Esta seria uma tarefa impossível para um
grupo tão pequeno de pessoas. Porém, Jesus prometeu que eles receberiam
poder do Espírito Santo para levar avante essa bandeira.
Em seguida a
ascensão de Cristo ao Céu, os discípulos gastaram a maior parte de seu
tempo em oração. Harmonia e humildade ocuparam o lugar da discórdia e da
inveja. Sua íntima comunhão com Cristo e a unidade resultante eram a
preparação necessária para o recebimento do Espírito Santo.
Assim como Jesus recebera dotação
especial do Espírito Santo para realizar Seu ministério, os discípulos
receberam o batismo do Espírito Santo a fim de serem habilitados a
testemunhar. E os resultados foram magníficos. O que parecia impossível
se tornou realidade.
Da mesma maneira que os discípulos foram
capacitados a realizar a tarefa que lhes foi designada, o mesmo Espírito
Santo hoje distribui Seus dons à igreja com um objetivo específico, que
no dizer do apóstolo Paulo, deve ser proveitoso.
Paulo ressaltou também a importância
deste assunto, dizendo que acerca dos “dons espirituais não queria que
os irmãos fossem ignorantes” (I Coríntios 12:1). Portanto, o que é
necessário saber sobre esse tema tão importante para os cristãos?
A resposta a essa pergunta se encontra
nas explicações de Paulo aos Coríntios que estão em sua primeira carta a
essa igreja, no capítulo 12. Lemos no verso sete: “A manifestação do
Espírito é concedida a cada um visando um fim específico.” Nenhum dom do
Espírito é dado para benefício da pessoa que o recebe. Os dons são
concedidos para alcançar um determinado objetivo. Em Efésios 4:12
encontramos alguma coisa mais que nos ajuda a compreender isso. Lemos:
“com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do Seu
serviço, para edificação do corpo de Cristo.”
Assim, a primeira razão pela qual são
dados os dons espirituais é para edificação da igreja do Senhor. A
utilização dos diversos dons na igreja e na pregação da mensagem de Deus
ao mundo faz com que a obra possa ser levada avante.
Os versos 4 a 6 demonstram que embora
haja dons diferentes, o Espírito é o mesmo. O Senhor é o mesmo e o mesmo
Deus opera tudo em todos.
Isto nos faz pensar que não existe um dom
que esteja acima ou que seja melhor do que o outro. Jamais devemos
exaltar um dom em diminuição de outro. Todos eles são necessários e
importantes para Deus e Sua igreja.
Na seqüência, o apóstolo enumera alguns
dons e conclui essa parte dizendo o que encontramos no verso 11: “Mas um
só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as como
lhe apraz, a cada um, individualmente.”
Temos aqui mais um ponto interessante. O
próprio Espírito Santo é que reparte os dons a cada um como lhe apraz.
Isto significa que todos aqueles que estão em Jesus recebem do Espírito
Santo algum dom para edificação da igreja. Durante Seu ministério, já
quase no final de Sua jornada, Jesus contou uma parábola onde um homem
ao se ausentar de seu país chamou alguns de seus empregados e lhes deu
alguns bens. Isto está no evangelho de Mateus, 25:14 a 30. E a um deu
cinco talentos e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua
própria capacidade e então se ausentou. O relato diz que os dois
empregados que receberam cinco e dois talentos saíram a negociar e
ganharam outro tanto. Mas o que recebeu um só, foi e enterrou. Depois de
muito tempo voltou aquele senhor e fez o acerto de contas. Os dois
primeiros foram agradecidos com o reconhecimento do patrão. Mas aquele
que enterrou o seu talento foi considerado inútil e banido da presença
de seu senhor.
Esta parábola nos ensina algumas lições
interessantes. O patrão que partiu para bem longe representa Cristo. Os
três servos representam os muitos seguidores de Jesus. De igual modo,
todos aqueles que aceitam a Jesus como seu Salvador são capacitados pelo
Espírito Santo com algum dom, algum talento.
Por mais humilde e simples que seja uma
pessoa, ela é muito preciosa à vista de Deus. Os homens podem
desprezá-la mas o Senhor de todos nós a honra dando-lhe dons e talentos
segundo Sua vontade.
Ninguém deve desprezar a si mesmo, pois
fazendo assim está desonrando o Senhor Deus. Todos os filhos do Pai
celestial são de imenso valor para Ele. Por isso é importante que
utilizemos os dons que temos recebido de Deus para glória do Seu nome e
edificação da Sua igreja. Assim fazendo, aquilo que recebemos se
multiplicará. Ocorrerá um desenvolvimento, um crescimento na nossa vida.
Infelizmente ainda acontece hoje o caso
daquele empregado que recebeu um só talento e o enterrou. Mas, amigo
querido, não importa quanto nós recebemos e o quanto estamos fazendo.
Mais importante que isto são os motivos com os quais realizamos as
tarefas para Deus. Aqueles que tem recebido um só talento não devem
sentar e chorar por isso. Pelo contrário, devem fazer sua parte da
melhor forma possível, pois são úteis e preciosos para Deus como aqueles
que receberam mais talentos.
Na segunda parte do capítulo 12, de I
Coríntios, Paulo fala nesse assunto. Ele usa dos versos 12 ao 31 para
mostrar que todos os filhos de Deus tem a mesma importância. Usando a
comparação do corpo humano, que possui membros grandes e pequenos, com
múltiplas funções ou uma só função, o apóstolo afirma serem eles todos
necessários. O corpo é o mesmo. E se cada membro cumprir seu papel, o
corpo será sadio.
Permita Deus que você, amigo, possa ser
também útil para promover a vontade do Pai celeste, segundo a capacidade
que recebeu. E, quando vier nosso Senhor possa ser achado fiel na
utilização de seus dons e talentos.
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