terça-feira, 26 de julho de 2011

O sangue apagou a fogueira

Uma das histórias mais impressionantes sobre os mártires do cristianismo é a de Policarpo. Ele foi um dos grandes heróis da fé cristã nos seus primórdios. Irineo conta que Policarpo foi discípulo do apóstolo João e muito bem relacionado com outros que conheceram a Cristo. Foi contemporâneo de Irineu, quando Inácio era bispo de Antioquia. Foi dele que Policarpo recebeu uma carta pouco antes de ser queimado em Roma, como um herói da fé. Em Roma, Policarpo testemunhou da doutrina apostólica e lutou contra as heresias que começavam a invadir a igreja.
Escreveu várias cartas, mas apenas a “Epístola aos Filipenses” foi preservada. Ele exorta a igreja de Filipos a buscar a piedade em todas as relações da vida e a se preparar para o segundo advento de Cristo e a ressurreição” (The Conditionalist Faith of Our Fathers, vol. 1, p. 792).
Quando Policarpo soube que o buscavam para levá-lo a Roma, ele escapou, mas foi logo descoberto por uma criança. Após ter dado de comer aos guardas que o prenderam, pediu que lhe permitissem orar por uma hora e foi atendido. Orou com tal fervor que seus guardas sentiram ter que levá-lo ao procônsul. Este apelou a Policarpo para que abjurasse de sua fé cristã, dando vivas a César e declarando-o seu Senhor. Mas ele se negou!
Levaram então Policarpo à praça do mercado para ser queimado vivo. Mais uma vez o procônsul apelou: “Jura e eu te libertarei. Blasfema de Cristo!” Policarpo então respondeu: “Por 86 anos eu tenho servido a Cristo, e Ele nunca me fez nenhum mal. Como, pois, eu blasfemaria contra o meu Rei, que me salvou?” (Fox’s Book of Martyrs, p. 9).
E quando as chamas já estavam acesas, Policarpo orou: “Oh, Senhor Deus Altíssimo, Pai de Teu amado e abençoado Filho Jesus Cristo. Eu Te dou graças por me teres considerado digno deste dia e desta hora, de que eu tenha parte no número de Teus mártires, no cálice do Teu Cristo, para ressurreição da vida eterna, tanto do corpo como da alma, pela incorrupção comunicada pelo Santo Espírito” (The Conditionalist Faith of Our Fathers, p. 795).
As chamas, porém, não o queimavam… circulavam o seu corpo sem o tocar! Então furaram o corpo de Policarpo. Foi tanto sangue que este apagou o fogo! Depois de morto, então o queimaram.
O sangue dos mártires é a semente do Evangelho. Em todos os tempos.

(da série “Tempo de Refletir”)

Depois de solto, o que fez Barrabás?

Sempre quis saber o que aconteceu com Barrabás depois que foi solto. O que fez ele enquanto Jesus estava sendo crucificado? Como se sentiu ele? Sendo um revoltoso, ele havia sido condenado à crucificação. A ambigüidade de Pilatos e a manipulação das multidões pelos principais sacerdotes e anciãos, garantiram a liberdade para Barrabás.  Mas que tipo de liberdade pode a pessoa ter quando sabe que alguém mais recebeu a sua sentença? Imagine o que Barrabás teria feito com essa percepção espantosa. É possível, até que ele tivesse tentado afogar o pensamento na bebida, procurando esquecer.
Por acaso Barrabás se encontrou com Jesus? Não o sabemos. Alguns sugerem que Jesus foi colocado na mesma prisão de Barrabás enquanto Pilatos decidia o que fazer para sair-se do dilema que os dirigentes de Israel lhe haviam apresentado. O que sabemos, porém, é que Barrabás e Jesus amavam a Israel e queriam dar liberdade ao povo. Mas o patriotismo deles se expressava de maneiras bem diferentes: Barrabás queria um reino livre de Roma; Jesus queria um reino de Deus, livre do pecado. Um pedia o poder militar, o outro exigia arrependimento e retidão.
Com os olhos da mente posso ver o pânico refletido no rosto de Barrabás quando os terremotos sacudiram Jerusalém e partiram o véu do templo. Encaminhou-se ele tropeçando em direção ao Gólgota? Se o fez, teve de olhar no rosto do Salvador. Posso ouvi-lo gritar a confissão angustiada: “Ó Deus, essa cruz era minha! E Ele a levou por mim!”
A cruz é um sacrifício substitutivo. Cristo morreu por nossos pecados, em nosso lugar, levando sobre si a nossa culpa. Mas, em vez de remorso, como o de Barrabás, estamos cheios de gratidão, louvor e amor.
Agradeça a Deus por esse tão grande sacrifício, aceite essa salvação gratuita que Ele oferece e não esqueça: Jesus deu a vida, morreu a morte eterna em seu e meu lugar. A cruz não era dEle. Era de Barrabás, era sua, era minha…
(Da série “Tempo de Refletir)

A pior mãe

Eu tive a pior mãe do mundo. Enquanto outras crianças podiam comer doces para o café da manhã, eu precisava comer mingau e pão com manteiga. Meus amiguinhos tinha Coca Cola e balas no almoço, mas eu tinha de comer arroz com feijão. Como você pode adivinhar, meu jantar também era diferente daquele que os outros meninos se deliciavam.
Mas pelo menos, eu não sofria só. Minha irmã e meus dois irmãos tinham a mesma mãe tirana que eu. Mamãe insistia em saber exatamente onde estávamos em qualquer hora. Podia se pensar que éramos alguma espécie de criminosos. Ela fazia questão de saber com quem andávamos e o que fazíamos. E insistia que, se disséssemos que íamos sair por uma hora, tínhamos de voltar dentro de uma hora ou antes. Não podia ser uma hora e mais uns minutinhos.
Quase tenho vergonha de contá-lo, mas ela até batia em nós. E não o fazia apenas uma vez, mas todas as vezes que saíamos da linha. Você pode imaginar alguém chegar ao ponto de dar palmadas numa criança, somente porque desobedeceu? Agora você está começando a entender quão cruel ela era realmente.
E ainda não contei o pior. Todas as noites, às nove horas, já devíamos estar na cama. E no dia seguinte, estar de pé, bem cedo. Mesmo nas férias, não podíamos dormir até o meio dia, como faziam nossos amigos. Ah não! Enquanto eles descansavam à vontade no conforto de sua cama, nós éramos forçados a trabalhar lavando a louça, forrando cama, aprendendo a cozinhar e outras coisas ruins. Desconfiávamos que ela ficava acordada de noite, procurando pensar em outras coisas piores para exigir de nós.
Mamãe sempre insistia para que falássemos a verdade, toda a verdade e nada de mentiras, mesmo se isso nos custasse a vida, como quase acontecia…
E ao chegarmos à adolescência, mamãe já estava com mais prática, e nossa vida se tornou quase insuportável. Nada de um namorado chegar à frente da casa e chamar-nos com uma businada. Ficávamos até envergonhados com a sua insistência de que os namorados e amigos tinham de vir à porta nos buscar. Ah, quase me esqueci de contar que, enquanto outros estavam namorando na idade amadurecida de doze ou treze anos, minha mãe quadrada não me deixou namorar antes dos quinze ou dezesseis.  Quinze, isto é, quando se tratava de uma festa na igreja ou na escola o que acontecia duas ou três vezes por ano.
Minha mãe foi realmente um fracasso. Nenhum de seus filhos jamais foi apreendido pela polícia ou divorciado; nenhum deles costuma bater em sua esposa. Cada um dos filhos homens prestou seu tempo de serviço no exército. E quem podemos responsabilizar por sairmos desse jeito? Examente – a minha mãe.
Pense só nas coisas que perdemos. Nunca tivemos a experiência de marchar numa demonstração contra o governo; jamais quebramos os móveis da nossa universidade, nem incendiamos automóveis. Além de outras mil coisas que alguns de nossos colegas faziam.
Mamãe nos forçou a nos tornamos adultos instruídos, honestos e tementes a Deus. Agora, com  a própria experiência como base, estou procurando criar meus próprios filhos. Eu não me preocupo quando eles acusam de ser cruel. Até fico contente com esta opinião. Porque, como você percebeu, dou graças a Deus que Ele me deu a “PIOR” mãe do mundo.


( Site Da Novo Tempo http://novotempo.com/amiltonmenezes/2011/07/04/a-pior-mae/)

Vale a pena seguir a Jesus?

Enquanto o pregador apresentava o sermão alguém começou a observar o rosto dos membros presentes, os eleitos do Senhor e herdeiros de uma terra melhor. Ele conhecia cada um deles.
Ali estava um membro fiel, mas que há anos sofria de uma enfermidade incurável; mais à frente uma mãe com a pesada cruz de um filho epiléptico; ali, um casal, cujo filho, ainda que criado nos princípios da igreja, estava preso por furtar carros; além, uma boa irmã, viúva, lutava para que seu filho fosse cristão; lá estava o irmão – lutando com a pobreza além de ter a esposa muito doente.
Vale a pena seguir a Jesus e ainda ter de sofrer? “Que será, pois, de nós?”  Para seguir a Jesus deixamos o mundo com seus prazeres e ilusões… não vamos a lugares que não fazem bem para nosso crescimento espiritual… Deixamos fumo, bebida, jogo, drogas, e às vezes até trocamos o conforto material por uma vida de sacrifício.
Vale a pena seguir a Jesus e deixar todas estas coisas que gostávamos antes?
Estou pensando naquele jovem casal de missionários que deixou sua terra confortável, sua boa casa, lindo carro e todas as facilidades que seu país lhe oferecia e se foi para um país bem distante. Ao ser visitado por um conhecido, estava morando numa cabana pequena, de pau-a-pique, chão de terra, quase destruída por um terremoto… Estavam vivendo num padrão de vida de talvez 100 anos atrás. Mas, o que disse a jovem senhora? “Nós gostamos de estar aqui, irmão. Pense neste povo que passou a conhecer a Jesus desde que viemos!”
Sim, vale a pena seguir a Jesus, ainda que nos custe realmente algo. Pedro fez a mesma pergunta: “Deixamos tudo e Te seguimos. Que será pois de nós?” Pedro e os outros haviam feito sacrifícios materiais. Jesus também deixou Seu Pai, Seus anjos. Seu trono, facilidades e veio, viveu pobremente, sem muitos recursos, para nos salvar! Mas, assim mesmo Ele  nos promete abençoar aqui e depois com a herança dos salvos (Mateus 19:27-30).
Paulo e Tiago, mesmo Pedro, e eu também, nunca nos arrependemos de seguir a Jesus. E você? Em frente!
(Dos arquivos da série “Tempo de Refletir“)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

PESQUISA REVELA O QUE OS JOVENS PENSAM


Revista IstoÉ, Semana de 21.07.2008.

EDUCAÇÃO 37% consideram a escolaridade essencial para um bom emprego
SEXO 33% dos garotos dormem com a namorada em casa. Apenas 8,5% delas podem fazer o mesmo

A juventude sempre foi vista como uma breve transição para a idade adulta. A ordem era trabalhar cedo, casar logo e constituir família. Os anos 60 romperam com este padrão. Rebeldes, os jovens daquela década lutaram por várias causas, como liberdade política, sexual e igualdade entre os sexos, e criaram um ideal de juventude até hoje cultuado. Vinte anos depois, o espírito de rebeldia mantinha-se vivo, mas as causas eram mais difusas. Hoje, a ditadura é uma lembrança e o conflito de gerações quase desapareceu. O jovem está preocupado em deslanchar na carreira (sem muito stress), valoriza o suporte familiar e sua atuação política é menos partidária e mais social, como a defesa do meio ambiente.
O que passa pela cabeça desta geração foi mapeado por um estudo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A pesquisa, inédita, com dez mil brasileiros de 15 a 29 anos, resultou no livro Juventudes: outros olhares sobre a diversidade, da coleção Educação para Todos, do Ministério da Educação. É a primeira tese de fôlego no País sobre esta faixa etária, que corresponde a 51 milhões de pessoas e só começou a ser estudada há dez anos. O trabalho traz dados surpreendentes – para os mais velhos – sobre a geração que comandará o Brasil daqui a 20 anos.


Para eles, a aparência é fundamental. Quase 27% dos entrevistados disseram que a maneira de vestir os define. Futilidade? Nada disso. A roupa é uma mensagem. “É uma forma de o jovem marcar seu território e anunciar qual é sua personalidade”, afirma a socióloga Miriam Abramovay, organizadora da obra e pesquisadora da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana.
A estagiária de relações públicas Fernanda Araújo, 23 anos, diz sem medo que é consumista. Com o primeiro salário do estágio, gastou R$ 600 num sapato. Mas Fernanda trabalha desde os 15 anos, ajuda a pagar a faculdade e é voluntária de uma entidade. O modo como se veste faz parte de seu objetivo de crescer profissionalmente. “Me dedico ao trabalho, sou prática e sei resolver problemas. Minhas roupas expressam essas qualidades”, acredita. Fernanda está satisfeita com os rumos da própria vida, assim como 75% dos participantes do estudo.
“Mesmo com violência, educação deficiente e um mercado de trabalho disputado, o jovem acredita que as dificuldades serão superadas”, diz Miriam. “É uma juventude forte, que mantém a esperança. São características fundamentais que fazem a sociedade evoluir.” Ao contrário de gerações passadas, eles encontram confiança e segurança em casa e têm na família sua maior fonte de alegria. É a ela que o estudante carioca Frederico Lacerda, 21 anos, dedica o tempo livre após o estágio, a faculdade, a namorada e os esportes. Ele janta todos os dias com a mãe, a avó e os irmãos. Quando o pai, gerentegeral de um hotel em Angra dos Reis (RJ), está no Rio, os filhos até cancelam compromissos. “Eu e meus irmãos fazemos questão disso. O ambiente em nossa casa é tão bom que amigos e namoradas gostam de freqüentá- la.”
Reportagem completa em www.istoe.com.br
Alguns resultados não surpreendem, porque refletem aquilo que vemos na prática. Pelo menos 33,3% dos garotos afirma que dorme com a namorada, ou seja, certamente pratica sexo com ela sem qualquer comprometimento advindo do casamento. Isso é um retrato real de nossa sociedade que se distancia rapidamente dos ideais bíblicos. O casamento, como instituição criada por Deus (não pelo homem), deixa velozmente de ter importância na sociedade a começar pelos hábitos dos jovens.
Outro dado curioso é que, para a maior parte dos entrevistados, o que melhor define um jovem é a moda e a aparência. Isso deveria preocupar a sociedade bastante. Significa dizer que os próprios jovens estão afirmando, com todas as letras, que convicção de atitudes, ideologia, responsabilidade, compromisso ficam para trás quando se procura uma auto-definição. Claro que temos uma carga histórica envolvida nisso, mas a estrutura familiar infelizmente está mudando mesmo. Na minha opinião, para pior, porque se um jovem se considera muito mais fruto do que ele aparenta do que o que ele efetivamente é, então alguma coisa bem errada existe.

Perguntas Frequentes Sobre Mudanças nas Espécies


1. O que são as “espécies do livro de Gênesis”?

A Bíblia não diz nada acerca das “espécies do livro de Gênesis”. Nela a expressão “segundo a sua espécie” é usada para descrever a variedade de plantas e animais que Deus criou (Gênesis 1), ou aquelas que foram salvas na arca (Gênesis 6:20), ou aquelas que são limpas ou impuras para se comer (Levíticos 11). O termo “espécies do livro de Gênesis” foi proposto por criacionistas para se referir à idéia de que Deus criou originalmente muitos grupos separados de indivíduos que podiam cruzar entre si, dos quais resultou a diversidade de plantas e animais que vivem hoje(1).

2. Deus mandou os animais se reproduzirem apenas segundo a sua espécie?

Não, não há um tal mandamento. Procure isto na Bíblia, se não acreditar.

3. Como explicamos a existência de predadores e criaturas venenosas?

A Bíblia não diz como se originaram, mas afirma que a natureza mudou devido ao pecado de Adão (Gênesis 3:14, 18; Romanos 8:20). Aparentemente, Adão foi criado para ser um dos “filhos de Deus” (Lucas 3:38; Jó 1:6). Devido ao seu pecado, Adão perdeu o controle do mundo para Satanás (João 12:31; Jó 1:6,7; Jó 2:1,2). Portanto, a predação e outros males são responsabilidade de Satanás. Quando o mundo for restaurado, estas coisas não mais existirão (Isaías 11:6-9; Isaías 65:25; Apocalipse 21:4; Apocalipse 22:3).

4. Há algum limite para a mudança nas espécies?

A Bíblia não aborda este ponto, mas a ciência mostra que as variações são limitadas. Não existe um sistema para quantificar diferenças morfológicas entre espécies, de forma que os limites não podem ser quantificados. Entretanto, milhares de experimentos têm sido feitos por criadores e geneticistas e muita informação já foi acumulada. As espécies têm uma grande capacidade para variação e podem produzir novas variedades e espécies, mas parece implausível que este tipo de variação possa se acumular para a produção de novos órgãos ou novos planos corporais. Por outro lado, a existência de predadores e parasitas sugere que algumas espécies passaram por uma considerável mudança. Ainda não foi completamente demonstrado o mecanismo destas mudanças (2).

5. Qual é a categoria taxonômica que mais se aproxima da categoria criada originalmente?

Pode não haver nenhuma resposta universal para esta pergunta. Unidades taxonômicas, tais como gênero, família, ordem, etc., são definidas subjetivamente. Não há uma medida quantitativa que possa servir para definir diferenças morfológicas entre espécies. Duas famílias de estrelas-do-mar são tão semelhantes uma à outra quanto duas famílias de répteis ou duas famílias de algas?(3) Se alguém quiser uma estimativa, parece que família pode ser uma boa aproximação para alguns grupos. Entretanto, isto deve ser considerado apenas uma estimativa. Simplesmente, não sabemos a resposta.

6. As espécies podem mudar com rapidez suficiente para produzir a biodiversidade atual num tempo relativamente curto?

Não sabemos quanta mudança é requerida para explicar a presente biodiversidade porque desconhecemos o ponto de partida. Os cientistas sabem que as espécies podem mudar com muita rapidez (4). A maioria das mudanças são pequenas, como as que podem distinguir uma espécie ou um gênero. Se as mudanças forem originadas por agentes inteligentes, fica difícil predizer os resultados.

7. Como explicamos as semelhanças moleculares e genéticas de seres humanos com os chimpanzés?

Não sabemos exatamente como as moléculas de DNA regulam a construção de corpos, mas acreditamos que há uma relação entre as seqüências de DNA e a forma e funções do corpo. Se for assim, deve-se esperar que corpos similares tenham seqüências de DNA similares. Portanto, pode-se esperar que seres humanos e chimpanzés tenham entre si uma similaridade de DNA maior do que com pinheiros, por exemplo. Entretanto, as similaridades entre seres humanos e chimpanzés são notáveis, e é compreensível que os evolucionistas as expliquem como o resultado de ancestralidade comum (5). De fato, as semelhanças no DNA são tão grandes que se pergunta por que as duas espécies são tão diferentes. O que os faz diferentes? Não sabemos. A menos que apreendamos como as diferenças entre as espécies são produzidas, provavelmente não entenderemos o significado das similaridades entre seres humanos e chimpanzés.

8. Que problemas não resolvidos sobre mudanças nas espécies são de maior preocupação?

Como eram os animais originalmente criados? Por que os seres humanos são tão semelhantes a outros animais, especialmente aos macacos?

Notas para as perguntas sobre mudanças nas espécies

1. Marsh F. L. 1947. Evolution, creation and science. 2d edition. Washington DC: Review and Herald Publishing Assn. Nas páginas 174-175, é feita referência ao termo “baramin”, um termo cunhado por Marsh anteriormente (ver a nota de Marsh na pág. 174).
2. Ver: (a) Brand L. R., Gibson L. J. 1993. An interventionist theory of natural selection and biological change within limits. Origins 20:60-82; (b) Lester L. P., Bohlin R. G. 1984. The natural limits to biological change. Grand Rapids, MI: Zondervan.
3. Van Valen, L. 1973. Are categories in phyla comparable? Taxon 22:333-359.
4. Os pseudogenes proporcionam um exemplo importante. Para um ponto de vista evolucionista, ver: Max E. 1987. Plagiarized error and molecular genetics. Creation/Evolution 6(9):34-45. Para reações contrárias, ver: (a) Gilbert G. 1992. In search of Genesis and the pseudogene. Spectrum 22(4):10-21; (b) Gibson L. J. 1994. Pseudogenes and origins. Origins 21:91-108.
5. Os pseudogenes fornecem um exemplo importante. Ver um ponto de vista evolucionista em: Max E. 1987. Plagiarized errors and molecular genetics. Creation/Evolution 6(9):34-45. Para uma opinião contrastante, ver: (a) Gilbert G. 1992. In search of Genesis and the pseudogene. Spectrum 22(4):10-21; (b) Gibson L. J. 1994. Pseudogenes and origins. Origins 21:91-108.

Em Torno da Causa Gay


Toda a campanha em favor da causa gay, e que orienta a aprovação do projeto de lei 122, em tramitação no Senado, parte de uma mesma premissa: haveria, no Brasil, um surto de homofobia – isto é, hostilidade e ameaça física aos gays. A premissa não se sustenta estatisticamente. Os números, comparativamente aos casos gerais de homicídios anuais no país – cerca de 50 mil! –, são irrelevantes. Segundo o Grupo Gay da Bahia, de 1980 a 2009, foram documentados 3.196 homicídios de homossexuais no Brasil, média de 110 por ano. Mais: não se sabe se essas pessoas foram mortas por essa razão específica ou se o crime se deu entre elas próprias, por razões passionais, ou pelas razões gerais que vitimam os outros 49 mil e tantos infelizes, vítimas do surto de insegurança que abala há décadas o país. Se a lógica for a dos números, então o que há é o contrário: um surto de heterofobia, já que a quase totalidade dos assassinatos se dá contra pessoas de conduta hetero.
O que se constata é que há duas coisas distintas em pauta, que se confundem propositalmente e geram toda a confusão que envolve o tema. Uma coisa é o movimento gay, que busca criar espaço político, com suas ONGs e verbas públicas, ocupando áreas de influência, com o objetivo de obter estatuto próprio, como se opção de conduta sexual representasse uma categoria social. Outra é o homossexualismo propriamente dito, que não acrescenta nem retira direitos de cidadania de ninguém.
Se alguém é agredido ou ameaçado, já há legislação específica para tratar do assunto, independentemente dos motivos alegados pelo agressor. Não seria, pois, necessário criar legislação própria.
Comparar essa questão com o racismo, como tem sido feito, é absolutamente impróprio. Não se escolhe a raça que se tem e ver-se privado de algum direito por essa razão, ou previamente classificado numa categoria humana inferior, é uma barbárie.
Não é o que se dá com o homossexualismo. As condutas sexuais podem, sim, ser objeto de avaliação de ordem moral e existencial, tarefa inerente, por exemplo (mas não apenas), às religiões. Elas – e segue-as quem quer – avaliam, desde que existem, não apenas condutas sexuais (aí incluída inclusive a dos heterossexuais), mas diversas outras, que envolvem questões como usura, intemperança, promiscuidade, infidelidade, honestidade, etc.
E não é um direito apenas delas continuar sua pregação em torno do comportamento moral humano, mas de todos os que, mesmo agnósticos, se ocupam do tema, que é também filosófico, político e existencial.
Assim como o indivíduo, dentro de seu livre arbítrio, tem a liberdade de opções de conduta íntima, há também o direito de que essa prática seja avaliada à luz de outros valores, sem que importe em crime ou discriminação. A filosofia faz isso há milênios.
Crime seria incitar a violência contra aqueles que são objeto dessa crítica. E isso inexiste como fenômeno social no Brasil. Ninguém discute o direito legal de o homossexual exercer sua opção. E a lei lhe garante esse direito, que é exercido amplamente. O que não é possível é querer dar-lhe dimensão que não tem: de portador de direitos diferenciados, delírio que chega ao extremo de se cogitar da criação de cotas nas empresas, universidades e partidos políticos a quem fez tal opção de vida.
Mesmo a nomenclatura que se pretende estabelecer é falsa. A união de dois homossexuais não cria uma família, entendida esta como uma unidade social estabelecida para gerar descendência e permitir a continuidade da vida humana no planeta. Casamento é instituição concebida para organizar socialmente, mediante estatuto próprio, com compromissos recíprocos, a geração e criação de filhos. Como aplicá-lo a outro tipo de união que não possibilita o que está na essência do matrimônio? Que se busque então outro nome, não apenas para evitar confusões conceituais, mas até para que se permita estabelecer uma legislação que garanta direitos e estabeleça deveres específicos às partes.
Há dias, num artigo na Folha de S. Paulo, um líder de uma das muitas ONGs gays do país chegou a afirmar que a heterossexualidade não resultaria da natureza, mas de mero (e, pelo que entendi, nefasto) condicionamento cultural, que começaria já com a criança no ventre materno. Esqueceu-se de observar que, para que haja uma criança no ventre materno, foi necessária uma relação heterossexual, sem a qual nem ele mesmo, que escrevia o artigo, existiria.
Portanto, a defesa de um direito que não está sendo contestado – a opção pelo homossexualismo – chegou ao paroxismo de questionar a normalidade (e o próprio mérito moral) da relação heterossexual, origem única e insubstituível da vida. Não há dúvida de que está em cena um capítulo psicótico da história.

Os adventistas ensinam que os observadores do domingo têm o sinal besta?


Os adventistas do sétimo dia não ensinam que os crentes que guardam o domingo têm o sinal da besta.
O livro “Questões Sobre Doutrina”, que apresenta a posição oficial dos adventistas a respeito de suas doutrinas distintivas, assim se posiciona a respeito de nossa compreensão sobre o “sinal da besta”:
“Os adventistas do sétimo dia creem que as profecias de Daniel 7 e Apocalipse 13, relativas à besta, se referem particularmente ao papado [não aos irmãos católicos que nada têm a ver com isso!], e que as atividades e o futuro poder perseguidor serão postos em nítida evidência exatamente antes da volta do Senhor em glória. Compreendemos que o sábado, então [no futuro], se tornará uma prova mundial” (“Questões Sobre Doutrina” [Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2009], p. 158)
Apesar de tamanha clareza, muitos críticos alegam que “os adventistas ensinam que os observadores do domingo têm o sinal da besta”. O texto a seguir de Ellen White deixará ainda mais escancarado a mentira dos tendenciosos que escrevem sem ir às fontes primárias:
“Mas os cristãos das gerações passadas observaram o domingo, supondo que em assim fazendo estavam a guardar o sábado bíblico; e hoje existem verdadeiros cristãos em todas as igrejas, não excetuando a comunhão católica romana, que creem sinceramente ser o domingo o dia de repouso divinamente instituído. Deus aceita a sinceridade de propósito de tais pessoas e sua integridade (O Grande Conflito, p. 449)
E ela continua, na mesma página:
“Quanto, porém, a observância do domingo for imposta por lei [algo futuro], e o mundo for esclarecido [ninguém será pego de surpresa nesse ponto] relativamente à obrigação do verdadeiro sábado, quem então transgredir o mandamento de Deus para obedecer a um preceito que não tem maior autoridade que a de Roma, honrará desta maneira o papado mais do que a Deus. Prestará homenagem a Roma, e ao poder que impõe a instituição que Roma ordenou. Adorará a besta e a sua imagem”. (Confira também o que ela escreveu no livro “Evangelismo”, p. 234, 235).
Perceba que Ellen White diz que as pessoas receberão a marca da besta “quando a observância do domingo for imposta por lei” e “o mundo for esclarecido” sobre o verdadeiro dia de guarda. Ela não afirma em hipótese alguma que os cristãos hoje têm a marca da besta, mas sim que certos religiosos terão tal sinal depois que for dado o decreto dominical (conferir Apocalipse 13), que obrigará a todos a fazerem do domingo o dia de guarda no lugar do sábado da criação, memorial do Deus Criador e sinal da autoridade dEle (Ex 20:8-11; Ap 14:6,7).
Seria incoerente Ellen White acusar a todos os cristãos atuais de “seguidores da besta” sendo que ela mesma diz que eles estão “verdadeiros cristãos” e que estão “em todas as igrejas”! Avalie isso à luz da evidência.
De maneira clara Ellen White – e os adventistas informados – ensinam que a observância do domingo hoje ainda não é o sinal da besta.
GOSTO PESSOAL VERSUS HONESTIDADE INTELECTUAL
Que os críticos não gostem das mensagens de Ellen White é de se esperar. Porém, é lamentável a maneira tendenciosa com que muitos deles distorcem os escritos dela para colocarem em sua “caneta” aquilo que ela jamais escreveu.
Pelo menos por uma questão de cristianismo, honestidade acadêmica e salvação eterna (Ap 22:15), deveriam apresentar todo o posicionamento dela sobre o assunto, para que pessoas sinceras não desenvolvam um preconceito injustificável contra a mensagem adventista que é puramente cristã.
Graças a Deus por pessoas como o apologista Dr. Walter Martin, que depois de pesquisar pessoalmente sobre o adventismo, escreveu:
“É minha convicção que não se pode ser uma verdadeira Testemunha de Jeová, Mórmon, cientista cristão, etc., e ser um cristão no sentido bíblico do termo; mas é perfeitamente possível de ser um Adventista do Sétimo Dia e ser um verdadeiro seguidor de Jesus Cristo a despeito de certos conceitos heterodoxos…” (Walter Ralston Martin, “The Kingdom of the Cults” [Mineápolis, Minessota: Bethany House Publishers, 2003], p. 535)
Dr. Martin não chegou a essa conclusão por acaso. Ele leu o que a liderança da Igreja escreveu sobre a marca da besta no livro “Questions on Doctrine”, publicado na língua portuguesa (Questões Sobre Doutrina), na página 161 (versão em português):
“Temos a firme convicção de que milhões de cristãos piedosos de todas as crenças, através de todos os séculos do passado, bem como aqueles que atualmente confiam sinceramente no Salvador Jesus para se salvarem e que O seguem em conformidade com a luz que receberam, inquestionavelmente estão salvos”.
Espero de coração que os críticos sinceros se arrependam de acusarem os adventistas de “exclusivistas”, pois, oficialmente reconhecemos que muitos que guardaram (e guardam) o domingo (na sua sinceridade de coração, conforme a luz que receberam) serão salvos, sem necessariamente serem adventistas do sétimo dia. Claro: isso não é desculpa para continuar pecando, transgredindo ao quarto mandamento, depois de receber luz sobre o assunto (1Jo 2:4; Mt 7:21-23; Ap 14:12).
DICAS FINAIS
Caso tenha vindo a sua mente uma citação de Ellen White em que ela “afirma” que “santificar o sábado implica em salvação eterna”, clique aqui para compreender o texto em seu contexto. Vá direto à “fonte” e não perca o seu tempo em sites e livros de críticos que são “mestres” em descontextualizar os escritos adventistas.
Em momento oportuno irei expor a você um breve estudo exegético e histórico sobre Apocalipse 13. Enquanto procuro tempo para isso, você poderá:
a) Estudar o ótimo livro “Podría Ocurrir? Apocalipsis 13 a la luz de la historia y los sucesos actuales”, de Marvin Moore.
Pode ser adquirido com a Asociación Casa Editora Sudamericana (ACES, na Argentina) pelo site http://www.aces.com.ar (o valor está em Pesos, não em Reais)
b) Ler a Parte V do livro “Questões Sobre Doutrina” que responde “Perguntas Sobre o Sábado, o Domingo e o Sinal da Besta” (p. 138-168), especialmente a resposta à pergunta 18 (p. 157-159), que apresenta “O Conceito Histórico do Sinal da Besta”. Você verá que a interpretação adventista de Apocalipse 13 (a respeito do papado na profecia e não do sábado) é a mesma seguida pelo protestantismo no passado!

“Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.” (At 17:11)

(Leandro Quadros Na Mira da Verdade)