus lhes deu autoridade para expelirem demônios (Mt 10:1). O evangelho de Lucas acrescenta que essa autoridade foi “sobre todos os demônios” (Lc. 9:1). Posteriormente, quando de sua ascensão, essa autoridade foi estendida aos demais seguidores, a fim de que a empregassem no cumprimento da missão (Mc. 16: 15-17).
Portanto, temos à nossa disposição todo o recurso necessário para enfrentarmos toda a sorte de anjos maus e alcançarmos a vitória. Por isso, quando formos colocados frente a frente com alguém possesso não há porque temer. Aliás, são os demônios que devem tremer na presença de um filho de Deus, porque “a mais débil alma que permaneça em Cristo é mais que suficiente para competir com o exército das trevas 4“ao som da fervorosa oração todo o exército de Satanás treme 5.”
Como expulsar os demônios?
É importante sabermos que há graus de possessão. Há pessoas que são mais dominadas do que outras, há pessoas nas quais a manifestação é mais freqüente. Temos observado que alguns têm crises uma vez por semana, outros diariamente, e outros, ainda, várias vezes por dia. Contudo, em nenhum caso o indivíduo fica possesso o tempo todo. Todos os endemoninhados passam por períodos em que há maior lucidez. Comentando o caso de um endemoninhado que apareceu num sábado na sinagoga onde Jesus estava, Ellen G. White declara que
“em presença do Salvador, um raio de luz lhe penetrara as trevas. Foi despertado, e ansiou a libertação do domínio do maligno; mas o demônio resistia ao poder de Cristo. Quando o homem tentou apelar para Cristo em busca de auxílio, o espírito mau pôs-lhe nos lábios as palavras, e ele gritou em angústia de temor. O possesso compreendia em parte achar-se em presença de alguém que o podia libertar; mas, ao tentar chegar ao alcance daquela poderosa mão, outra vontade o segurou; outras palavras encontraram expressão por meio dele. Terrível era o conflito entre o poder de satanás e seu próprio desejo de libertação 6.”
Também discorrendo sobre o episódio que resultou na libertação dos endemoninhados gadarenos, um dos quais era dominado por uma legião de anjos maus, ela assevera que Cristo
ordenou com autoridade aos espíritos imundos que saíssem deles. Suas palavras penetraram no espírito entenebrecido dos desventurados. Percebiam, fracamente, estar ali Alguém capaz de salvá-los dos demônios atormentadores.  Caíram aos pés do Salvador para O adorar; mas, ao abrirem-se-lhes os lábios para suplicar-Lhe a misericórdia, os demônios falaram por eles. Gritando fortemente: “Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Peço-Te que não me atormentes”7.
Portanto, mesmo o mais possesso dos homens ainda pode perceber quando alguém se dispõe a ajudá-lo e pode desejar ser liberto.
Para que um possesso volte à normalidade é imprescindível que outra pessoa atue como instrumento de libertação nas mãos de Deus. Esta, precisa seguir a recomendação bíblica: “Sujeitai-vos, portanto a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4:7). Assim, antes do diabo fugir, é necessário que resistamos a ele, e, antes disso, é preciso que nos submetamos a Deus. A Bíblia nos apresenta o exemplo de pessoas que tentaram expelir demônios sem, contudo, estarem submissas a Deus. O resultado foi um grande fiasco (At 19:13 – 16). Até os discípulos passaram por essa humilhante experiência. Eles, que já haviam expelido muitos demônios, viram frustradas suas tentativas de libertarem um menino possesso. Mais tarde, depois de Cristo haver curado o garoto, eles indagaram ao mestre: “Por que não pudemos nós expulsá-lo? Respondeu-lhes: Esta casta não pode sair senão por meio de oração [e jejum]” (Mc 9:28 – 29).
Imediatamente antes desse episódio, Cristo escolhera apenas três discípulos e os levara ao cimo do monte onde, à vista deles, fora transfigurado. Os outros nove haviam permanecido ao pé do monte.
As palavras de Cristo com respeito a Sua morte, haviam produzido tristeza e dúvida. E a escolha dos três discípulos para acompanharem Jesus ao monte excitara os ciúmes dos nove. Em vez de robustecer a fé pela oração e meditação das palavras de Cristo, demoraram-se em seus desânimos e agravos pessoais. Foi nesse estado de sombras que empreenderam o conflito com Satanás 8. Sua incredulidade, que lhes vedava ter mais profunda simpatia para com Cristo, e a desatenção com que olhavam a sagrada obra a eles confiada, tinham causado o fracasso no conflito com os poderes das trevas 9.
Assim, no momento em que os nove foram procurados pelo aflito pai, os discípulos estavam envoltos em trevas, apartados da comunhão com Deus e, por isso haviam fracassado. A oração, num espírito humilde e submisso dar-lhes-ia a vitória.
Quando somos completamente submissos a Deus, estamos em condição de resistir ao Maligno. A única maneira de se fazer isso é apelando para o nome de Jesus. “Torre forte é o nome do Senhor, à qual o justo se acolhe e está seguro” (Pv 18:10). “Satanás treme e foge diante da mais débil alma que se refugia nesse nome poderoso 10”.
Satanás não suporta que se apele para seu poderoso rival, pois teme e treme diante de sua força e majestade. Ao som da fervorosa oração todo o exército de Satanás treme. Ele continua a chamar legiões de anjos maus para conseguir seu fim. E quando os anjos todo-poderosos, revestidos com a armadura celeste, chegam em auxílio da fraca e perseguida alma, o inimigo e seus anjos recuam, sabendo muito bem que sua batalha está perdida 11.
Temos visto os demônios fugirem quando Jesus é exaltado, seja na oração, seja na leitura da Bíblia, seja no cantar de um hino. Contudo, de acordo com os exemplos bíblicos deve-se repreender os demônios e, em nome de Jesus, ordenar que eles saiam (Lc 4:33 – 36; 8:27 – 29; 9:42; Mc 16:17; At 16:16 – 18). Em alguns casos a pessoa fica liberta instantaneamente, enquanto que, em outros, os demônios relutam em se afastar. Mesmo quando Jesus ordenava que saíssem havia demônios que demoravam-se tentando argumentar e resistir e exibir sua força (Mc 5:6 – 13; 9:25 – 26). Havendo resistência, deve-se perseverar na luta contra as forças do mal até que o último demônio, por mais poderoso que seja, se dê por vencido, o que pode levar algumas horas. Não esqueça que, embora possam resistir por algum tempo, eles sempre acabam saindo.
Quando o demônio vai à igreja
A maior parte das vezes em que um pastor se depara com um endemoninhado parece ser nas reuniões da igreja. Mesmo que o possesso vá à reunião com o sincero desejo de buscar ajuda, as intenções de Satanás, ao permiti-lo ir, são outras. Em Lc 4:31-36 encontra-se o relato de que Cristo estava numa sinagoga, num sábado, ensinando Sua doutrina, e que ali estava também um homem possesso o qual começou a bradar em alta voz. Então, “a atenção do povo se desviou de Cristo, e Suas palavras não foram escutadas. Tal era o desígnio de Satanás em levar a vítima à sinagoga 12.”
Sabendo que o objetivo do maligno é desviar a atenção de Cristo e do evangelho para si, não devemos de modo algum permitir que ele tenha êxito. Sugerimos que é melhor que alguns irmãos conduzam o possesso imediatamente para uma das salas contíguas à nave principal da igreja e que ali se proceda ao trabalho de expulsão, enquanto segue a programação da igreja. Essa tarefa de remoção certamente não será fácil nem agradável, todavia, se vários irmãos se unirem, por mais forte e violento que ele possa parecer, será possível. É necessário que, se o possesso estiver agressivo, outros o segurem e que o pastor fique livre para dedicar-se aos aspectos espirituais.
Cuidados especiais
Assim como há espíritos mudos, há os que são muito falantes. Ninguém deve, movido pela curiosidade, fazer perguntas a Satanás e nem dar crédito às suas palavras. Não esqueçamos que elas sempre têm o intuito de confundir, desviar, enfim, levar-nos à perdição. Para tanto ele pode misturar informações verdadeiras com falsas. Algumas vezes o demônio dirige-se a alguém e diz: “você é meu, porque faz isto ou aquilo”. Muito cuidado! Pode ser verdade que o tal comportamento seja errado, pode não ser. Se não for, alguns serão enganados e passarão a pensar que é e discutirão com seus irmãos sobre isso, o que resultará em confusão na igreja. Se, todavia, o que ele disser for correto, poderá haver outro problema. Alguns passarão a evitar o tal procedimento, mas o motivo será porque o Diabo disse e não porque Deus, ou Sua palavra ou Seu servo afirmaram. Somos inclinados a questionar tal tipo de “obediência”.
Comentando a primeira tentação que Jesus enfrentou no deserto, Ellen White escreveu: “Esperava Satanás provocar o Filho de Deus, levando-O a empenhar-Se em controvérsia com ele; e esperava que, assim, em Sua fraqueza extrema e agonia de espírito, alcançasse vantagem sobre Ele. (…) O Salvador do mundo não teve controvérsia com Satanás, que (…) era capaz de qualquer engano 13.” Ela também aconselha: “Nossa única segurança é não dar lugar ao diabo; pois suas sugestões e intuitos, são sempre para nos prejudicar e impedir-nos de nos firmar em Deus. (…) Não é seguro entrar em discussão ou parlamentar com ele 14.”
Outro cuidado que todos devemos ter é o de pensar e falar mais em Jesus, em seu poder e amor e menos em Satanás.
Há cristãos que falam demais sobre o poder de Satanás. Pensam em seu adversário, oram a seu respeito, falam nele, e ele avulta mais e mais em sua imaginação. É certo que Satanás é um ser poderoso; mas, graças a Deus, temos um forte Salvador, que expulsou do Céu o maligno. Satanás regozija-se quando lhe engrandecemos a força. Por que não falar em Jesus? Por que não exaltar Seu poder e Seu amor 15?
Mesmo quando Lúcifer se encontrava em seu estado de pureza junto ao trono do Altíssimo havia um abismo de diferença entre ele e o Filho de Deus. Um era criatura e o outro era Criador. Não há como compará-los em tempo de existência, em sabedoria, em poder. Cristo é infinitamente mais poderoso do que
todos os demônios juntos. É compensador estar ao Seu lado. Lembremos sempre disso.
O que fazer depois da libertação?
Cristo ensinou que um indivíduo liberto pode voltar a ficar possesso.
“Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos procurando repouso, porém não encontra. Por isso, diz: Voltarei para minha casa donde saí. E, tendo voltado, a encontra vazia, varrida e ornamentada. Então, vai e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro” (Mt. 12:43-45).
Tal situação não depende do servo de Deus a quem Ele usou no processo de libertação, mas das escolhas do próprio indivíduo liberto. A garantia para que isso não volte a ocorrer é não deixar a casa vazia, é convidar a Cristo para nela habitar, é efetuar a completa entrega da vida ao domínio de Cristo.
Por essa razão e porque logo após a libertação o indivíduo se encontra extremamente fatigado, física e mentalmente, recomendamos que aquele que expulsou os demônios procure se colocar no lugar da pessoa libertada fazendo uma oração de completa entrega a Deus, que será repetida por ela. Isso deve ser feito imediatamente após a libertação.
Quando a alma se rende inteiramente a Cristo, novo poder toma posse do coração. (…) A alma que se rende a Cristo, torna-se Sua fortaleza, mantida por Ele num revoltoso mundo, e é seu desígnio que nenhuma autoridade seja aí reconhecida senão a Sua. Uma alma assim guardada pelos seres celestes, é inexpugnável aos assaltos de Satanás.16
Maior atividade das forças do mal
Por meio dos escritos de Ellen White somos advertidos de que no grande e prolongado conflito entre o bem e o mal destacam-se dois períodos em que as forças do mal estão em maior atividade: os dias do ministério de Cristo e os dias finais da história humana.
O período do ministério pessoal de Cristo entre os homens foi o tempo de maior atividade das forças do reino das trevas. Durante séculos Satanás e seus anjos haviam estado procurando controlar o corpo e a alma dos homens, para trazer sobre eles pecados e sofrimento; depois acusara a Deus de toda essa miséria. Jesus estava revelando aos homens o caráter de Deus. Estava a despedaçar o poder de Satanás, libertando-lhe os cativos. Nova vida e amor do Céu moviam o coração dos homens, e o príncipe do mal despertou para contender pela supremacia do seu reino. Satanás convocou todas as suas forças, e a cada passo combatia a obra de Cristo. (…) Assim será na grande batalha final do conflito entre a justiça e o pecado. Ao passo que nova vida e luz e poder descem do alto sobre os discípulos de Cristo, uma vida nova está brotando de baixo, e revigorando os instrumentos de Satanás 17.
Por isso, enquanto nos aproximamos do fim, podemos esperar maiores e mais freqüentes demonstrações de possessão demoníaca, sabendo, contudo, que nossa vitória é certa pois, “o Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio” (Sl 46:11).
Referências
1 O Desejado de todas as nações, 67.
2 Ibid., 141.
3 Testemunhos seletos, 2: 52 – 53.
4 O Grande conflito, 530.
5 Testemunhos seletos, 1:121.
6 O Desejado de todas as nações, 141.
7 Ibid., 195.
8 Ibid., 252.
9 Ibid.
10 Ibid., 70.
11 Testemunhos seletos, 1:121.
12 O Desejado de todas as nações, 141.
13 Mensagens Escolhidas, 1:278 –279.
14 Testemunhos seletos, 1:410 – 411.
15 O Desejado de todas as nações, 289.
16 Ibid., 186 – 187.
17 Ibid., 142.
Pr. Emilson dos Reis, professor de Teologia Aplicada do curso de Teologia do Unasp, Campus Engenheiro Coelho, SP.

Fonte: Sétimo Dia