E
Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja
para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode
receber, porque não O vê nem O conhece; vós O conheceis, porque Ele
habita convosco e estará em vós. João 14:16, 17.
Estava Cristo prestes a partir para Seu
lar nas cortes celestiais; assegurou, porém, aos discípulos que lhes
enviaria o Consolador, que com eles ficaria para sempre. Na guia desse
Consolador podem todos confiar implicitamente. É Ele o Espírito de
verdade; esta verdade, porém, o mundo jamais pode ver nem receber.
Cristo
queria que Seus discípulos compreendessem que não os deixaria órfãos.
“Não vos deixarei órfãos”, declarou Ele, “voltarei para vós.” João
14:18. … Gloriosa, magnífica promessa de vida eterna! Embora devesse Ele
ausentar-Se, a relação dos discípulos para com Ele devia ser a de
filhos para com seus pais.
As palavras dirigidas aos discípulos vêm
até nós, por meio de suas palavras. O Consolador é nosso, tanto quanto
deles, em todos os tempos e todos os lugares, em todas as tristezas e
nas aflições todas, quando as perspectivas se apresentam escuras e
desconcertante o futuro, e nos sentimos desajudados e sós. Essas são
ocasiões em que o Consolador será enviado, em atendimento à oração da
fé.
Não existe consolador como Cristo, tão
terno e tão verdadeiro. Ele Se compadece de nossas fraquezas. Seu
Espírito fala ao coração. Podem as circunstâncias separar-nos de nossos
amigos; o vasto e turbulento oceano pode rolar entre nós e eles. Embora
prevaleça ainda sua sincera amizade, talvez sejam incapazes de
demonstrá-la fazendo por nós aquilo que com gratidão haveríamos de
receber. Mas circunstância alguma, nenhuma distância pode separar-nos do
Consolador celestial. Onde quer que estejamos, aonde quer que vamos,
Ele sempre ali está, concedido em lugar de Cristo, para agir por Ele.
Está sempre à nossa mão direita, para nos falar palavras amáveis e
calmas; para apoiar, suster, erguer e animar. A influência do Espírito
Santo é a vida de Cristo no coração. Esse Espírito atua em todo aquele
que recebe a Cristo, e por meio dEle. Os que experimentam em si essa
habitação do Espírito revelam seus frutos: amor, alegria, paz,
longanimidade, benignidade, bondade, fé.
Ellen G. White, Cuidado de Deus, pág. 132.
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