Deus criou o homem puro e santo. Mas
Satanás o desencaminhou, pervertendo seus princípios e corrompendo sua
mente, voltando seus pensamentos para uma direção errada. Seu objetivo
era tornar o mundo inteiramente corrompido.
Cristo percebeu o temível perigo em que o
homem se achava, e decidiu salvá-lo, sacrificando-Se a Si mesmo. Para
que Ele pudesse realizar o Seu amoroso propósito para com a humanidade,
Ele Se tomou osso dos nossos ossos e carne da nossa carne. “Visto,
pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes
também Ele, igualmente, participou, para que, por Sua morte, destruísse
aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse a todos
que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida.
… Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, Se tomasse
semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel Sumo Sacerdote nas
coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do
povo. Pois, naquilo que Ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso
para socorrer os que são tentados.” Hebreus 2:14, 15, 17-18.
Por intermédio do Espírito Santo um novo
princípio de poder espiritual e mental seria trazido ao homem, o qual,
associado à divindade, se tornaria um com Deus. Cristo, o Redentor e
Restaurador, santificaria e purificaria a mente do homem, tornando-a uma
força capaz de atrair outras mentes para Si. É Seu propósito, através
do poder santificador e enobrecedor da verdade, dar aos homens nobreza e
dignidade. Ele deseja que os Seus filhos revelem o Seu caráter, exerçam
Sua influência, para que outras mentes sejam atraídas em harmonia com a
Sua mente.
Por causa de nossa culpa, Cristo poderia
ter-Se afastado de nós. Em vez de distanciar-Se, porém, ele veio habitar
conosco, cheio de toda a plenitude da divindade, para ser um conosco,
para que por meio de Sua graça pudéssemos alcançar a perfeição. Através
de uma morte vergonhosa e sofrimento Ele pagou o preço de nossa
redenção.
Assombro-me ao ver que cristãos professos
não compreendem os recursos divinos, que não vêem a cruz mais
claramente como sendo o meio de perdão e absolvição, como o meio de
colocar o orgulhoso e egoísta coração do homem em contato direto com o
Espírito Santo, a fim de que as riquezas de Cristo possam ser incutidas
na mente, e que o instrumento humano possa ser adornado com as graças do
Espírito, para que Cristo seja louvado àqueles que não O conhecem.
Ellen G. White, Refletindo a Cristo, pág. 09.
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