Isso parecia um crime perfeito. A
polícia, a princípio, não conseguiu encontrar nenhuma pista. Mas então,
percebeu-se um pequeno fio preso a um porta-lápis em cima da
escrivaninha. O fio levava a um toca-fitas que se encontrava dentro de
uma gaveta da escrivaninha. Foi descoberto que o porta-lápis em
realidade ocultava um microfone que o médico usava para gravar suas
conversas com os pacientes durante as sessões de aconselhamento.
Os
investigadores rapidamente rebobinaram a fita e, para surpresa geral,
começaram a ouvir uma repetição do crime. Um homem de nome Antônio
entrara no escritório e começara uma acalorada discussão com o médico.
Tiros foram disparados. A fita terminava com os terríveis gemidos do
médico morto no carpete.
Cada detalhe macabro havia sido gravado. O
assassino pensou que seu crime permaneceria para sempre em segredo. Ele
tinha sido cuidadoso para não deixar pistas. Mas a fita contou toda a
história.
Nessa lição, iremos aprender sobre o
julgamento final de Deus, quando todos os seres humanos serão “julgados
de acordo com o que” têm feito (Apocalipse 20:12). Para aqueles que não
aceitaram a Cristo como seu Salvador, essas serão notícias péssimas. Mas
o julgamento é uma notícia maravilhosa para aqueles que encontraram
segurança em Cristo.
1. COMO VOCÊ PODE ENFRENTAR O JULGAMENTO SEM TEMOR
Quem julgará o mundo?
“O Pai a ninguém julga, mas confiou todo o
julgamento ao Filho”. João 5:22 (A não ser quando indicado, todos os
textos bíblicos da série DESCOBERTAS BÍBLICAS são da Nova Versão
Internacional da Bíblia [NVI].).
Como a cruz preparou Cristo para se tornar o nosso Juiz?
“Deus O [a Jesus] ofereceu como
sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando
a sua justiça… a fim de ser JUSTO E JUSTIFICADOR daquele que tem fé em
Jesus”. Romanos 3:25, 26
A morte de Cristo em nosso favor O
capacita para agir tanto como justo Juiz quanto como um gracioso
Justificador, que pode perdoar o pecador arrependido. Quando a audiência
do universo faz a pergunta: “Como um juiz imparcial pode declarar que
uma pessoa culpada é inocente?” Cristo responde apontando para as
cicatrizes de Suas mãos. Ele já pagou o preço justo por nossos pecados
em Seu próprio corpo.
Os livros do céu preservam um registro de
cada vida individual, e esses registros são utilizados no julgamento
(Apocalipse 20:12). Isso é notícia ruim para aqueles que imaginam que
seus pecados e crimes secretos nunca serão revelados. Mas há notícias
maravilhosas para aqueles que aceitaram sinceramente a Cristo como seu
Advogado no céu: “O sangue de Jesus… nos purifica de todo pecado” (I
João 1:7).
O que Jesus oferece em troca de nossa vida de pecado?
“Deus tornou pecado por nós Aquele
[Cristo] que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de
Deus”. II Coríntios 5:21
Nossa vida de pecado é trocada pela vida
perfeita de justiça de Cristo. Por causa da vida sem pecados e da morte
de Jesus, Deus pode nos perdoar e nos tratar como se nunca tivéssemos
pecado.
O que qualifica Jesus para ser nosso Advogado e Juiz?
2. CRISTO VEIO NO TEMPO CERTO
No Seu batismo, Jesus foi ungido pelo Espírito Santo:
“Assim que Jesus foi batizado, saiu da
água. Naquele momento o céu se abriu, e ele viu o Espírito de Deus
descendo como pomba e pousando sobre Ele. Então uma voz dos céus disse:
‘Este é o meu Filho amado, em quem me agrado’”. Mateus 3:16, 17
Após a unção de Cristo pelo Espírito Santo em Seu batismo, os discípulos anunciaram:
“Achamos o Messias”. João 1:41
Os discípulos sabiam que a palavra hebraica para “Messias” e a palavra grega para “Cristo” ambas significavam “o Ungido”.
Lucas, um discípulo de Jesus, registrou a
data da unção de Jesus como o Messias: o décimo quinto ano de Tibério
César (Lucas 3:1). Para nós, isso seria o ano 27 AD.
Mais de 500 anos antes da vinda de Jesus, o profeta Daniel predisse que Jesus seria ungido como Messias no ano 27 AD:
“A partir da promulgação do decreto que
manda restaurar e reconstruir Jerusalém até que o Ungido… venha, haverá
sete semanas, e sessenta e duas semanas”. Daniel 9:25
Sete semanas e sessenta e duas semanas
perfazem um total de sessenta e nove semanas ou 483 dias (7 x 69 = 483
dias). Na profecia bíblica, o simbolismo de um dia equivale a um ano
(Ezequiel 4:6; Números 14:34). Logo, os 483 dias são iguais a 483 anos.
Daniel predisse que um decreto seria promulgado para restaurar e
reconstruir Jerusalém, exatamente 483 anos depois desse decreto, o
Messias apareceria.
Será que Jesus apareceu como Messias no
tempo predito? Artaxerxes promulgou o decreto para reconstruir Jerusalém
em 457 AC (Esdras 7:7-26). Os 483 dias, então, terminaram no ano 27 AD
(457 AC + 27 AD = 484. O decreto foi promulgado durante o ano 457 e
Cristo foi ungido durante o ano 27 AD, fazendo com que ambos sejam
contados parcialmente, por isso o tempo correto seria 483 anos).
No tempo exato que havia sido predito, no
ano 27 AD, Jesus apareceu com a mensagem: “O tempo é chegado”. A
precisão do cumprimento dessa profecia bíblica é uma confirmação
impressionante que Jesus de Nazaré verdadeiramente é o Messias, o Deus
encarnado em forma humana.
Por quanto tempo Jesus confirmaria a promessa?
“Com muitos Ele fará uma aliança [promessa] que durará uma semana”. Daniel 9:27, primeira parte.
Quando aplicamos o princípio dia-ano,
essa semana seria de sete anos. Por isso, por sete anos, de 27 a 34 AD,
Jesus faria “uma aliança” ou promessa. Ele tinha feito essa promessa a
Adão e Eva pouco depois de terem pecado. Deus fez uma aliança, uma
promessa, que Ele salvaria a raça humana do pecado através da morte de
Alguém que seria enviado para morrer por nossos pecados (Gênesis 3:15).
O que deveria acontecer no meio da sétima semana?
“No meio da semana Ele dará fim ao sacrifício e à oferta”. Daniel 9:27, última parte.
Jesus foi crucificado em 31 AD, no “meio
da semana”. No momento da morte de Cristo, Deus rasgou “o véu do templo…
de alto a baixo”. (Mateus 27:51). A oferta sacrifical que estava
próxima de ser sacrificada (um símbolo de Jesus, “o Cordeiro de Deus”)
escapou das mãos do sacerdote. Esse era um sinal de que Deus não
desejava mais que a humanidade oferecesse sacrifícios de animais. Ao
cumprir a profecia ao pé da letra, Jesus pôs um fim na necessidade de
outros sacrifícios serem oferecidos. Desde a morte de Cristo, as pessoas
ganharam acesso a Deus não através de sacrifícios animais e sacerdotes
humanos, mas através do Messias, o Cordeiro de Deus e nosso Sumo
Sacerdote.
3. A CERTEZA DO PERDÃO DOS PECADOS
De acordo com a profecia de Daniel, por que Jesus morreu?
“O Líder de Deus [o Ungido] será morto injustamente”. Daniel 9:26, Versão Nova Tradução na Linguagem de Hoje.
Em Sua morte na cruz, Jesus foi morto
injustamente. Ele morreu não para pagar o preço do Seu próprio pecado,
mas para pagar o preço dos pecados do mundo inteiro.
Como podemos saber que todos os nossos pecados são perdoados por Deus?
“Justiça de Deus mediante a fé em Jesus
Cristo para todos os que crêem… TODOS PECARAM… [e são] JUSTIFICADOS
gratuitamente POR SUA GRAÇA, por meio da redenção que há em Cristo
Jesus… MEDIANTE A FÉ, PELO SEU SANGUE”. Romanos 3:22-25
Os pontos chaves nesses versos são:
“Todos pecaram” mas por causa da “graça” de Deus, todos são
“justificados”, mediante a “fé” no poder purificador do “sangue” de
Cristo. Quando somos justificados, Deus nos declara inocentes,
eliminando a culpa de nossos pecados passados. E Deus nos declara
justos; “justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo”.
Todos nós que estamos exaustos pela busca
de sermos suficientemente bons, a fim de nos elevarmos a nós mesmos,
podemos encontrar descanso real na aceitação graciosa de Cristo. Ele
promete: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e
eu lhes darei descanso” (Mateus 11:28). Todos nós que estamos
sobrecarregados pelas cicatrizes do passado e pelas dores de um
sentimento de inadequação e vergonha podemos encontrar paz e completude
em Cristo.
4. O COMEÇO DO TEMPO DE JULGAMENTO
No oitavo capítulo de Daniel, um anjo
mostrou ao profeta um grande panorama do futuro. Daniel viu (1) um
carneiro, (2) um bode, e (3) saindo de um dos chifres do bode, “um
pequeno chifre que logo cresceu em poder” (Daniel 9:8, 9); símbolos
representando (1) Medo-Pérsia, (2) Grécia, e (3) Roma (Daniel 8:1-12,
20-26).
Qual é a quarta parte da profecia?
“‘Quanto tempo durarão os acontecimentos
anunciados por esta visão? Até quando será suprimido o sacrifício
diário…?’ Ele me disse: ‘Isso tudo levará duas mil e trezentas tardes e
manhãs [em Hebraico, dias]; então o santuário será reconsagrado
[purificado]‘”. Daniel 8:13, 14
Daniel desmaiou antes que o anjo pudesse
explicar a parte da profecia sobre os 2.300 dias, e o oitavo capítulo
termina sem a interpretação da mesma. Porém, mais tarde, o anjo
reapareceu e disse:
“Preste atenção à mensagem para entender a
visão: Setenta semanas estão decretadas [em Hebraico, separadas] para o
seu povo e sua santa cidade a fim de acabar com a transgressão, dar fim
ao pecado, expiar as culpas”. Daniel 9:22
Os 2.300 dias, claro, são 2.300 anos,
cada dia representando um ano (Ezequiel 4:6). Setenta semanas, ou 490
anos, constituiu a primeira parte do período de 2.300 anos. Ambos os
períodos começaram no ano 457 AC, quando a Pérsia promulgou o decreto
“para restaurar e reconstruir Jerusalém”. Subtraindo 490 anos dos 2.300
anos, sobram 1810. Somando 1810 anos a 34 DC, que foi a data que
terminaram os 490 anos, isso nos leva a 1844 AD.
5. O SANTUÁRIO CELESTIAL PURIFICADO – UM JULGAMENTO
O anjo disse a Daniel em 1844, no final
dos 2.300 dias, “o santuário será purificado” (Daniel 8:14, Almeida
Revista e Atualizada, 2a edição). Mas o que isso significa? Desde o ano
70 AD, quando os romanos destruíram o templo em Jerusalém, o povo de
Deus não tem um templo na terra. Por isso, o santuário a ser purificado,
começando em 1844, teria que ser o santuário celestial do qual o
santuário terrestre era uma réplica.
Como descobrimos na Lição 12, a atividade
de Cristo por nós no santuário tem duas fases: (1) Os sacrifícios
diários concentravam-se no ministério do sacerdote no primeiro
compartimento do santuário, o Lugar Santo. (2) O sacrifício anual
concentrava-se no ministério do Sumo Sacerdote no segundo compartimento,
o Lugar Santíssimo (Levítico 16).
No santuário terrestre, quando as pessoas
confessavam seus pecados a cada dia, o sangue dos animais mortos era
aspergido nas pontas do altar, e então transferido para o Lugar Santo
(Levítico 4 e 6). Assim, simbolicamente, dia após dia, os pecados
confessados eram trazidos para o santuário e depositados ali.
Então, uma vez por ano, no Dia da
Expiação, o santuário era purificado de todos os pecados confessados
durante o ano que tinha passado (Levítico 16). Para efetuar essa
purificação, o Sumo Sacerdote fazia um sacrifício especial de um bode
consagrado. Ele então levava o sangue do bode para o Lugar Santíssimo e
aspergia esse sangue de purificação diante da tampa da arca, para
mostrar que o sangue de Jesus, o Redentor vindouro, pagaria o preço
pelos pecados. O Sumo Sacerdote então, simbolicamente, removia os
pecados confessados do santuário e os transferia para outro bode, que
era levado para fora do acampamento, para morrer no deserto (Levítico
16:20-22).
Essa cerimônia anual do Dia da Expiação
purificava o santuário do pecado. O povo considerava esse dia como um
dia de julgamento, pois aqueles que se recusassem a confessar seus
pecados eram considerados pecadores e eram eliminados do povo de Deus.
(23:29).
O que o sumo sacerdote simbolicamente
fazia uma vez por ano, Jesus fará de uma vez por todas como nosso Sumo
Sacerdote (Hebreus 9:6-12). No grande dia do julgamento, Ele removerá do
santuário os pecados confessados de todos os que O aceitaram como
Salvador. Se tivermos confessado nossos pecados, Ele irá apagar para
sempre os registros dos nossos pecados naquele dia (Atos 3:19). Esse
ministério é o trabalho de julgar que Jesus deu início em 1844.
Em 1844 quando a hora do julgamento de
Deus começou no céu, uma mensagem sobre essa hora do julgamento começou a
ser pregada pelo mundo (Apocalipse 14:6, 7). Uma lição futura das
DESCOBERTAS BÍBLICAS tratará dessa mensagem.
6. ENFRENTANDO O REGISTRO DA SUA VIDA NO JULGAMENTO
Desde 1844, Cristo, como Juiz, tem estado
verificando os registros da vida de cada pessoa que já viveu nessa
terra, para confirmar quem será salvo quando Jesus vier. Como nosso
Juiz, Jesus cancelará todos os pecados dos juntos dos registros
celestiais (Atos 3:19).
Quando nosso nome aparecer no julgamento,
será fácil enfrentar o registro de sua vida, caso você tenha aceitado
Cristo como seu Substituto. Quando o julgamento dos justos tiver
terminado, Jesus voltará para recompensá-los (Apocalipse 22:12, 14).
Está você pronto para a volta de Jesus?
Ou ainda há alguma coisa que você tem mantido em segredo dEle? Busque
ter um relacionamento pessoal e honesto com Aquele que promete:
“Se confessarmos os nossos pecados, Ele é
fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda
injustiça”. I João 1:9
Confissão simplesmente significa
concordar em enfrentar nossos pecados, aceitar o perdão de Deus, e
reconhecer nossa necessidade de Seu poder e graça.
Enquanto estava visitando a prisão de
Potsdam, o Rei Frederico William I ouviu um grande número de pedidos de
perdão. Todos os prisioneiros juravam que juízes preconceituosos,
testemunhas falsas, ou advogados inescrupulosos eram responsáveis por
seus aprisionamentos. Indo de cela em cela, o rei ouvia a mesma história
de inocência.
Mas, numa cela, um prisioneiro não disse nada. Com surpresa, Frederico brincou: “Eu suponho que você também é inocente”.
“Não, Majestade”, o homem respondeu. “Eu sou culpado e mereço totalmente tudo o que acontecer comigo”.
O rei virou-se para o guarda e falou em
voz alta: “Rápido, libertem esse malandro imediatamente, antes que ele
corrompa esse grande número de cavalheiros inocentes que aqui estão”.
Como você está se preparando para o
julgamento? Como estamos nos preparando para a vinda de Cristo? Você só
precisa de uma confissão honesta da verdade: “Eu mereço totalmente a
penalidade da morte pelos meus pecados, mas Outro tomou meu lugar e me
deu um perdão maravilhoso”.
Faça um compromisso agora mesmo de que
independente do que aconteça a você seu relacionamento com Cristo há de
ser honesto e sincero, e proveniente do fundo do seu coração.
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