Romanos 4:15 e 5:13 -
“Porque a Lei suscita a ira; mas onde não há Lei, também não há
transgressão.” – “Porque até ao regime da Lei havia pecado, mas o pecado
não é levado em conta quando não há Lei.”
Romanos 7:6 -
“Agora, porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que
estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não
na caducidade da letra.”
“Livres da Lei” - Por
quê? Simples. Antes, porém, se você achar que esse “livre” é para fazer o
que bem entende, isente Paulo primeiro. A transgressão da Lei é pecado
(I João 3:4). Disso Paulo não deixa dúvidas. Diz ele: “…mas o pecado não
é levado em conta quando não há Lei.” (Romanos 5:13). Guardando os
mandamentos da Lei de Deus, não estaremos sob sua condenação, mas
“estaremos livres” de sua penalidade. Não livres da Lei. Veja bem, o
porque:
A Lei é espiritual. Paulo
afirmou em Romanos 7:14. O homem carnal não é sujeito à Lei de Deus. O
homem carnal transgride a Lei inopinadamente, porque é carnal. Este
homem rouba e a Lei diz: “Não furtarás”. Quando porém
este homem se converte, deixa de roubar; passa da esfera carnal para a
espiritual, que é a própria esfera da Lei, e então ela deixa de acusá-lo
de roubo. Todavia (não esperamos), se um dia esse homem voltar a
roubar, novamente a Lei tornará a acusá-lo: “Não furtarás”…
então, entende como a Lei não perde o valor quando o homem se converte?
Ela simplesmente não terá domínio sobre ele, não o acusará por todo o
tempo enquanto com ela viver em obediência, está pessoa estará “livre da
lei”.
Romanos 7:7 - “Que
diremos, pois? É a Lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não conheci o
pecado senão pela Lei; porque eu não conhecia a cobiça, se a Lei não
dissesse: Não cobiçarás”.
Paulo chama uma lei de maldita (Gálatas
3:10); logicamente esta que menciona agora em Romanos 7:7, realçando
surpreso: “De modo nenhum!”, não pode ser a mesma. Vamos então descobrir
qual é ela. Na sua Bíblia, depois dos dois pontinhos que antecedem as
palavras “não cobiçaras” (Romanos 7:7), há o número 8, “bem miudinho”.
Vá ao rodapé da Bíblia (referência) e ela o conduzirá até Êxodo 20:17,
que é a Lei Moral, o Decálogo. Nunca foi difícil mesmo em meio à
profunda dialética paulina descobrir que ele exaltava a Lei Moral, mesmo
porque, ensinava que, sem sua vigência atuante não poderia existir o
pecado. O “pecado é a força da lei” ou seja: existe porque a lei o aponta e o revela.
Hoje, porém, há pessoas que chegam ao grande erro de dizer que a Lei Moral
foi pregada na cruz, que estamos sob maldição e que adoramos um Deus
morto (tudo isso já nos disseram, portanto é experiência própria). Mas,
para Paulo não é assim, “de modo nenhum!”, enfatiza
Paulo. Ele só se apercebeu da malignidade do pecado quando se espelhou
na Lei de Deus. Diante dela, esta, o acusou de cobiça.
Por outro lado, quando Paulo era carnal
(isto é, antes de sua conversão), cobiçava, matava (tinha carta de
autorização para isso), praticava atos de judiaria com crentes, e sua
consciência não lhe doía; participou da morte de Estevão e tudo era-lhe
normal. Mas agora, Saulo é Paulo, o ímpio é cristão, o carnal é
espiritual, e assim descobriu ele o verdadeiro valor da Lei, e no poder
de Cristo a ela obedeceu enquanto teve fôlego de vida.
Mais três textos claros definem, se
houver dúvidas, que a Lei é imprescindível na dispensação cristã para
que possamos apresentar ao mundo que o pecado ainda impera, e, portanto,
há necessidade do Salvador Jesus.
• Romanos 3:19 e 20: “… porque pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.”
• Romanos 4:15: “… mas onde não há lei, também não há transgressão.”
• Romanos 5:13: “… mas o pecado não é levado em conta não havendo lei.”
• Romanos 4:15: “… mas onde não há lei, também não há transgressão.”
• Romanos 5:13: “… mas o pecado não é levado em conta não havendo lei.”
É bastante claro o ensino de Paulo. Ele
não tem dúvida. A Lei permanece em vigor, enquanto existir pecado.
Quando porém este chegar ao fim, a vigência da Lei cessa.
Romanos 7:8 - “Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda a sorte de concupiscência; porque, sem Lei, está morto o pecado.“
O apóstolo Paulo descobriu e ensinou que
não teria conhecido o pecado se não fosse a Lei (Romanos 7:7). Disse que
o pecado não teria valor, estaria morto, se não existisse a Lei
(Romanos 5:13). A Lei lhe revelou a hediondez do pecado; por isso
afirmou: “… o pecado reviveu e eu morri.” (Romanos 7:9). Mas Paulo não
permaneceu morto. Observando a Lei, o pecado desapareceu, ele reviveu
para uma vida nova, e quem “morreu” agora foi o pecado, enquanto ele
vivia em obediência, livre da penalidade da Lei.
Romanos 10:4 - “Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê”.
Este texto, se for lido com o espírito de quem certa ocasião o leu para nós, tentando provar que ele cancelava por completo a Lei Moral, que fora abolida na cruz, e que quem a observa é maldito, e outros “mitos”, certamente estará do lado do erro.
Se o termo “f im”, que é proveniente da palavra grega telos,
empregado aqui neste texto, ter como querem, o sentido de “término”,
“encerramento”, “abolição”, então o mesmo peso e a mesma medida terão
que ser aplicados em I Pedro 1:9: “Alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas.” Ora o sentido é o mesmo, mas você jamais irá crer e aceitar o término, abolição e encerramento da fé do crente! Será que, assim, pode ele esperar a salvação de sua “alma”? A palavra “fim”, aqui empregada, tem o sentido de finalidade, objetivo, propósito. Os chefes e executivos podem auxiliar o seu entendimento, porque estão acostumados a redigir cartas neste teor; observe:
“Esta tem o fim (objetivo) de informar a V. Sas. que o carregamento de matéria-prima ficou retido no cais…”
Com o fim (propósito) de convidá-los para inauguração da nova sede, enviamo-lhes estes convites…”
Aliás, com este termo “fim”,
não como término de alguma coisa, mas como objetivo, concordam os
grandes teólogos cristãos, sinceros em sua religião, que não têm idéias
preconcebidas.
Romanos 14:5 - “Um faz diferença entre DIA e DIA, mas outro julga IGUAIS todos os DIAS…”
A Epístola aos Romanos além de ser um
hino de exaltação à Lei Moral é também, por excelência, um doutrinal de
justificação pela fé. E aqui, da mesma forma que se nota nas outras
cartas paulinas, “os judaizantes” não lhe davam tréguas. No capítulo 14
desta Epístola, vemos suas garras sendo estendidas solertemente a fim de
injetar a heresia da justificação pelas obras da Lei Cerimonial.
Entretanto, abriremos os olhos para alcançar de forma clara o que Paulo
diz neste capítulo para desanuviar a confusão gerada nos leitores atuais
desta Epístola que pensam ter sido cancelado o sábado.
A pessoa sincera, que ainda não entendeu a
santidade do quarto mandamento da Lei de Deus, pensa que neste texto
Paulo o menospreza. Não, não é assim! O primeiro passo a dar para
desvendar o assunto é descobrirmos de que DIA trata. Convém lembrar que
este problema também ocorreu com os gálatas, e Paulo assim os
repreendeu:
• “Guardais dias, e meses, e tempos, e ano s.” (Gálatas 4:10) – E também se deu com os crentes de Colossos:
• “Portanto, ninguém vos julgue… por causa dos dias de festa, ou da Lua Nova, ou dos sábados.” (Colossenses 2:16).
Especificamente, neste texto, Paulo
extravasa o assunto de maneira muito clara e abrangente assegurando que a
exigência dos judaizantes em todos os lugares onde se infiltrassem era
mesma: guardar dias, meses, tempos, Luas Novas, que eram festivais sabáticos. Veja também em Guiados Para Vencer I: Comparando a Lei Moral e a Lei Cerimonial.
Portanto o – DIA e DIAS – de Romanos
14:5, é o próprio de Gálatas, e também o mesmo dos Colossenses, que não é
outra coisa senão as festas judaicas que compunha a Lei Cerimonial.
Estes festivais obedeciam a um calendário anual e quando chegavam, o DIA
era considerado sábado e revestido de toda a santidade conferida ao
sábado do sétimo dia da semana. Estas cerimônias foram exigidas antes da
morte de Cristo porque eram sombras de Cristo (Colossenses 2:17). Vindo
Ele, acabou. A insistência dos judaizantes ao reviver tais festas era a
pura recusa às doutrinas Cristocêntricas apresentadas por Paulo.
Como se vê, em tudo isso nada há contra o
Sábado do sétimo dia da semana, que, como um mandamento da santa Lei de
Deus, permanece como sinal entre Jeová e os Seus obedientes filhos
(Ezequiel 20:20). Ainda que o Sábado tenha emprestado seu nome aos
festivais cerimoniais nada tem a ver com eles. Lamentavelmente, o sábado
semanal permanece hoje como o grande mandamento esquecido.
• Por ocasião destes incidentes, todos guardavam o sábado (Atos 15:21).
O próprio Paulo o guardou em todas as
suas viagens e estabelecimento de igrejas. Os apóstolos e discípulos
guardavam o sábado. [Mateus 28:1; Marcos 15:42; Marcos 16:1; Lucas 23:54
a 56; Atos 13:14 e 27; Atos 13:42 e 44; Atos 17:2; Atos 18:1 a 4]. Paulo escreveu a Epístola aos Romanos no ano 58 d.C.
• Tito 3:9 - “Mas não entres em questões loucas, genealogias e contendas, e nos debates sobre a lei, porque são coisas inúteis e vãs.”
• I Timóteo 1:4 - “Nem se dêem a fábulas, ou a genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificações de Deus, que consiste na fé; assim o faço agora”.
Paulo sempre encontrou acérrimos
judaizantes em seu caminho, preocupados em promover debates acerca do
ritualismo e fábulas judaicas. Estes dois textos dizem bem a preocupação
do apóstolo em preservar seu rebanho da escravidão enfadonha da Lei
Cerimonial que tais contendores desejavam acirradamente colocar em uso,
em todos os lugares.
Quanto à lei aí focada, você não deve
confundir com a Lei de Deus cujos mandamentos são cunho moral.
Efetivamente: não matar – não roubar – não adulterar – não ter outros
deuses, não são futilidades, muitos menos coisas vãs, certo?
Nenhum comentário:
Postar um comentário