Primeiramente vejamos a Origem do consumo da Carne de Porco.
“... No antigo Egito havia
preconceito contra a carne de porco como alimento. O consumidor deveria
purificar-se. Moisés proibiu o consumo de porco pelos hebreus. Havia uma
razão sanitária: os porcos transmitiam tênias, triquinas e outros
parasitas. A inspeção sanitária eliminou o perigo da transmissão. Os
árabes, influenciados pelos hebreus, não comiam carne de suíno antes de
Maomé. O Alcorão proibiu rigorosamente o seu consumo. Por isso não há
porcos no Iran.
Mas os babilônios e os assírios
muito apreciavam o porco. Faziam-no figurar em suas esculturas e
baixos-relevos. Os gregos e, sobretudo os macedônios, eram grandes
apreciadores da carne suína. Ao rei Felipe, e o seu filho Alexandre, o
Grande, costumavam servir leitõezinhos assados em bandejas de ouro. Os
gregos criavam suínos e os dedicavam a sacrifícios aos deuses Ceres,
Martes e Cibeles. Para os habitantes da ilha de Creta, estes animais
eram sagrados, sendo considerado o principal alimento de Júpiter, que
segundo a lenda teria sido amamentado por uma porca. Durante o Império
Romano, houve grandes criações e era apreciada sua carne em festas da
Grande Roma e também pelo povo. Columela, Varão e Plínio, escrevendo
sobre os suínos, ensinaram a criá-los. Catão acreditava que a
prosperidade de um lar se avaliava pela quantidade de toucinho
armazenada. Também entre os povos germânicos era um alimento muito
procurado. Carlos Magno prescrevia para seus soldados o consumo da carne
de suíno. Nesta época foram editadas as leis sálica e borgonhesa, que
puniam com severidade os ladrões e matadores de porcos.
Na Idade Média, o consumo da
carne suína era grande, passando a ser símbolo de gula, volúpia e
luxúria. Ao tempo do descobrimento da América, o porco já se achava
espalhado por toda a Europa, se bem que ainda não existisse o cevado
(porco engordado, nutrido). Este, só no século XVIII, é que apareceu em
virtude do cruzamento do porco europeu com o chinês, importado por
suecos.
Em nosso continente, os suínos
chegaram em 1493, na região de São Domingos, na segunda viagem de
Cristóvão Colombo, quando desembargaram oito animais. Estes animais
expandiram-se por toda a América do Norte e Central, chegando até ao
Equador, Colômbia, Peru e Venezuela. No Brasil, foi com o navegador
Martim Afonso de Souza, que vieram os primeiros porcos para o litoral
paulista (São Vicente) em 1532. Anos depois, no governo de Tomé de
Souza, chegou à Bahia a galera "Galga", com animais domésticos. O porco
deveria ser um deles. O certo, é que em 1580, havia bastante porco no
Brasil, pelo menos em terras hoje paulistas e baianas.
Naturalmente foram as raças
então existentes em Portugal, as primeiras introduzidas e criadas entre
nós. Do tipo ibérico vieram as raças Alentejana e Transtagana. Do tipo
céltico, a Galega, a Bizarra e a Beiroa. Do tipo asiático, a Macau e a
China. Cruzaram-se desordenadamente. Mestiçaram-se também com raças
originárias da Espanha, Estados Unidos, Itália, Inglaterra e Holanda.
Houve ainda influência do meio e da alimentação, além da mestiçagem.
Depois, alguns fazendeiros se preocuparam com o melhoramento do porco
nacional e atuaram bem nas raças que iam surgindo naturalmente.
Porém somente no início do
século 20, começou realmente o melhoramento genético daquelas raças,
através da importação de animais das raças Berkshire, Tamworth e
LargeBlack, da Inglaterra, e posteriormente das raças Duroc e Poland
China. Em 1930/40 chegaram às raças Wessex e Hampshire, em 1950 o
Landrace, e na década de 60, os Large White. O melhoramento genético
mostrava-se inovador com a entrada dos primeiros animais híbridos da
Seghers e PIC, na década de 70.
O uso do porco na cozinha
brasileira, portanto, data praticamente da época do descobrimento.
Esteve incorporado à cozinha mineira desde os primórdios de sua
história. Sabe-se que dado ao total interesse do colonizador pela
atividade mineradora, pouco ou nada sobrava de mão de obra para as
atividades de plantio ou criação de animais. Isso nos levou ao uso
abundante dos porcos nas Minas Gerais do século 18, pois, para a sua
criação bastavam as "lavagens", restos de alimentos que acrescentados a
outros produtos nativos como bananas e inhames, compunham a ração
necessária para a fartura de banha, torresmo, carnes, lingüiça e lombo.
”-1
Quando Deus Criou a terra, a
Bíblia nos informa que Deus tinha fornecido como alimento para o homem,
as ervas e frutas: Disse-lhes mais: Eis que vos tenho dado todas as
ervas que produzem semente, as quais se acham sobre a face de toda a
terra, bem como todas as árvores em que há fruto que dê semente;
ser-vos-ão para mantimento. Gênesis 1:29. Portanto fica claro que ao
criar o homem não era Seu objetivo o consumo de carne.
Após o Pecado e principalmente
após o Dilúvio, Deus permitira ao homem o consumo de carne limpa. Um dos
objetivos ao fazer isto era diminuir a vida do ser humano na terra.
Mas quando o povo de Israel saiu
do Egito em direção a Canaã, Deus deu ordens explícitas quanto ao
alimento que eles deveriam comer. Encontramos em Levítico Capítulo 11
uma lista de todos os animais permitidos e não permitidos por Deus:
“Os seguintes, contudo, não
comereis, dentre os que ruminam e dentre os que têm a unha fendida... e o
porco, porque tem a unha fendida, de sorte que se divide em duas, mas
não rumina, esse vos será imundo.” Verso 4 e 7.
Qual o objetivo de Deus ao proibir o consumo de animais impuros, como a carne de porco?
O motivo de Deus proibir seu
consumo era para que a doença não se propagasse no acampamento do povo.
Para não se tornarem imundos. Só para se ter uma idéia, não se podia nem
mesmo criar porcos e nem ao menos tocar o seu cadáver. O porco era
considerado um animal imundo e aquele que participasse de sua carne
seria considerado Abominável. Isaias 65:4
O Rev. W. K. Lawther Clarke diz
no seu Conciso comentário Bíblico (pub. S.P.C.K., 1952) comentando
aquelas passagens: "As leis foram inculcadas e obedecidas porque elas
serão incorporadas pelo desejo de Deus" (p. 371)
O Dr. E. A. Widmer cita no seu artigo "A carne de porco, o Homem e a Doença" (Good Health, vol. 89, nº1):
"A carne de porco embora seja um
dos artigos comuns na dieta, é um dos mais nocivos. Deus não proibiu os
Hebreus de comerem carne de porco meramente para mostrar a Sua
autoridade, mas, por ser um artigo de comida impróprio para o Homem"
Vamos ler o que diz o dicionário Bíblico de Westminister:
"O porco era um animal
ritualmente impuro... Ele é imundo, não se nega em rejeitá-lo como
refugo e carne podre, e o uso da sua carne para comida em países quentes
é suspeita de gerar doenças cutâneas. Não era criado pelos Árabes
(Plínio, Hist. Nat. VIII, 78), e era considerado como imundo pelos
Fenícios, Etíopes e Egípcios... Para os Judeus a carne de porco era
abominável, o porco era a divisa da sujidade e da baixeza... No entanto,
a carne de porco encontrou assento nas festas idólatras dos degenerados
Hebreus (Isaias 65: 4 / 66: 17). No reinado de Ânticos Epifano a ordem
para um Judeu para imolar ou para provar carne de porco foi usada com
meio de determinar se a pessoa era leal à religião de seus pais ou
estava disposto a aceitar o culto protegido pelos seus conquistadores (I
Macabeus, 1: 47- 50; II Macabeus, 6: 18; 21; 7; 1, 7). Por muitos
Judeus terem sido afetados pelas maneiras Gregas, João de Hircano achou
prudente publicar um édito afim de que ninguém pudesse possuir porcos.
No tempo de Cristo uma grande vara de parcos, pelo menos, era pastoreada
em Decápolis (Marco, 5: 11, 13), uma região colonizada pelos Gregos,
entre os quais o porco era altamente estimado como artigo de mantimento.
Não há razão para supor que os Judeus fossem donos de qualquer destes
porcos ou daqueles apascentados em país longínquo pelo filho pródigo (S.
Lucas, 15: 15)" (pp- 584- 5)
Alguns Cristãos dizem que Deus,
no novo testamento permitiu a carne imunda (tratando-se deste artigo, a
carne de Porco) para consumo, na Visão que Pedro teve do Lençol de
animais impuros em Atos capítulo 10.
Na visão Deus baixa até Pedro um
lençol contendo: ... Todos “os quadrúpedes e répteis da terra e aves do
céu.” Porém Pedro sendo Judeu e por tradição não comia nada Impuro,
disse: “... E uma voz lhe disse: Levanta-te, Pedro, mata e come.
... Mas Pedro respondeu: De modo
nenhum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda.” E então
Deus responde a Pedro de forma categórica: Pela segunda vez lhe falou a
voz: Não chames tu comum ao que Deus purificou. É este verso que os
consumidores do “Porquinho” usam para abafar seu pecado. Porém se
notarmos no contexto vamos entender o que Deus quis dizer a Pedro com
aquela visão.
No verso 19 é nos dito:
Estando Pedro ainda a meditar sobre a visão, o Espírito lhe disse: Eis que dois homens te procuram.
Que interessante? Pedro ainda esta tentando entender a visão quando dois homens o chamam na casa.
Estes homens eram servos de
Cornélio, um gentil. E o que queriam? Verso 22, diz: Eles responderam: O
centurião Cornélio, homem justo e temente a Deus e que tem bom
testemunho de toda a nação judaica, foi avisado por um santo anjo para
te chamar à sua casa e ouvir as tuas palavras.
Pedro então os segue até a casa de Cornélio. E o que encontra?
Pedro encontra pessoas sinceras e
com sede de conhecer o evangelho. Versos 24-27. Mas tinha um problema,
eram gentis. Naquela época o que os discípulos não entendiam era que o
evangelho deveria ser levado para todos, Judeus e não Judeus. E Deus
queria ensinar a Pedro esta lição.
Interessante é o que Pedro diz:
“Vós bem sabeis que não é lícito a um judeu ajuntar-se ou chegar-se a
estrangeiros; mas Deus mostrou-me (no sonho que teve) que a nenhum homem
devo chamar comum ou imundo;
Olha só que interessante! Agora
Pedro entende a visão que teve, ou seja, Deus queria que ele entendesse
que ninguém é imundo, quando decidimos servir a Cristo somos puros.
Então o próprio Pedro reconhece
seu erro em público (que humildade!) e diz: Então Pedro, tomando a
palavra, disse: Na verdade reconheço que Deus não faz acepção de
pessoas;
Que maravilha! Louvado seja
Deus! Após entender a visão os batizou e o poder de Deus foi reconhecido
entre os não Judeus e Judeus: “Os crentes que eram de circuncisão,
todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que também
sobre os gentios se derramasse o dom do Espírito Santo; verso 45.
Na visão, Deus não queria
permitir o uso da carne impura, Ele em sua sabedoria usou algo comum a
Pedro para ensiná-lo que não deveria fazer acepção de pessoas. (“Não
chames tu comum ao que Deus purificou.”) É claro que Pedro nunca iria
comer nada daquele lençol. Se Deus tivesse intenção de permitir o
consumo de Porco naquela visão, então porque Pedro não comeu? Porque
Pedro sabia que a visão tinha outro significado. Se a carne de porco
fazia mal no acampamento Israelita, fazia mal também no Tempo de Pedro, e
ainda faz no nosso. Deus não Muda! Amém por isto.
Mas vejamos o que causa a carne de porco em nosso corpo?
Primeiro vamos ler o que diz um médico (ninguém melhor!)
Desde os tempos mais remotos a
carne de porco é consumida como alimento, mas, sempre com reservas.
Tanto pela questão bíblica, que condena veementemente o seu uso, como
pela questão científica, que tenta minimizar os seus efeitos negativos,
mais pela força comercial que, neste caso, se estabelece.
A carne do porco pode transmitir doenças graves
Nos dias atuais, as pessoas
ainda oferecem grande resistência para o consumo desta carne. E não é
sem razão. A ciência alardeia que hoje a carne de porco pode ser
consumida sem problema, pois passou, nestes últimos 30 anos por
modificações genéticas, o gado suíno vive sob rigorosas condições de
higiene, só come ração, milho e soja, mas, não divulga que com todos
estes cuidados, o animal nunca deixou de fazer jus ao seu nome: porco é
sempre porco.
Se quisermos saber da pureza da
carne de determinado animal, basta ver o que ele come. O boi só come
capim e rumina, sua carne, portanto, é mais saudável. O tubarão, apesar
de ser um peixe, come de tudo: lixo, esgoto de navio, animais venenosos,
etc.; é o “porco do mar”.
O porco de hoje come ração, mas,
o que ele faz com esta ração? Pisa, se deita nela, defeca e urina em
cima e depois come. Logicamente, sua carne, assim como a do tubarão
estará cheia de toxinas.
É inegável que a carne suína é
muito saborosa, porém, a relação custo-benefício deve ser observada. O
que vale mais, o sabor agradável ou o prejuízo à saúde? E o que dizer da
incerteza da própria ciência quando se trata de um produto
geneticamente modificado?
Em muitas cidades do Brasil,
ainda podemos encontrar o suíno nas condições primárias: criado à base
de lavagem, comida podre, que o próprio animal mistura com suas fezes e
come.
Esta carne, rica em toxinas,
triquinose e cisticercos (larvas da tênia), vão provocar no ser humano
dificuldade de cicatrização, aparecimento de furúnculos, feridas
infectadas, prurido na pele, dor de cabeça, má digestão, tontura,
náuseas (às vezes vômitos), teníase (a temida “solitária”)
neurocisticercose (quando o cisticerco se aloja no cérebro causando
crises convulsivas), e outras manifestações clínicas que a mídia tenta
encobrir por questões comerciais.
Infelizmente, não há, na face da
terra, fiscalização que consiga controlar as condições sanitárias do
gado suíno, até porque os agentes causadores de doença são microscópicos
e estão entranhados na carne destes animais.
Gostaria de alertar aos
internautas com relação ao tratamento que está sendo dado atualmente à
carne de porco, tentando promover um produto reconhecidamente maléfico,
riquíssimo em gordura trans à categoria de nutritivo e light.
Em se tratando de saúde, todo cuidado é pouco! –2.
Tem um protozoário chamado de “Cilium”, que os médicos dão o nome de “Balantidium Coli”, sobre isto diz o Doutor:
O Dr. E. A. Widmer “A carne de porco, o Homem, e a Doença" (Boa saúde, vol. 69, n°1), o seguinte:
"O protozoário cilium,
tecnicamente conhecido como "Balantidium Coli", é extremamente comum ao
porco. Exames recentes em vários países revelam uma incidência variável
entre 21 a 100%. Este organismo é muito menos comum no homem. A
incidência geral de um por cento referida em Porto Rico é representativa
da incidência em diversos países. Quando descoberto ao homem, sérios
sintomas clínicos podem seguir-se. A evidência corrente aponta a carne
de porco como a fonte principal da infecção humana."
O que causa este protozoário e:
Disenteria, se não tiver os cuidados necessários pode ocasionar a morte.
O Dr. Chandier no seu livro "Parasitas Animais e Doenças Humanas” (pág.
7) "é somente nos países criadores de porcos, e onde haja demasiados
recintos próximos entre o homem e este animal que a doença é freqüente".
Existe também o verme “triquina”.
O Dr. Widmer em seu livro: "A Carne de Porco, o Homem e a Doença", acima mencionado:
"O verme triquina está
essencialmente limitado à Europa central e àquelas zonas temperadas da
América para as quais seus emigrantes têm ido".
"Em comparação com os cílios e
tênia da carne de porco, o verme triquina causa as mais sérias
conseqüências no corpo humano. Os adultos estão presentes no intestino
grosso do homem. depois de acasalar, as fêmeas produzem larvas que
entram nos vasos sanguíneos para distribuição por todas as partes do
corpo. Estas lavras migrantes podem invadir os músculos do esqueleto, o
cérebro, a medula dos ossos, a retina e os pulmões. Desde que cada verme
fêmea pode produzir mais que 1.500 lavras, e desde que estes vermes
imaturos invadam diversos órgãos do corpo, vários sintomas clínicos
podem aparecer. Nas infecções fortes a morte pode sobreviver na segunda
ou terceira semana, mas na maioria das vezes ela ocorre na quarta ou
sexta semana depois da exposição. Alguns prognósticos de recuperação
variam com a situação e o número de lavras de triquina, a severidade de
sintomas, e as condições físicas do paciente".
O mesmo livro, (A Carne de Porco, o Homem e a Doença) diz:
"É geralmente suposto que a
presença dos vermes triquinas nos porcos foi a base para a proibição do
seu uso para a alimentação do povo Judaico.”
O Dr. Widmer diz:
"É significativo notar que,
desde o tempo do Mandamento de Deus para os filhos de Israel até esta
década, A Ciência Não Encontrou Cura para os Pacientes Com Triquinose. O
tratamento consiste mais no alívio dos sintomas causados pelos vermes,
do que na destruição dos vermes."
Vamos ver mais alguns parasitas
que contém na carne de porco. Obs.: vale lembrar que alguns parasitas
aqui descritos também estão na carne de Boi, porém em maior quantidade
na carne de porco. A carne de porco é a principal fonte destes
parasitas.
“Vamos começar pela Tênia. A tênia é chamada Taenia Solium em Latim. A carne de porco é a principal fonte desta infecção.
A incidência da infecção humana
com a tênia da carne de porco varia através do mundo. No seu novo
relatório clássico "Este Mundo Bichoso", (1947), Stoll estimou que 2,5
milhões de pessoas, por toda a parte do mundo, foram infectadas com o
seu organismo.
O que se diz da lombriga?
É um parasita, de seis a dez
polegadas de comprimento, que também é chamado de "verme viajante"
porque ele passa por vários órgãos do corpo humano.
O Dr. Ramson em "Parasitologia
Silenciosa" menciona que estes parasitas são idênticos aos que se fixam
nos porcos; eles pertencem às mesmas espécies.
Quer dizer que o verme que está
fixado na carne de porco é muito facilmente transferido para os seres
humanos, aonde ele faz muitos estragos. A mesma declaração está inserida
na Enciclopédia Britânica sob o título "Round Worn".
E o que é o verme de gancho (Hook Worn)?
O verme jovem desta doença entra
na pele humana por perfuração da pele ou através de algum corte. Os
porcos devoram os excrementos humanos contendo ovos de parasitas, os
quais se desenvolvem dentro deles e saem da casca já como vermes jovens.
Quando estes são transpostos para fora, tornam-se contagiosos para o
homem. Esta infecção predomina muito nos diversos países tropicais.
A Enciclopédia Britânica, vol. 11, sob o titulo Hook Worn refere:
"Hook Worn é um verme redondo
parasítico. Dois parasitas, Ancilóstomo Duodenal e o Necator Americanus,
originam a doença ancilostomíase.
A ancilostomíase é um flagelo
dos climas tropicais, de que resulta a debilidade anêmica da população. A
anemia, na doença do Hook Worn, resulta da sucção do sangue pelos
vermes adultos no intestino e concomitante inflamação das entranhas. Um
único Ancilóstomo Duodenal pode destruir, em média, quase um centímetro
cúbico de sangue por dia. Assim como um chupador de sangue, o Necator
americanus anda á volta de um quinto no seu ativo.
Em geral, os sintomas da forte
infecção clássica incluem a palidez da pele e das extremidades, a prisão
de ventre alternando com diarréia, a delicadeza abdominal, aumento de
apetite por alimentos volumosos ou de desusadas substâncias (comedores
de terra), desarranjos sexuais (atraso de puberdade, impotência,
menstruação irregular), insuficiência endocrínica, crescimento enfezado,
fraqueza cardíaca, palpitação, hipersensibilidade da pele ao frio,
debilidade física, fadiga, sonolência, apatia e melancolia."
O que é "Faciolopsis Buski"?
Estes parasitas foram
descobertos por lankaster (1857) e por Odliver (1902). Estes parasitas
permanecem latentes por bom tempo no intestino delgado dos porcos. O
parasita ao deixar o porco infecta o caracol de água que em movimento
circular infecta o homem. Ele é extremamente predominante na China.
Agora chegamos ao "Clonorchis Sinesis".
Este parasita foi descoberto por Cobbold (1857) e Loss (1907).
O Clonorshis Sinesis é um verme
chupador, uma espécie de parasita que vive na passagem da bílis do
fígado dos porcos, a qual é a fonte destes parasitas infecciosos das
pessoas em contato muito aproximado com porcos. A ocorrência da doença
na China, Formosa, Japão, Coréia, Sul da Índia e Vietnam aponta,
novamente, para a muito próxima associação com porcos.
Este parasita cria muitas doenças sérias no fígado e tórax dos seres humanos.
Quais são aquelas doenças?
Se este parasita estiver
presente nos pulmões, ele pode causar a pneumonia; se estiver nos
brônquios, provoca a sufocação, e se estiver nos intestino origina a
obstrução intestinal, ou a pancreatilose aguda.
Depois há a "Clonorchiasis", uma
doença peculiar do fígado. O fígado torna-se volumoso e acompanhado com
grave Iterícia, Diarréia e Emagrecimento; pode matar fatalmente. A
Ciência médica, a respeito dos seus persistentes esforços, não tem,
ainda, conseguido produzir algum tratamento especifico para ela. As
complicações na doença são a formação de pedra no fígado e o cancro.
Há mais alguma doença relacionada com a carne de porco?
Sim. Há a Erisipela, a Hemoptise Endêmica, isto é, sangria dos pulmões, e a Brucelose, ou seja, o aborto do porco.
O que é a "Erisipela"?
Esta doença é causada pelo germe
Erysipelothrix Rhusiopathiae. Esta doença ocorre em formas aguda e
crônica. Os sintomas de forma aguda são, principalmente, a febre alta,
atividade reduzida e falta de apetite. Usualmente produz a morte rápida.
A Erisipela crônica causa crustas de chagas da configuração do diamante
na superfície da pele; e há dano residual nas superfícies exteriores
das articulações, e nas válvulas do coração, do que pode seguir-se a
coxcadura e, ou, a morte súbita.
*** “Os pormenores podem ser
vistos na Enciclopédia Chambers, - Nova edição revisada, 1968, vol. 10,
sob o titulo “O Porco” e na Enciclopédia do Povo Americano, - edição de
1960, vol. 15, na rubrica” "O Porco".
E qual a sua relação com o porco?
Segundo a Enciclopédia Chambers,
esta bactéria "pode ser de utilidade ao solo por longo período e, é
também, encontrada no corpo de alguns 30% de todos os porcos saudáveis.
Por conseguinte, a erradicação é impossível se a doença evidente não é
uma simples matéria de infecção".
E o que é impertinente é o fato
de que algumas bactérias causam a mesma doença nos seres humanos. Assim,
alguém que come de porco tirada, precisamente, de um "porco sadio",
está em perigo de contrair a doença acima mencionada e a morte. A dita
Enciclopédia diz que "o mesmo organismo (isto é, germe) causa
erasipeloid no homem...”
“... E o que é "Aborto de Porco"?
O seu nome cientifico é
Brucelose. A Enciclopédia do Povo Americano, no vol. 15, sob o titulo "O
Porco" diz: "A bruceloses ou aborto do porco é importante não somente
por causa das perdas do porco, mas também por causa de a doença poder
ser contraída pelo homem. No porco, a Brucelose provoca o aborto e a
esterilidade. A doença é difícil de diagnosticar e praticamente
impossível de curar. É recomendada a remoção dos animais infectados".
Em resumo, o porco, o supremo
portador de germe, é a causa de muito sérias e fatais doenças, entre
elas, disenteria, triquinose, tênia, lombriga, hook worn, ictérica,
pneumonia, sufocação, obstrução intestinal, pancrealitose aguda, edema
do fígado, diarréia, emagrecimento, formação de pedra no fígado, cancro,
anemia, febre alta, o impedimento do progressivo desenvolvimento da
criança, tifo, coxeadora, perturbações de coração, aborto, esterilidade,
e morte repentina.
“Eu não sei de qualquer outro animal que transporte tão diversas e tão mortais bombas para destruir o corpo humano.” -3
Há um século Ellen White escreveu inspirada por Deus:
Pululam parasitas nos tecidos do
porco. Deste disse Deus: "Imundo vos será; não comereis da carne destes
e não tocareis no seu cadáver." Deut. 14:8. Esta ordem foi dada porque a
carne do porco é imprópria para alimentação. Os porcos são limpadores
públicos, e é esse o único emprego que lhes foi destinado. Nunca, sob
nenhuma circunstância, devia sua carne ser ingerida por criaturas
humanas. É impossível que a carne de qualquer criatura viva seja
saudável, quando a imundícia é o seu elemento natural, e quando se
alimenta de tudo quanto é detestável.
Muitas vezes são levados ao
mercado e vendidos para alimento animais que se acham tão doentes que os
donos receiam conservá-los por mais tempo. E alguns dos processos de
engorda para venda produzem enfermidade. Excluídos da luz e do ar puro,
respirando a atmosfera de imundos estábulos, engordando talvez com
alimentos deteriorados, todo o organismo se acha contaminado com matéria
imunda.
Os animais são muitas vezes
transportados a longas distâncias e sujeitos a grandes sofrimentos para
chegar ao mercado. Tirados dos verdes pastos e viajando por fatigantes
quilômetros sobre cálidos e poentos caminhos, ou aglomerados em carros
sujos, febris e exaustos, muitas vezes privados por muitas horas de
alimento e água, as pobres criaturas são conduzidas para a morte a fim
de que seres humanos se banqueteiem com seu cadáver. -4
Louvado seja Deus por esta
proibição, isto nos mostra o quanto Deus se interessa pela nossa saúde. E
nos mostra o quanto ele nos ama.
Viver sem o consumo desta carne
traz grandes benefícios, mais vigor, mais poder intelectual, mais saúde.
Como diz o apostolo João: Amado, desejo que te vá bem em todas as
coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai à tua alma. III João 2.
Devemos cuidar do Templo que Deus nos concedeu, este templo do nosso corpo não pode ser destruído, mas se for, Deus o destruirá:
“Não sabeis vós que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?
Se alguém destruir o santuário
de Deus, Deus o destruirá; porque sagrado é o santuário de Deus, que
sois vós.” I Corinthios 3: 16 e 17
Daniel Portes.
Bibliografia:
1-http://correiogourmand.com.br
2-Wolmar Carregozi é clínico geral, ginecologista, obstetra e médico do trabalho
3- Sayd Saeed Aktar Rizvi
Tradução de M. Yussuf M. Adamgy e muhammad 'Ali.

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