
Os
cientistas trabalharam com base em dados de um estudo feito com 37.698 homens,
acompanhados por 22 anos e de 83.644 mulheres, estudadas por 28 anos. Os
participantes foram consultados sobre seus hábitos alimentares a cada quatro
anos. Aqueles que comiam uma porção diária, da espessura de um baralho de
cartas, de carne vermelha sem processar, demonstraram um risco 13% maior de
morrer do que aqueles que não comiam carne vermelha com tanta frequência.
Se
a carne vermelha é processada, como salsichas ou toucinho, o risco aumentava
para 20%. No entanto, substituir a carne
vermelha por nozes provou reduzir o risco de mortalidade total em 19%,
enquanto o consumo de grãos inteiros ou de carne de ave diminuiu o risco em 14%
e o peixe, em 7%.
Os
autores afirmaram que de 7% a 9% de todas as mortes no estudo “poderiam ser
evitadas se todos os participantes consumissem menos de 0,5 porção diária de
carne vermelha total”.
A
carne vermelha processada demonstrou conter ingredientes como gorduras
saturadas, sódio, nitritos e outras substâncias, vinculadas a muitas doenças
crônicas, inclusive doenças cardíacas e câncer.
“Mais
de 75% dos 2,6 trilhões de dólares em custos anuais de cuidados com a saúde dos
Estados Unidos são de doenças crônicas”, afirmou Dean Ornish, médico e
especialista em dietas da Universidade da Califórnia em San Francisco, em
comentário que acompanhou a pesquisa. “É provável que comer menos carne
vermelha reduza a morbidade com essas doenças, reduzindo assim os custos com
atenção médica”, emendou.
(UOL)
Nota:
Consumo diário de carne vermelha aumenta o risco de morte para o ser humano e,
com certeza, para os animais que fornecem a carne – esses não correm risco;
eles morrem mesmo. Dois bons motivos para optar pela dieta vegetariana (ou, de
início, ovolactovegetariana). “Os que se alimentam de carne não estão senão
comendo cereais e verduras em segunda mão; pois o animal recebe destas coisas a
nutrição que dá o crescimento. A vida que se achava no cereal e na verdura
passa ao que os ingere. Nós a recebemos comendo a carne do animal. Quão melhor
não é obtê-la diretamente, comendo aquilo que Deus proveu para nosso uso! A
carne nunca foi o melhor alimento; seu uso agora é, todavia, duplamente
objetável, visto as doenças nos animais estarem crescendo com tanta rapidez. Os
que comem alimentos cárneos mal sabem o que estão ingerindo. Frequentemente, se
pudessem ver os animais ainda vivos, e saber que espécie de carne estão
comendo, iriam repelir enojados” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 313).[MB]
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