domingo, 7 de agosto de 2011

Você esqueceu

Quando você levantou pela manhã, EU já havia preparado o sol para aquecer o seu dia e o alimento para a sua nutrição. Sim, EU providenciei tudo isto enquanto vigiava e guardava o seu sono, a sua família e a sua casa. Esperei pelo seu “bom-dia”, mas você se esqueceu… Bem, você parecia ter tanta pressa que EU perdoei.
O sol apareceu, as flores deram o seu perfume, a brisa da manhã o acompanhou e você nem pensou que EU é que havia preparado tudo. Seus familiares sorriram, seus colegas o saudaram, você trabalhou, estudou, viajou, realizou negócios, alcançou vitórias, mas… você não percebeu que EU estava cooperando com você, e mais teria ajudado se você ME houvesse dado uma oportunidade… Eu sei, você corre tanto… EU perdoei.
Você leu bastante, ouviu muita coisa, e não teve tempo de ler ou de ouvir as MINHAS palavras. EU quis falar, mas você não parou para ouvir. EU quis até aconselhá-lo, mas você nem pensou nesta possibilidade! Seus olhos, seus pensamentos, seus lábios, seriam melhores – o mal seria menor e o bem seria muito maior em sua vida.
A chuva que caiu à tarde, foram MINHAS lágrimas por sua ingratidão, mas foi também a MINHA bênção sobre a terra, para não faltar o pão e a água. Você trabalhou, ganhou dinheiro, que não foi mais porque você não ME deixou ajudar. Mais uma vez você se esqueceu de MIM com a sua vida, seu tempo, seus talentos e seu dinheiro.
Findou o dia.  Você voltou para casa, mandei a lua e as estrelas para tornar a noite mais bonita, para lembrar-lhe o MEU amor por você. Certamente, agora você vai dizer-ME um obrigado e boa-noite.
Psiu!!… Está ME ouvindo?  Já dormiu… Que pena! Boa-noite, durma bem!
EU Sou JESUS  e ficou velando por você…

Encontrei essa mensagem em meus arquivos. Quando comecei no rádio, em 1981, apresentei esse texto muitas vezes. Anos atrás o inclui na série “Tempo de Refletir“. Hoje decidi dividir com você. Essa pode ser a nossa realidade, não é mesmo?  Desconheço a autoria.

Entre sem bater

A porta do coração não deve ser jamais fechada à chave, mas apenas ficar assim… meio cerrada com um letreiro bem visível: ENTRE SEM BATER.
Deixe entrar sem bater, meu caro amigo, os que morrem do frio mais por falta de amor do que de roupa.
Deixe entrar sem bater os que perderam o rumo nos trilhos complicados da existência, talvez achem no céu do seu abraço a alegria de viver.
Deixe entrar sem bater os que tem fome mais de carinho do que de pão e reparta com eles sua vida que vale muito mais que o seu dinheiro…
Deixe entrar sem bater os que chegam a pé empoeirados e cansados porque a passagem do destino era cara demais e ninguém lhes pagou um bilhete de terceira classe no trem da felicidade…
Deixe entrar sem bater os enjeitados nos princípios: filhos de mães solteiras, os filhos do prazer criminoso e egoísta; deixe entrar os enjeitados no fim: os velhos e os velhinhos, que deram tudo de si, que perderam as pétalas da vida em benefício dos frutos, e agora são deixados para murchar no fundo dos asilos…
Deixe entrar sem bater os que nasceram contragosto porque a pílula falhou… e foram recebidos na existência porque não havia outro jeito…
Deixe entrar os esquecidos por não poderem mais fazer carinho porque ficaram grossas as suas mãos com calos e feridas do trabalho que agora sua carícia parece que machuca a face que os rejeita…
Deixe entrar como se a casa fosse deles os que não tiveram tempo de ser crianças porque a vida lhes pôs uma enxada nas mãos quando, deveria por nelas um brinquedo… os que nunca tiveram sorrisos em seus lábios porque a lágrima chegava primeiro, entrando-lhes pelos cantos da boca e estragando com sal o doce da alegria…
Deixe entrar todos estes, sem temer que falte espaço porque no coração cristão, sempre cabe mais um ate mais mil!!
E depois que estiver, a sala do seu peito lotada de infelizes, aleijados e famintos, você vai ter amigo, a maior das surpresas ao ver que a face torturada de tantos desgraçados se transforme de repente no rosto iluminado e sorridente de JESUS falando assim para você:
“Meu caro amigo, agora é sua vez; entre você também. Pode entrar sem bater. A casa é sua, o céu é todo teu.”

(Também faz parte da série Tempo de Refletir. Autoria desconhecida)

sábado, 6 de agosto de 2011

Erros na Bíblia

A Bíblia está CHEIA de erros
- o primeiro erro foi quando Eva duvidou da Palavra de Deus;
- o segundo erro aconteceu quando seu esposo fez o mesmo;
- e assim erros e mais erros ainda estão sendo cometidos…
- porque as pessoas insistem em duvidar da Palavra de Deus.
A Bíblia está CHEIA de contradições
- Ela contradiz o orgulho e o preconceito;
- Ela contradiz a lascívia e a desobediência;
- Ela contradiz o seu pecado e o meu.
A Bíblia está CHEIA de falhas
- porque Ela é o relato de pessoas que falharam muitas vezes ;
- assim foi com a falha de Adão;
- com a falha de Caim;
- e a de Moisés;
- bem como a falha de Davi e a de muitos outros que também falharam.
- Mas Ela é também o relato do amor infalível de Deus.
Deus NÃO ESCREVEU a Bíblia
- para pessoas que querem jogar com as palavras;
- para aqueles que gostam de examinar o que é bom mas sem fazê-lo;
- para o homem que não acredita porque não quer.
O homem moderno DESCARTOU os ensinamentos da Bíblia
- pelas mesmas razões que outros homens tem descartado através da história;
- por grande ignorância a sua verdadeira mensagem e conteúdo;
- intransigente apatia em recusar considerar suas declarações;
- bem conhecidos pseudo-cientistas posando de críticos honestos;
- convicção secreta de que este Livro está certo e de que os homens estão
errados.
Somente uma pessoa PRECONCEITUOSA acreditaria que:
- os ensinamentos biblícos são passados e irracionais, sendo princípios
arcaicos e sem propósito;
- a Bíblia está cheia de discrepâncias e afirmações inaceitáveis;
- Ela só poderia ser trabalho irrelevante e não inspirado de meros homens.
A Bíblia é, afinal, somente mais um LIVRO RELIGIOSO
- para milhares que não se arriscam serem honestos consigo mesmos e com Deus;
- para aqueles que tem medo de aceitar o desafio do próprio Deus a um exame
honesto;
- para aqueles que não querem examiná-la a fundo porque Ela diz
verdadeiramente como os homens são.
E você não pode ENTENDER ou CONFIAR no que a Bíblia diz
- a menos que você esteja disposto a considerar as evidências e encarar face
a face o AUTOR!
(Autoria desconhecida)

700 anos de antecedência



ENCONTRO COM AS PROFECIAS
A profecia que vamos estudar hoje anuncia o nascimento de Jesus com cerca de 700 anos de antecedência. Está em Miquéias 5:2: “Mas tu Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá Aquele que há de reinar em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”.
Os estudiosos da Bíblia afirmam que “esta profecia foi feita pelo profeta Miquéias em torno do ano 710 AC” (Bíblia de Thompsom, p.841).
“A palavra Belém, em hebraico significa ‘casa do pão’. Era uma cidade da palestina, perto de onde Jacó sepultou a Raquel, e que nesta época era conhecida como Efrata (Gênesis 35:19), razão pela qual é também é denominada Belém Efrata” (Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, vol.1, p.485).
“Belém fica a mais ou menos oito quilômetros de Jerusalém” (Estudo sobre os Profetas Menores, vol. 1, p.248). Na época, “estava situada junto a uma importante estrada, que dava acesso para Hebrom e para o Egito” (Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, vol.1, p.485).
Dizem os que já visitaram a cidade de Belém que ainda em nossos dias continua sendo pequena, e possui uma população de aproximadamente cinco mil habitantes.
Belém foi palco de acontecimentos famosos e também lugar onde nasceram pessoas de destaque na sociedade judaica. Só para relembrar, eis alguns dos ilustres cidadãos de Belém: Elimeleque, marido de Noemi e sogro de Rute, era Belemita (Rute 1:12); Ibsã, um dos juizes de Israel, também era de Belém (Juízes 12:8); Davi, rei de Israel, era da cidade de Belém, e ali foi ungido por Samuel para ser o futuro rei de Israel (I Samuel 16:1).
A cidade de Belém estava dentro do território de Judá, mais precisamente na região montanhosa da Judéia. Porém, ganhou notoriedade mesmo quando do nascimento do menino Jesus.
Esta profecia de Miquéias 5:2 era conhecida dos teólogos da época, pois quando Jesus nasceu e Herodes foi inquirido pelos magos sobre o lugar que deveria nascer o novo Rei de Israel (Mateus 2:3-6), o texto citado foi a profecia de Miquéias que estamos estudando agora. Era dali que viria aquele “que seria o Senhor de Israel”.
O Messias sempre foi esperado por todas as gerações. Desde Adão e Eva até os dias de Herodes o Messias era aguardado com muita expectativa e mistério. Finalmente o tempo indicado por Deus havia chegado. Uma moça simples foi a escolhida para o Espírito Santo usar o útero dela onde seria gerado o filho de Deus. A gestação foi normal, mas a gravidez de Maria, com certeza, não foi entendida ou compreendida pela grande maioria dos vizinhos e amigos.
Até José, o futuro marido, estava preocupado com Maria. Chegou a pensar em romper o noivado quando ela contou que estava grávida. Eu imagino José perguntando: “Você esta grávida, mas de quem?” “De Deus”, foi a resposta. Ele não entendeu nada e secretamente planejava romper o noivado. Foi necessária a visita de um anjo para explicar o que estava acontecendo (Mateus 1:18-20).
Nessa época, por ordem de César Augusto, imperador romano, todos deviam se alistar na cidade de seus pais (Lucas 2:1-3). José e Maria fizeram a difícil viagem de Nazaré à Belém, que estava a aproximadamente 120 quilômetros, para que pudessem cumprir a exigência governamental. Maria estava nos dias de dar à luz. Ali em Belém, o menino Jesus nasceu (Lucas 2:5-7).
O Senhor de Israel, que foi profetizado por Miquéias, nasceu num local utilizado para dormitório de animais e empregados. Nascia o filho de Deus sem que fosse percebido ou reconhecido pela maioria dos habitantes do lugar.
O Rei nasceu e quando isto foi descoberto pelo velho Herodes e confirmado posteriormente, o ódio mais uma vez o dominou completamente. Ordenou que encontrassem o exato local do nascimento do futuro rei. Os rolos sagrados foram consultados e a profecia de Miquéias foi apresentada. A crueldade de Herodes não teve limites. Ordenou a morte de todos os meninos com idade inferior a dois anos.
A profecia, falando do recém nascido, dizia que “as suas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”. O significa isto?
Miquéias não deixa nenhuma dúvida ao apresentar o Rei de Israel dizendo que Ele já existia antes de nascer em Belém. Apresentava ali a preexistência de Cristo. Ou seja, o “Verbo se fazendo carne”, como é descrito em João 1:1. Miquéias não está defendendo a reencarnação, mas sim a Divindade de Cristo. Jesus, o nosso Rei, é Rei eterno. Ele é Deus.
Esta profecia se cumpriu de forma tão marcante que chegou a dividir a história. Nenhum outro personagem, por mais famoso que tenha sido, conseguiu fazer o que Cristo fez. Ele nunca viajou grandes distâncias, nunca escreveu um livro, nunca construiu um palácio, nunca formou uma nação, nunca organizou um exército, mas nenhuma pessoa, em toda a história da humanidade, recebeu e recebe tanto destaque e importância.
A profecia de Miquéias apontava a cidade onde o Messias deveria nascer. Mas ela diz muito mais do que isto. Ela garante que Jesus é Deus e quais são os desejos dEle para o ser humano. Por isso, a você também é estendido o convite para ser um súdito do reino de Cristo. Você aceitará?
Creia em Deus e você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará.

(Rede Maranatha 30 Anos)

Pecados nas profundezas do mar



ENCONTRO COM AS PROFECIAS
Estudaremos agora mais uma profecia de Miquéias. Foi feita em torno do ano 710 AC e está no capítulo 7, versículo 19: “Tornará a apiedar-se de nós; pisará as nossas iniqüidades e lançará os nossos pecados nas profundezas do mar”.
As últimas profecias que estudamos mostram o anúncio de vários juízos de Deus caindo de diversas maneiras sobre o povo de Israel. Muitos foram os profetas enviados para advertir e tentar uma volta do povo para Deus. Infelizmente Israel rejeitou cada convite e advertência.
Nessa profecia o profeta mostra um novo quadro, uma nova opção para o povo escolhido. Retrata o sentimento e a disposição de Deus em perdoar e demonstrar amor incondicional, apesar de tanto pecado e idolatria por parte do ser humano.
Miquéias quer que Israel saiba que existe disposição divina para reverter a situação. Não haverá necessidade do cativeiro, do sofrimento, da dor se o povo se voltar para Ele. Por isso diz: “Deus tornará a apiedar-se de nós”.
As iniqüidades de Israel, que deram muito trabalho e dissabores a Miquéias para expô-las, poderiam ter sido perdoadas por Deus. O Senhor ainda tornaria a manifestar sentimentos de perdão ao povo rebelde. Todas as iniqüidades seriam generosamente perdoadas.
Amigo ouvinte, que quadro maravilhoso de nosso Deus. Ele sempre está disposto a perdoar, Ele é o Deus da segunda chance. Ele sempre dá o primeiro passo em direção ao faltoso. Deus sempre é o primeiro a estender a mão para reatar relacionamentos. Deus sempre está pronto a recomeçar.
Perceba que Deus nos dá o exemplo de como devemos tratar os que erram. O Senhor Deus nunca erra, mas sempre é o que procura o pecador para recomeçar um relacionamento rompido. Assim deve ser na convivência humana. Quando acontece de um relacionamento ser quebrado, quer seja na família, no circulo de amigos, com os colegas de trabalho ou de estudos, o primeiro a dar o passo ou estender a mão para consertar a situação, deve ser sempre aquele que está com a razão. Nunca devemos esperar que o errado dê o primeiro passo. Ele até poder dar, mas é muito raro. Quando surgir algum problema entre o casal, o que estiver certo, seja o primeiro a estender a mão ao que errou para que tudo seja concertado o mais breve possível. Assim Deus age.
Este era o sentimento que Deus queria manifestar para com o povo de Israel. Ele estava certo, mas sempre tomou a iniciativa para recuperar relacionamentos. Deus queria mostrar piedade aos seus filhos. Por isso eu gostaria que você atentasse para duas coisas que Deus queria fazer com os erros do povo.
Primeira delas: “pisará aos pés as nossas iniqüidades”. O desejo de Deus era pisar aos pés todas as iniqüidades, ou seja, Deus iria esmagá-las, eliminá-las por completo da visão humana. A expressão “pisará aos pés”, significa que os erros seriam consumidos. Estariam para sempre destruídos aos olhos de Deus.
A segunda: “Lançará no fundo do mar”. Esta outra figura de linguagem mostra a real intenção de Deus. Da parte dEle, no que dependesse dEle, os erros passados do povo seriam todos jogados nas profundezas do mar. Esta expressão em nossos dias significa muita coisa. Hoje muitos querem ir ao fundo do oceano na tentativa de encontrar tesouros de barcos que afundaram; a maioria, porém, fracassa por não ter equipamentos apropriados ou pela impossibilidade de descer a uma profundidade tão grande.
Quando o profeta mencionou que Deus quer lançar os nossos erros no fundo do mar, Ele está dizendo que não quer mais lembrar de tais atos, sejam eles quais forem.
Aqui, amigo ouvinte, precisamos fazer uma pequena reflexão. Quando Deus diz que perdoa e esquece, é verdade! Ele lança os nossos erros e pecados no fundo do mar. Isto significa que esses atos maus não serão mais cobrados ou jogados em nossa cara no futuro!
Esta profecia, infelizmente, não pôde ser cumprida com a nação de Israel. Porém, com certeza, pode ser cumprida com cada um de nós. E por que não foi cumprida com toda a nação israelita? Simplesmente porque o povo não aceitou. Era necessário o arrependimento. Eles, porém, não demonstraram isso, não se interessaram por essa chance. Saiba que o perdão divino só será efetivado quando o ser humano sinceramente se arrepende dos erros e das faltas cometidas.
E o que é arrependimento? Arrependimento significa tristeza e abandono por completo do que vinha sendo praticado. Arrependimento significa dar meia volta, mudar de rumo, seguir uma nova direção. Arrependimento significa completa mudança de mentalidade e reações. Mais do que percebido pelos homens, o arrependimento deve ser visto por Deus. Afinal, só Ele conhece profundamente o nosso coração.
Nunca é demais lembrar que todos os pecados que uma pessoa cometer devem ser confessados a Deus somente, e abandonados imediatamente.  Também não é o pecado que vai tirar alguém do céu. O que vai tirar alguém da vida eterna, é o ato de não ter confessado e abandonado ou se arrependido de tal procedimento. Note o que a Bíblia diz sobre o assunto: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que confessa e deixa, alcançará misericórdia” (Provérbios 28:13). E mais: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (I João 1:9). Oportuno também é o convite de Deus,em Ezequiel 18:32: “Pois não tenho prazer na morte de ninguém, diz o Senhor Deus. Arrependei-vos e vivei”.
Aproveite este momento e faça esse acerto de contas com Deus. Não custa nada. O preço (muito alto!) já foi pago na cruz do calvário. E o perdão agora, é de graça.
Creia no Senhor e você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará.

(Rede Maranatha 30 Anos)

Angústia nunca mais!


ENCONTRO COM AS PROFECIAS
A partir deste programa conheceremos as profecias que foram feitas por Naum. A Bíblia diz que Naum era um elcosita (Naum 1:1), provavelmente uma alusão ao lugar onde tenha nascido. “Alguns tem procurado identificar com Al-Kush, que fica cerca de 40 quilômetros ao norte de Mosul, cidade moderna, localizada perto da antiga Babilônia, no Iraque. Acredita-se que Naum pertencia a uma das dez tribos de Israel que foi deportada para aquela área” (Estudo sobre os Profetas Menores, vol. 1, p.268).
Segundo os teólogos, “Naum era um homem que tinha uma clara compreensão de Deus. Demonstrava profunda espiritualidade e grande intuição. Tinha uma natureza muito sensitiva e um hábil poder de observação. Naum usou a natureza para simbolizar os castigos e a fúria de Deus” (Estudo sobre os profetas Menores vol. 1 pg.269).
O livro do profeta Naum tem um destino diferente do que temos estudado até agora. Todo o livro é uma profecia que diz respeito à cidade de Nínive. “Nos dias do profeta Naum, Nínive estava no zênite de sua força e esplendor. Não havia sinal visível de que Deus iria punir os ninivitas por causa dos seus maus atos. Judá sofrera amargamente os ataques desalmados dos assírios. Todavia, Naum sabia que nenhum povo poderia continuar desafiando a Jeová sem punição” (Estudo sobre os profetas Menores, vol. 1, p.270).
“Naum escreveu o livro dele em torno do ano 640 AC” (Estudo sobre os Profetas Menores, vol. 1, p.271). Ou seja, pelo menos 150 anos depois da missão de Jonas em Nínive. Naquela ocasião (mais ou menos o ano 790 AC), houve um arrependimento naquele lugar, mas, infelizmente, não durou para sempre. Portanto, o livro de Naum completa o livro de Jonas.
Vamos conhecer a primeira profecia feita por Naum? Está no capítulo 1:9 “o que projetais vós contra o Senhor? Ele mesmo vos consumirá de todo; não se levantará por duas vezes a angústia”.
Para entendermos melhor, dividiremos esta profecia em duas partes. A primeira delas é uma advertência que o profeta faz aos ninivitas.  A Bíblia, na versão do Padre Mattos Soares, apresenta este verso da seguinte forma. “Por que formais projetos contra o Senhor?” ou “por que vós conspirais contra o Senhor?” Em outras palavras, o profeta adverte aos assírios que a jactância ou a arrogância deles contra Deus era o pior que poderiam estar fazendo. O profeta insiste com os assírios de que o orgulho e o desafio a Deus produzirão conseqüências desagradáveis.
Amigo ouvinte, esta profecia não pode ser estudada sem nos envolvermos com ela. O orgulho e a arrogância dos assírios produziam ruína e destruição. O mesmo acontece com os arrogantes e orgulhosos de hoje. Infelizmente existem pessoas que ainda não entenderam que o orgulho, a arrogância e o desejo de querer ser mais do que os outros sempre precede a ruína. Temos exemplos de sobra que mostram o fim dos arrogantes. Você, com certeza, conheceu ou conhece algum orgulhoso ou arrogante que acabou, no final, em ruína completa. Na política, principalmente, isso é muito comum. No final, o pó, é o destino dos orgulhosos e arrogantes.
Mas sabe, o pior dos arrogantes é quando estes se voltam contra Deus ou quando não deixam espaço para o Senhor do Universo. A pior tragédia para o ser humano, sem dúvida, é quando quer assumir o lugar de Deus, ou não reconhece a sua posição. O homem sábio reconhecerá sempre qual é o seu lugar; mas o homem tolo sempre irá querer estar no lugar que não lhe pertence.
“O que projetais vós contra o Senhor”? É a pergunta que Naum faz. Porém, imediatamente já dá a resposta: “Ele mesmo vos consumirá de todo”. A profecia adverte que serão destruídos todos os que assumirem tal postura. Sim, o orgulho tem em si um poder corrosivo. Traz em seu bojo o vírus da destruição. Em nenhum lugar você vai encontrar alguém defendendo que o orgulho produz algum beneficio para o ser humano. No rastro do orgulho vem a queda; e com a queda vem a dor, a humilhação e a destruição. Por isso, o profeta afirma que os ninivitas não serão poupados por causa da arrogância e maldade que manifestam.
A segunda parte da profecia diz o seguinte: “Não se levantará por duas vezes a angustia”. Aqui está a profecia para Nínive: a maldade e a arrogância não se levantarão novamente. Os assírios serão consumidos, virarão pó, para sempre.
E “a profecia foi cumprida no ano 612 AC. Uma força combinada de Medos e Babilônicos atacou e capturou a cidade de Nínive; e assim desapareceu para sempre o cruel império assírio… O local foi subseqüentemente habitado, mas nunca mais adquiriu qualquer significação especial” (Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia, vol. 4, p.507).
Mas é importante lembrar também que esta profecia tem uma aplicação universal. Deus também tem uma conta a acertar com o mundo inteiro. No final da história, após o milênio mencionado em Apocalipse 20, quando Deus purificar com fogo este planeta e criar novos céus e nova terra, nunca mais se levantará a angústia novamente.
Por isso, a nossa esperança está no dia em que Jesus virá cumprir promessa que fez, de nos levar para reino dEle, um lugar de paz, amor, segurança e infinitas oportunidades de sucesso e crescimento. Os sinais estão aí, acontecendo a cada dia. Fome, tempestades, furacões, incêndios, violência. Tudo isto indica que o retorno de Jesus não vai demorar muito.
Creia no Senhor Deus e você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará.

(Rede Maranatha 30 Anos)

A cova dos leões ficará vazia


ENCONTRO COM AS PROFECIAS
A profecia que vamos estudar neste programa está registrada no livro de Naum, capítulo 2:10 e 11 e diz o seguinte: “Ela está vazia, esgotada e devastada! Derrete-se o coração, tremem os joelhos, em todos os lombos há dor, todos os rostos empalidecem. Onde está agora o covil dos leões e os lugares onde alimentavam os leõezinhos, onde passeava o leão e a leoa, e o cachorro do leão, sem que ninguém que os espantasse?”
Todo o capítulo dois trata da destruição da cidade de Nínive. E isso é feito de forma figurativa. Nessa ocasião os assírios estavam no auge do poder. Eram temidos por todos os povos da época.
150 anos antes Jonas passara por Nínive onde aconteceu uma grande conversão naquela cidade. Infelizmente essa mudança não durou muitos anos. Agora, diante da mensagem de Naum, a reação é completamente diferente. Os assírios confiavam na força militar que possuíam.
A profecia, porém, avisa que chegará o dia em que a grande cidade de Nínive ficará vazia, esgotada e devastada.
Nos dias do profeta Naum, Nínive “era uma cidade populosa. Já na época de Jonas contava com uma população de 120 mil habitantes” (Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia, vol. 4, p.507).
Então, o que o profeta queria dizer com as expressões: esgotada e devastada? Simplesmente que ficaria completamente deserta, destruída.
Os arqueólogos descobriram que Nínive foi por muito tempo defendida pelas águas, porém, chegou o dia em que foi traída pelas próprias águas. Estas ajudaram na destruição.
A impotência dos líderes diante dos conquistadores seria tão grande que, na descrição do profeta, os joelhos tremeriam e o rosto se empalideceria.
Amigo ouvinte, nada mais destruidor do que uma consciência culpada. Quando a calamidade anunciada por Naum chegasse, o povo iria rever as suas ações e logo a mente seria despertada e chegariam então à conclusão que tudo o que estava acontecendo era conseqüência de atos perversos e maus.
A pior dor é a de uma consciência acusando que a situação que se está vivendo é conseqüência do que foi feito no passado. Isso é comum hoje em dia. Milhares que vivem atormentados por uma consciência culpada. Sem dúvida, não há pior tormento que isso.
Mas a boa notícia hoje é que não precisamos sofrer essa dor. A dor da consciência é fruto de uma vida de erro, sem confissão, sem arrependimento e perdão. Nenhum cristão precisa sofrer por isso. O pecado cometido deve ser confessado a Jesus. Ele oferece, gratuitamente, o remédio, ou seja, o perdão.
Se você não consegue dormir à noite, eu sugiro uma revisão geral em sua vida. Quem sabe há um pecado não confessado, não arrependido. Livre-se disso. Busque o bálsamo que cura todas as feridas e enterra o passado definitivamente. Jesus ainda pode perdoar. E Ele perdoa e esquece. Completamente.
Há uma outra lição muito importante para retirarmos deste estudo: o terror que Nínive causou a Judá reverteu contra ela mesma. A grande verdade é, amigo ouvinte, que tudo o que for feito para alguém, acaba, um dia, voltando ao seu ponto de origem. Se você está cometendo injustiça para alguém, prepare-se para recebê-la em troca muito em breve.
Este conceito está exposto de forma bem clara na Bíblia. “Quem faz injustiça receberá em troca a injustiça feita, e nisso não há acepção de pessoas” (Colossenses 3:25). Nínive sempre foi cruel com os inimigos; finalmente recebe em dobro tudo o que plantou ao longo da existência. Paulo, no texto que lemos, afirma que o que faz injustiça, receberá a injustiça feita, e sobre este assunto não há acepção de pessoas. A lei da retribuição atinge a ricos e pobres, cultos ou ignorantes.
Amigo ouvinte, o que estamos semeando hoje? Estamos preparados para colher os frutos no futuro? Não esqueça, a lei da semeadura e colheita continua sendo infalível em nossos dias.
Os habitantes de Nínive, na visão profética, estavam pálidos pelos acontecimentos. Tudo o que por muito anos os protegera, agora se volta contra eles. As pernas tremem e a cor de seus rostos muda.
Por isso, na profecia de Naum, é feita a seguinte pergunta: “Onde está agora o covil dos leões, e os lugares onde alimentavam os leõezinhos, onde passeava o leão e a leoa, sem haver ninguém que as espantasse?”
Numa linguagem figurada, Naum comparou Nínive a um leão. “O leão era uma figura proeminente na Assíria, nas suas inscrições. Como leão, Nínive vivia, sem que ninguém a molestasse. O profeta, ironicamente, zomba do poderio assírio. Onde está a orgulhosa Nínive? Por 500 anos a Assíria procedeu como um leão contra os seus inimigos. Nunca se saciava no desejo de dominar. Seus dirigentes eram o terror para as nações. O medo dominava todos. Mas agora tudo estava no passado. Nínive reduzida ao pó e a glória da Assíria destruída” (Estudo sobre os Profetas Menores, vol. 1, p.285).
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O profeta Naum fez esta profecia em torno do ano 640 AC. Como já disse, na época em que a profecia foi feita a vida em Nínive era a mais tranqüila possível. Assim, “no ano 612 AC, uma força combinada de Medos e Babilônicos atacou e capturou a cidade de Nínive, e dessa forma desapareceu para sempre o cruel império assírio” (Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia vol. 4, p.507).
Amigo ouvinte, em breve a misericórdia divina chegará ao fim com este mundo, como chegou com Nínive. Quando este dia chegar, qual será a sua reação? Seus joelhos irão tremer, e a cor vai mudar? Como ficará a sua consciência quando os juízos divinos caírem sobre este mundo? Ela o deixará em paz, ou será mais um instrumento para sua tortura?
Creia no Senhor Deus e você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará.


(Rede Maranatha 30 Anos)

O Mistério da Vida


O estudo da matéria viva está no centro de todos os esforços científicos atuais. As recentes vitórias da ciência incluem a clonagem de Dolly, a ovelha, e a obtenção da se qüência dos três bilhões de nucleotídeos dos cromossomos humanos.1 Mas, estranhamente, a própria vida não é o objeto de maior estudo. Os cientistas parecem pensar casualmente na existência da vida. É difícil achar qualquer discussão sobre a essência da vida em monografias ou compêndios correntes. Essas publicações explicam muito bem a composição da matéria viva e como seus elementos funcionam. Mas tal informação não é suficiente para explicar a vida e por que os constituintes da matéria viva são, em si mesmos, sem vida.
Decomponhamos, a título de exemplo, a matéria viva e então recombinemos seus componentes isolados. Essa pesquisa irá fornecer uma coleção impressionante de substâncias inertes, mas não com vida. Até aqui a ciência não pôde criar a matéria viva em laboratório. Será isso por que a matéria viva contém um ou mais componentes que não podem ser supridos pelo químico? A resposta, como desenvolvida neste artigo, apresentará um ponto importante quanto à origem da vida.

Qual é a origem da vida?

Há mais de cem anos, Louis Pasteur e outros demonstraram a tolice da abiogênese — a transformação espontânea de matéria sem vida em organismos vivos. Os biólogos agora dizem simplesmente: “Vida só pode provir de vida”. Não obstante, os cientistas geralmente aceitam o conceito de que a vida se desenvolveu abiologicamente numa Terra primitiva. Assim fazendo, para sua própria conveniência, eles afirmam que as condições do “mundo primitivo” eram apropriadas à geração espontânea da vida.
Outros teorizam sobre a possibilidade de a vida ter sido importada do espaço exterior para a Terra. Embora a Terra esteja populada por milhões de diferentes espécies de organismos, não há evidência de vida em qualquer parte no sistema solar. E, além disso, há três e meio anos-luz de espaço vazio até a estrela mais próxima, a Alfa do Centauro.
A última opção lógica para a origem da vida é a criação realizada por um Criador sobrenatural. Mas a ciência, em sua tentativa de explicar tudo por leis naturais, rejeita essa opção como estando fora dos limites científicos.

A vida não é uma entidade tangível

A vida não é uma entidade tangível. Não pode ser posta num recipiente e manuseada. Somente vemos “vida” em associação com espécies únicas de matéria, as quais têm capacidade de crescer, dividir-se em réplicas e também de responder a vários estímulos externos, utilizando luz ou energia química para efetuar todas essas coisas.2
O termo vida tem diferentes sentidos, podendo referir-se a um organismo, um órgão ou uma célula. Órgãos humanos podem continuar a viver depois da morte da pessoa se, dentro de certo tempo, forem transplantados para um indivíduo vivo. A sobrevivência de um fígado, rim ou coração transplantado, significa algo bem diferente da “vida” humana. Ademais, a vida de cada órgão depende da vitalidade de suas células.
Todas as manifestações de vida dependem de células vivas, as unidades mais fundamentais da matéria viva. Quando uma célula viva se divide, remanesce uma coleção muito complexa de estruturas subcelulares, mas sem vida: membranas, núcleos, mitocôndrias, ribossomos, etc.
Há uma seqüência ininterrupta entre matéria viva e não-viva, como alguns afirmam? Se houver, a questão da origem da vida torna-se discutível. Evoluir de um estado para outro seria semelhante a outras transformações químicas. Exemplos de organismos que supostamente transponham o abismo entre o vivo e o não-vivo incluem vírus, príons, microplasmas, rickéttsias e clamídias.
Com efeito, vírus e príons são biologicamente ativos, mas entidades nãovivas. O termo “vírus vivo” é inapropriado, embora os vírus sejam agentes biologicamente ativos e infectem células vivas. Os príons são proteínas singulares que têm a capacidade de alterar as estruturas de outras proteínas.3 As proteínas recém-transformadas, por sua vez, exercem atividade priônica, criando um efeito-dominó de alteração protéica. A propriedade priônica faz com que eles se tornem infecciosos. Para sua reprodução os príons, como os vírus, precisam de células vivas.
Rickéttsias, clamídias e microplasmas, por outro lado, acham-se entre os menores organismos vivos. Os primeiros dois têm sérias deficiências metabólicas e só podem existir como parasitas intracelulares. Há um vasto abismo entre matéria viva e a não-viva. Isso reflete melhor nossa incompetência de extrair vida de matéria anorgânica em laboratório.

A composição da matéria viva

Estruturalmente a matéria viva é composta de uma combinação de água e de moléculas grandes, frágeis e sem vida, de proteínas, polissacarídeos, ácidos nucléicos, e lipídios. A Tabela 1 fornece a composição química de uma célula bacteriana típica, a Escherichia coli.
A água serve de meio em que as mudanças químicas ocorrem. Proteínas e lipídios são os principais componentes estruturais das células. As proteínas também controlam todas as mudanças químicas. Sem mudanças químicas a vida não pode existir. Saber como as proteínas interajem com as transformações químicas é indispensável à compreensão da base química da vida.

A estrutura das proteínas: uma analogia idiomática

As proteínas existem em milhares de formas diferentes, cada qual com propriedades químicas e físicas únicas. Essa diversidade se deve a seu tamanho. Cada proteína pode conter centenas de aminoácidos, e há vinte aminoácidos diferentes. O que cada proteína é capaz de fazer depende da ordem em que seus aminoácidos estão ligados. Para compreendermos esse aspecto biológico, consideremos a analogia da linguagem escrita.
Em qualquer língua, o significado das palavras depende da seqüência das letras. No alfabeto inglês, por exemplo, temos vinte e seis letras. Com elas formamos as palavras. Umas 500 mil diferentes combinações de letras são reconhecidas como palavras significativas. Com algum esforço poderíamos produzir outras 500 mil, ou mais, combinações sem sentido. Semelhantemente, os milhões de diferentes proteínas representam uma fração minúscula de todas as combinações possíveis de aminoácidos. 4
Quando as palavras são escritas erradamente, seu sentido fica adulterado ou perdido. De igual modo, para que as proteínas funcionem adequadamente, seus aminoácidos precisam estar na seqüência de outros em ordem correta. Os resultados de alterações na seqüência de aminoácidos podem ser drásticos. A proteína transportadora de oxigênio no sangue, a hemoglobina, é constituída de quatro cadeias de mais de 140 aminoácidos cada uma. Na anemia falciforme, uma doença hereditária, apresenta-se um aminoácido alterado na sexta posição de uma seqüência específica de 146. Essa mudança causa distorção nos glóbulos vermelhos, o que resulta em anemia e muitos outros problemas.

Informação genética e seqüências de aminoácidos

Como o sistema produtor de proteínas conhece as seqüências corretas de aminoácidos para cada uma das milhares de proteínas? Os cromossomos de cada célula são bibliotecas repletas de tais informações. Cada volume dessa biblioteca é um gene. Quando a célula necessita de certa proteína, ela ativa o gene dessa substância e a síntese tem início. Os detalhes desse processo podem ser vistos em qualquer compêndio atual de biologia ou bioquímica. Basta lembrar que mais de cem eventos químicos distintos têm de ocorrer para que a síntese da proteína aconteça.
Todas as manifestações da vida dependem de transformações químicas. Essas modificações sucedem quando grupos de átomos (moléculas) ganham, perdem ou re-arranjam seus elementos. Uma classe de proteínas, as enzimas, unem moléculas específicas e facilitam suas transformações químicas. Na Escherichia coli, ou bacilo coliforme, há cerca de 3.000 diferentes tipos de enzimas, os quais facilitam 3.000 mudanças químicas diferentes.
As enzimas aceleram intensamente as reações. Isso poderia ser um problema grave porque, quando uma reação é completada, seu ponto final, conhecido como equilíbrio, é alcançado, e não ocorrem outras mudanças químicas posteriores. Uma vez que a vida depende de mudanças químicas, quando todas as reações atingem seus pontos finais, a célula morre.
É impressionante que na matéria viva nenhuma das reações jamais atinge o equilíbrio. A razão é que as mudanças químicas estão interligadas, de modo que o produto de uma modificação química forma a substância básica para a seguinte. Se as moléculas biológicas fossem representadas pelas letras maiúsculas do alfabeto, uma seqüência típica de conversões químicas apareceria como a Figura 1 ilustra.
Tal seguimento, ou “trilha bioquímica”, parece-se como uma linha de montagem industrial. O produto final deste traçado particular, a substância F, é utilizado pela célula e, portanto, não se acumula. Na matéria viva ou orgânica, cada um dos milhões de moléculas (Tabela 1) é mantido em seu rumo. Qualquer deficiência ou excesso resulta imediatamente em ajustes nas taxas de transformações químicas.
A Figura 2 mostra que numa célula viva a matéria é organizada em hierarquias sucessivamente mais complexas. As flechas representam traçados bioquímicos que vão desde substâncias simples até as complexas. A dependência recíproca entre os componentes celulares na direção vertical, é comparada às relações lógicas entre letras, palavras e sentenças da linguagem escrita, até o nível de um livro.
Contudo, o grau de tolerância a erros é muito menor em biologia. Palavras malsoletradas, sentenças confusas ou parágrafos faltantes podem inutilizar um documento. Mas por causa da estreita interdependência funcional de seus componentes, as células estariam em grande dificuldade se suas partes não fossem completadas integralmente.
Há também uma complementação horizontal entre os componentes celulares. Por exemplo, as proteínas não podem ser manufaturadas sem a assistência dos ácidos nucléicos; e ácidos nucléicos não podem ser sintetizados sem as proteínas. De uma perspectiva química evolucionista, esse problema se parece com o enigma clássico da “galinha e do ovo”. (Ver a Figura 2.)
Toda senda biossintética conduz a níveis sucessivamente mais complexos de organização da matéria. Toda vereda é regulada de modo que seu produto seja apropriado para as necessidades da célula. A vida da célula depende da operação harmoniosa e quase simultânea de seus vários componentes. Durante um crescimento equilibrado existe um estado constante; isto é, há apenas perturbações mínimas no fluxo de matéria através de suas trilhas. Como não é permitido a nenhuma das reações atingir seu ponto final, cada uma das milhares de reações químicas interligadas se encontra num estado de desequilíbrio constante.

Tentativas químicas evolucionistas

Se há forças naturais que produzem vida, devíamos buscar diligentemente descobri-las e usá-las. Se a abiogênese fosse possível, poderia ser aproveitada para restaurar a vida das células, órgãos e mesmo organismos mortos. Quem argumentaria que a criação de matéria viva, ou a reversão da morte, não seria a descoberta mais significativa para a humanidade?
Contudo, a história de bioquímica sugere que isso é improvável. Na década de 1920, quando Oparim e Haldane primeiramente propuseram que a vida se originou espontaneamente numa Terra primitiva, a bioquímica estava em sua infância. Mesmo esse conceito era uma elaboração da idéia de Darwin, de que a vida surgiu num lago morno.5 O primeiro curso metabólico só foi descrito na década de 1930. A estrutura e a função do material genético começaram a ser compreendidas na década de 1950. A primeira seqüência dos aminoácidos de uma proteína, a insulina, foi traçada em 1955, e a primeira seqüência de nucleotídeos do cromossomo de um organismo vivo foi publicada em 1995.
À medida que a base química da vida começou a ser mais bem compreendida, ela se mostrou mais complexa do que originalmente imaginada, e as primeiras sugestões abiogenéticas deveriam ter sido reconsideradas. Em vez disso, a ciência embarcou numa longa viagem de meio século para demonstrar experimentalmente a plausibilidade da abiogênese.
Os primeiros experimentos sugerindo a razoabilidade da evolução química foram feitos por Stanley Miller, que em 1953 publicou a síntese de aminoácidos e de outras substâncias orgânicas sob condições primitivas simuladas.6 Subseqüentemente, surgiu uma subdisciplina que fornecia evidências laboratoriais da produção de 19 dos 20 aminoácidos, e de quatro ou cinco bases nitrogenadas necessárias para síntese de ácido nucléico, de monossacarídeos e ácidos graxos, tudo sob hipotéticas condições primitivas variáveis.7 Todas essas substâncias são componentes dos quais os grandes biopolímeros são feitos, projetando a possibilidade da produção primária de biopolímeros.
Contudo, a demonstração da ligação de blocos de células em cadeias de polímeros não pôde ser realizada. Todo o elo entre os blocos de substâncias típicas requer a remoção da água. Isso é praticamente impossível no ambiente hídrico dos pressupostos oceanos primitivos. Ademais, as seqüências nas quais os aminoácidos se unem para transformar as proteínas ou nucleotídeos em ácidos nucléicos, são as que determinam a função desses biopolímeros. Além da matéria viva, não há mecanismos conhecidos que garantam se qüências significativas e reproduzíveis em proteínas ou ácidos nucléicos.
Sob condições primitivas simuladas, material semelhante à proteína tem sido produzido com o aquecimento de amostras de aminoácidos a altas temperaturas. Contudo, esses “proteinóides” eram aminoácidos ligados aleatoriamente por elos não naturais, os quais apresentam pouca semelhança com as proteínas reais.8
Os nucleotídeos, blocos formadores dos ácidos nucléicos, ainda não foram sintetizados sob condições primitivas simuladas. Essa é uma tarefa formidável e que requer a ligação de uma base de purina ou pirimidina a um açúcar, e desse a um fosfato. O desafio aqui não é somente a remoção da água, mas o fato de que esses três componentes podem ser ligados por dezenas de modos diferentes. Todas as combinações, exceto uma, não têm valor biológico. É desnecessário dizer que os ácidos nucléicos ainda não foram sintetizados.
Mas isso não impediu que muitos cientistas postulassem que as células vivas mais primitivas continham inicialmente ácidos ribonucléicos. Essa hipótese de um “Mundo ARN” ganhou popularidade depois que se descobriu que certas moléculas de ARN tinham atividades catalíticas. Até então, acreditavase que a catálise fosse área exclusiva de proteínas.
Embora não seja possível fabricar biopolímeros biologicamente úteis sob condições primitivas simuladas, podemos obtê-los a partir de células anteriormente vivas. Misturando esses biopolímeros isolados, é possível abreviar a evolução química tornando possível verificar se a vida se originará em tal mistura. Mas em tal experimento, tudo está em equilíbrio. Uma vez que a vida ocorre somente quando todos os eventos químicos dentro da célula se acham em estado de desequilíbrio, o máximo que se pode conseguir através desse método é uma coleção de células mortas.

Como produzir matéria viva

Sabemos exatamente como produzir matéria viva: Primeiro, projete e sintetize alguns milhares de diferentes aparelhos moleculares capazes de converter substâncias simples, comumente disponíveis no meio ambiente, em biopolímeros complexos. Segundo, certifiquese de que tais dispositivos sejam capazes de auto-reprodução precisa. Terceiro, certifique-se de que essas unidades possam sentir seu meio ambiente e se ajustar a quaisquer mudanças que nele ocorram. Então, é simplesmente uma questão de dar início simultâneo a centenas de rotas bioquímicas, mantendo o estado de desequilíbrio de cada conversão química, garantindo a disponibilidade de contínuo suprimento de matéria- prima, e provendo a remoção eficiente de refugos.
Uma exigência mínima para se criar tais mecanismos biológicos complexos é a familiaridade absoluta com a matéria em nível atômico e molecular. Você também precisará de grandes idéias quanto ao uso dessas complexas maquinarias vivas, alimentando uma esperança proporcional ao esforço despendido em criá-las. Fabricar células vivas requer controle absoluto de cada molécula grande ou pequena. Essa é uma capacidade que a ciência não possui. Os químicos podem transformar grandes números de moléculas de uma forma em outra, mas não podem transportar moléculas selecionadas através de membranas para inverter as condições de equilíbrio. É por isso que não podemos reverter a morte.
Como se originou a vida na Terra? Este artigo mostrou a grande discrepância entre a bioquímica da matéria viva e as pretensões daqueles que gostariam de poder explicar sua origem por abiogênese. Cinqüenta anos de pesquisa bioquímica demonstraram inequivocamente que, a despeito de quais sejam as condições, a abiogênese é uma impossibilidade. É apenas uma questão de tempo antes que o edifício chamado “evolução química” imploda sob o peso dos fatos.
Para o crente no relato bíblico da Criação, a asserção de que somente o Criador pode criar a vida não é um argumento para o “Deus das lacunas”. Temos uma boa idéia do que seja necessário para criar a vida, somente não podemos fazê-lo. Essa é uma afirmação de que a vida não pode existir sem Deus. Com efeito, a vida torna-se uma evidência a favor de um Criador todo-sapiente, que decidiu criar a vida e partilhá-la conosco.
George T. Javor (Ph.D. pela Columbia University) leciona bioquímica na Loma Linda University, Loma Linda, Califórnia, EUA.

Notas e referências

1. S. Lander e 253 outros, “Initial sequencing and analysis of the human genome,” Nature 409 (2001):2001. Ver também J. C. Vent e 267 outros, “The sequence of the human genome,” Science: 291(2001):1304.
2. Uma tal análise da vida pode parecer bastante materialista a muitos que acham que a Bíblia ensina um ponto de vista diferente — o qual não insiste que a vida esteja associada à matéria. Conquanto possam existir realidades mais amplas de vida inacessíveis a nós, tanto quanto interesse à ciência, percebemos a vida na Terra somente em associação com a matéria. A Bíblia apóia a noção de que a vida que conhecemos na Terra está associada à matéria. Ver Gênesis 2:7: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida: E o homem foi feito alma vivente”. Uma combinação do fôlego de vida e do pó do solo deu origem à pessoa viva. Semelhantemente, uma pessoa morre quando lhe sai o fôlego e ela volta ao pó. “Nesse mesmo dia perecem toldos os seus desígnios.” (Salmo 146:4.) O “retorno à terra” marca o ponto final da existência humana. Embora seja possível especular sobre o significado do “fôlego de vida” e do “fôlego” das pessoas, é claro que a vida, como experimentada na Terra, não continua após a morte. A Bíblia nada menciona sobre uma forma de vida desencarnada. Aceitar a base material da vida sobre a Terra, portanto, não nos torna materialistas.
3. S. B. Prusiner, “Prion Diseases and the BSF Crisis,” Science 278 (1997): 245.
4. O número de possíveis seqüências diferentes para uma proteína de 100 aminoácidos é 1.2 x 100130 ou 12 seguido de 129 zeros!
5. F. Darwin, The Life and Letters of Charles Darwin (New York: D. Appleton, 1887), II: 202. Carta escrita em 1871.
6. S. L. Miller, “A Production of Amino Acids Under Possible Primitive Earth Conditions,” Science 117 (1953): 528.
7. C. B. Thaxton, W. L. Bradley, e R. L. Olsen, The Mystery of Life’s Origins (New York: Philosophical Library, 1984), p. 38.
8. S. W. Fox e K. Dose, Molecular Evolution and the Origins of Life (New York: Marcel Dekker Publishing Co., 1977), second edition.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A Ascensão de Jesus

Após a ressurreição de Jesus, os discípulos ficaram confusos, temerosos e um tanto desorientados. Se reuniram no Cenáculo, o mesmo aposento usado para a celebração da última páscoa. Ali, aguardavam as horas passarem para ver o que iria acontecer com eles.
O evangelho de João, no capítulo 19, versos 19 a 31, relata a interessante experiência que os discípulos vivenciaram no dia da ressurreição quando o Senhor se apresentou entre eles. Estando as portas do lugar totalmente fechadas, Jesus apareceu. Essa mesma cena se repetiu oito dias depois. Nesta segunda ocasião, Tomé estava entre seus companheiros e viu a Jesus ressurreto e creu.
Os outros evangelistas apresentam alguns lances mais desse período que, de acordo com o livro de Atos, capítulo 1:3, foi de 40 dias. Esse curto espaço de tempo Jesus usou especialmente para confirmar a fé dos discípulos mais chegados e lhes passar instruções especiais quanto ao que deveriam fazer após Sua partida.
E foi assim que Se achando a um passo de voltar ao Seu trono celestial, Jesus deu novamente aos discípulos a grande comissão evangélica, registrada por Mateus, no capítulo 16:15: “Ide por todo mundo, pregai o evangelho a toda criatura.”
Esta comissão Jesus havia transmitido aos Seus discípulos quando juntos haviam estado no cenáculo. Um maior número de Seus seguidores deveria ouvir isso também. A reunião aconteceu na Galiléia. Paulo, em primeira aos Coríntios, capítulo 15:6 diz que desta vez Cristo foi visto por mais de 500 irmãos. Para essa reunião, o próprio Cristo, antes de Sua morte, designara o tempo e o lugar (Mateus 26:32). O anjo no sepulcro, relembrara os discípulos de Sua promessa de os encontrar na Galiléia (Marcos 16:7). Essa notícia se espalhara entre os seguidores do Mestre e com vivo interesse aguardavam esse encontro. Vindos de várias direções, dirigiram-se ao lugar da reunião.
Reunidos em pequenos grupos na encosta da montanha, buscavam saber tudo quanto era possível dos que tinham estado com Jesus após a ressurreição. Os onze discípulos testemunhavam do que haviam visto e ouvido. Tomé lhes contava a história de sua incredulidade e dizia como suas dúvidas haviam se dissipado.
Então achou-Se Jesus no meio deles. Em Suas mãos e pés divisaram os sinais da crucifixão. Seu semblante irradiava uma glória especial. Esta foi a única entrevista com muitos crentes, depois de Sua crucifixão.
As palavras de Cristo na encosta da montanha foram o anúncio de que Seu sacrifício em favor do homem era pleno, completo. As condições para expiação haviam sido cumpridas. Concluíra a obra para qual viera ao mundo. E agora se achava no caminho de volta ao trono celeste. E, então, revestido de ilimitada autoridade repetiu a todos a comissão dada aos 11 discípulos: “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que Eu vos tenho mandado; e eis que Eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mateus 28:19 e 20).
Atos 1:6 a 8 confirma que antes de deixar Seus discípulos Cristo declarou positivamente a natureza do Seu reino. Disse-lhes não ter sido Seu desígnio estabelecer no mundo um reino temporal, mas sim espiritual. Não haveria de governar como rei terrestre no trono de Davi. Cristo lhes mostrou que tudo quanto havia acontecido fora predito nas Escrituras através dos ensinos dos santos profetas.
Jesus ordenou, então, que os discípulos iniciassem a obra em Jerusalém. Mas não deveriam parar por aí. Deveriam espalhar as boas notícias de salvação em todos os lugares, até os confins da Terra. Prometeu que receberiam o poder do Espírito Santo para que pudessem fazer, em nome de Jesus, os mesmos sinais e maravilhas.
Depois dessa grande reunião, Jesus estava pronto para as despedidas. Os discípulos já não relacionavam mais a Jesus com a cruz e o sepulcro. Para eles, Cristo era agora um Salvador vivo.
Como local de Sua ascensão, Jesus escolheu o Monte das Oliveiras, tantas vezes consagrado por Sua presença. Com os discípulos, foi para lá. Com as mãos estendidas, em posição de bênção, subiu lentamente dentre eles.
Lucas narrou assim a ascensão de Jesus: “E quando dizia isto, vendo-O eles, foi elevado às alturas e uma nuvem O recebeu, ocultando-O, a seus olhos. E estando com os olhos fitos no Céu, enquanto Ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, porque estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o Céu O vistes ir” (Atos 1:9 a 11).
Cristo subiu aos Céus na forma humana. Os discípulos viram a nuvem ocultá-Lo. O mesmo Jesus que andara e falara e orara com eles. Aquele que partira com eles o pão e que há pouco havia subido ao Monte, esse mesmo Jesus fora agora partilhar do trono do Pai.
Os discípulos voltaram para Jerusalém e já não mais se lamentavam, antes sim, estavam cheios de louvor e gratidão a Deus. Com regozijo contavam a maravilhosa história da ressurreição de Cristo e de Sua ascensão ao Céu. Não tinham mais qualquer desconfiança do futuro. Sabiam que Jesus estava no céu e que continuariam a ser objetivo de Seu compassivo interesse.
Ao Jesus retornar ao Céu, Ele conservou Sua forma humana. Em Suas mãos e pés permanecem o sinal do Seu sofrimento. Este é um laço que jamais se partirá. Foi por isso que disse: “… Eu subo para Meu Pai e vosso Pai, Meu Deus e vosso Deus” (João 20:17). A família no Céu e a família na Terra, são uma só. Para nosso bem subiu nosso Senhor, para nosso bem Ele vive! E, muito breve, voltará segunda vez!

Dons Espirituais


As palavras que Jesus pronunciou antes de subir ao Céu, causaram profunda impressão no coração e mente dos discípulos. A ordem que Ele deixou foi: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura” (Marcos 16:15).
Esta seria uma tarefa impossível para um grupo tão pequeno de pessoas. Porém, Jesus prometeu que eles receberiam poder do Espírito Santo para levar avante essa bandeira.
Em seguida a ascensão de Cristo ao Céu, os discípulos gastaram a maior parte de seu tempo em oração. Harmonia e humildade ocuparam o lugar da discórdia e da inveja. Sua íntima comunhão com Cristo e a unidade resultante eram a preparação necessária para o recebimento do Espírito Santo.
Assim como Jesus recebera dotação especial do Espírito Santo para realizar Seu ministério, os discípulos receberam o batismo do Espírito Santo a fim de serem habilitados a testemunhar. E os resultados foram magníficos. O que parecia impossível se tornou realidade.
Da mesma maneira que os discípulos foram capacitados a realizar a tarefa que lhes foi designada, o mesmo Espírito Santo hoje distribui Seus dons à igreja com um objetivo específico, que no dizer do apóstolo Paulo, deve ser proveitoso.
Paulo ressaltou também a importância deste assunto, dizendo que acerca dos “dons espirituais não queria que os irmãos fossem ignorantes” (I Coríntios 12:1). Portanto, o que é necessário saber sobre esse tema tão importante para os cristãos?
A resposta a essa pergunta se encontra nas explicações de Paulo aos Coríntios que estão em sua primeira carta a essa igreja, no capítulo 12. Lemos no verso sete: “A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando um fim específico.” Nenhum dom do Espírito é dado para benefício da pessoa que o recebe. Os dons são concedidos para alcançar um determinado objetivo. Em Efésios 4:12 encontramos alguma coisa mais que nos ajuda a compreender isso. Lemos: “com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do Seu serviço, para edificação do corpo de Cristo.”
Assim, a primeira razão pela qual são dados os dons espirituais é para edificação da igreja do Senhor. A utilização dos diversos dons na igreja e na pregação da mensagem de Deus ao mundo faz com que a obra possa ser levada avante.
Os versos 4 a 6 demonstram que embora haja dons diferentes, o Espírito é o mesmo. O Senhor é o mesmo e o mesmo Deus opera tudo em todos.
Isto nos faz pensar que não existe um dom que esteja acima ou que seja melhor do que o outro. Jamais devemos exaltar um dom em diminuição de outro. Todos eles são necessários e importantes para Deus e Sua igreja.
Na seqüência, o apóstolo enumera alguns dons e conclui essa parte dizendo o que encontramos no verso 11: “Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as como lhe apraz, a cada um, individualmente.”
Temos aqui mais um ponto interessante. O próprio Espírito Santo é que reparte os dons a cada um como lhe apraz. Isto significa que todos aqueles que estão em Jesus recebem do Espírito Santo algum dom para edificação da igreja. Durante Seu ministério, já quase no final de Sua jornada, Jesus contou uma parábola onde um homem ao se ausentar de seu país chamou alguns de seus empregados e lhes deu alguns bens. Isto está no evangelho de Mateus, 25:14 a 30. E a um deu cinco talentos e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua própria capacidade e então se ausentou. O relato diz que os dois empregados que receberam cinco e dois talentos saíram a negociar e ganharam outro tanto. Mas o que recebeu um só, foi e enterrou. Depois de muito tempo voltou aquele senhor e fez o acerto de contas. Os dois primeiros foram agradecidos com o reconhecimento do patrão. Mas aquele que enterrou o seu talento foi considerado inútil e banido da presença de seu senhor.
Esta parábola nos ensina algumas lições interessantes. O patrão que partiu para bem longe representa Cristo. Os três servos representam os muitos seguidores de Jesus. De igual modo, todos aqueles que aceitam a Jesus como seu Salvador são capacitados pelo Espírito Santo com algum dom, algum talento.
Por mais humilde e simples que seja uma pessoa, ela é muito preciosa à vista de Deus. Os homens podem desprezá-la mas o Senhor de todos nós a honra dando-lhe dons e talentos segundo Sua vontade.
Ninguém deve desprezar a si mesmo, pois fazendo assim está desonrando o Senhor Deus. Todos os filhos do Pai celestial são de imenso valor para Ele. Por isso é importante que utilizemos os dons que temos recebido de Deus para glória do Seu nome e edificação da Sua igreja. Assim fazendo, aquilo que recebemos se multiplicará. Ocorrerá um desenvolvimento, um crescimento na nossa vida.
Infelizmente ainda acontece hoje o caso daquele empregado que recebeu um só talento e o enterrou. Mas, amigo querido, não importa quanto nós recebemos e o quanto estamos fazendo. Mais importante que isto são os motivos com os quais realizamos as tarefas para Deus. Aqueles que tem recebido um só talento não devem sentar e chorar por isso. Pelo contrário, devem fazer sua parte da melhor forma possível, pois são úteis e preciosos para Deus como aqueles que receberam mais talentos.
Na segunda parte do capítulo 12, de I Coríntios, Paulo fala nesse assunto. Ele usa dos versos 12 ao 31 para mostrar que todos os filhos de Deus tem a mesma importância. Usando a comparação do corpo humano, que possui membros grandes e pequenos, com múltiplas funções ou uma só função, o apóstolo afirma serem eles todos necessários. O corpo é o mesmo. E se cada membro cumprir seu papel, o corpo será sadio.
Permita Deus que você, amigo, possa ser também útil para promover a vontade do Pai celeste, segundo a capacidade que recebeu. E, quando vier nosso Senhor possa ser achado fiel na utilização de seus dons e talentos.
Pr. Montano de Barros

Fé, Arrependimento e Confissão

Temos estudado a atitude de Deus em relação à humanidade. Vimos como o Senhor está empenhado na salvação do ser humano. Temos também constantemente enfatizado que o homem foi criado com liberdade de escolha e, portanto, é livre para aceitar ou não o plano divino da redenção.
No estudo de hoje quero falar sobre a resposta positiva que podemos dar a Deus. Hebreus 11:6, diz: “Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que é galardoador dos que o buscam.”
Portanto, o primeiro ingrediente da resposta humana é fé. O próprio capítulo 11 de Hebreus provê alguns conceitos do que possa ser a fé. Todavia não estamos interessados tanto em definições quanto em compreender como é que a fé atua.
O apóstolo Paulo, escrevendo aos Efésios 2:8, assim se expressou: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus.” Ligando essa declaração com Gálatas 5:22 onde a fé é incluída como fruto do Espírito compreendemos claramente que o homem não pode por si mesmo crer e confiar em Deus.
A salvação da humanidade é um ato da graça divina. Deus tomou todas as providências para assegurar aos seres humanos a certeza da salvação. Cabe ao homem aceitá-la ou rejeitá-la. Porém, embora Deus não force as decisões de Seus filhos, o Espírito Santo atua no coração humano convencendo-o do pecado, da justiça e do juízo (João 16:8).
Muitas vezes os homens ficam convencidos de sua condição pecaminosa e para aceitar a salvação necessitam fé para crer e confiar em Deus. A única coisa que o homem precisa, a fé, não vem de si mesmo. É dom de Deus. É fruto do Espírito. O Espírito Santo concede o dom da fé, para todos aqueles que desejam crer e aceitar o plano da redenção.
O mérito não está no homem. O homem não é salvo pela fé. A graça de Deus é que salva a humanidade. A fé é o elemento que habilita o homem a receber em sua vida os benefícios da salvação. Então se inicia uma experiência especial. Muitos acreditam que a experiência da fé, a experiência religiosa, não passa de algo emotivo, sentimental. Quando sentem está tudo bem!! Mas a Bíblia não diz que é assim!
Paulo escreveu a cerca do arrependimento. “Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para salvação da qual ninguém se arrende; mas a tristeza do mundo opera a morte” (II Coríntios 7:10).
Há uma diferença clara e básica entre a tristeza segundo Deus e a tristeza do mundo. E essa diferença é que uma opera a salvação e a outra opera a morte.
A tristeza segundo Deus que opera arrependimento para a salvação, não é apenas um sentimento. Esta palavra arrependimento, é muito mais abrangente do que mudar apenas de maneira de se sentir. Você faz alguma coisa errada. Alguém lhe diz que você errou. Você então fica triste por ter errado. Isso não é arrependimento. O verdadeiro arrependimento não envolve apenas mudança sentimental. É mais amplo, profundo.
O arrependimento genuíno envolve mudança de rumo. Mudança na direção que se está seguindo. Veja a diferença. Você faz alguma coisa errada. Alguém lhe diz que você errou. Você então fica triste por ter errado e muda de atitude. Isto faz a diferença. A tristeza segundo Deus, faz com que você não só fique triste pelos seus erros, mas faz com que você mude de rumo, colocando-se num caminho em que não vai mais errar.
Há dois exemplos na Bíblia que ilustram muito bem esse fato. São exemplos de Pedro e de Judas. Os dois eram discípulos de Jesus. Judas traiu o Mestre. Mateus registra a reação de Judas diante do erro. Lemos no capítulo 27:3 a 5: “Então Judas, que o traíra, vendo que fora condenado, trouxe arrependido, as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos dizendo: Pequei traindo sangue inocente. Eles porém disseram: Que nos importa? Isso é contigo. E ele atirando para o Templo as moedas de prata, retirou-se e foi se enforcar. O que Judas experimentou? Verdadeiro arrependimento? Não. Judas sentiu remorso pelo que havia feito. Mas não estava arrependido. A tristeza que ele sentiu foi para a morte. Judas sentia remorso pelos resultados de suas ações. Mas não estava arrependido do que havia feito; se tivesse oportunidade, repetiria a ação.
Vejamos agora o exemplo de Pedro. Como Judas, ele era um discípulo de Nosso Senhor. E, como Judas, errou negando o seu Mestre. Mateus 26:74 e 75 registra a reação de Pedro: “Então começou ele a praguejar e a jurar, dizendo: Não conheço esse homem. E imediatamente o galo cantou. E lembrou-se Pedro das palavras de Jesus, que lhe dissera: antes que o galo cante, três vezes me negarás. E saindo dali, chorou amargamente.”
O choro de amargura de Pedro não revelava apenas tristeza pelo que havia feito. Seu amargurado pranto era o desabafo e o reconhecimento de que havia pecado e que necessitava mudar o rumo de sua vida. E Jesus vendo a sinceridade desse seu amigo, deixou um recado especial para ele, transmitido pelo anjo às mulheres que foram ao sepulcro: “Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis, como Ele vos disse” (Marcos 16:7). O livro de Atos dos apóstolos contém a narrativa da mudança que aconteceu na vida desse discípulo. De um homem impulsivo e inconstante, Pedro se tornou num pregador corajoso e destemido. Experimentou o verdadeiro arrependido. Mudou o rumo de sua vida.
Já a confissão é o terceiro passo. Quando o indivíduo vê quão longe , quão errado, quão distante está de realizar a vontade de Deus, e decide viver segundo o plano divino, ele confessa a Deus todos os seus pecados e falhas. Lemos em I João 1:9 “Se confessarmos os nossos pecados”. Esta é a condição para recebermos o perdão de Deus. A confissão envolve o relacionamento com Deus e com o próximo. Devemos confessar nossas culpas e pecados a Deus, contra quem pecamos, e ao próximo que ofendemos, ou contra quem erramos.
Assim procedendo, rogando a bênção do perdão de Deus, temos a promessa e a garantia: “Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”.
Que o Senhor Deus possa nos iluminar para que nossa compreensão se abra e possamos exercer fé, experimentar o verdadeiro arrependimento e confessar nossas culpas a Deus e esperar na doce certeza de Seu perdão.
Pr. Montano de Barros

Que tempo já faz?

Eu era um menino quando ouvi pela primeira vez a música “Que tempo já faz?”. Era um grupo ou coral do IACS, Instituto Adventista Cruzeiro do Sul, de Taquara/RS. No meio da música uma voz bonita de locutor interpretava a mensagem abaixo, que eu também já tive o prazer de falar em alguns programas e sermões. Vale a pena refletir:
Quanto tempo passa por você e despercebido não tens lembrado de Deus…
Quantos problemas você enfrenta sozinho por não orar, não pedir a Deus que ajude ou dê a solução desejada.
Você não costumava fazer nada sem a aprovação de Deus!! E agora, quanto tempo sem Deus, quantas horas sem Deus?! … Por que você não ora mais?
Você não está só no mundo a vaguear como perdido em densa noite! Em quem você se apega? Que tempo já faz que oraste a teu Deus, ao melhor amigo de tua vida?!
Pense agora em orar mais, em falar com Deus. Ele quer ser teu amigo, mas você não O aceita, você recusa ter este Amigo, por quê?
Deus está próximo a você e quer sentir você com Ele! Ore agora e peça para que venha e fique com você.
E, então, terás um amigo ETERNO.

 Amillton Menezes (Novo Tempo)

7 coisas que atrapalham o “bate-papo” com Deus

1.     Fazer pedidos egoístas. O apóstolo Tiago chegou a escrever: “Vocês pedem e não recebem porque o objetivo de vocês está todo errado. Vocês só querem o que dará prazer a vocês. A chave para receber é pedir para dar.
2.     Viver em pecado. O profeta Isaías disse ao povo judeu: “Os pecados de vocês encobrem o rosto de Deus, para que não os ouça.” A solução para esse problema é confessar o pecado.
3.     Ter ídolos no coração. Segundo o profeta Ezequiel, os ídolos fazem com que Deus Se recuse a ouvir nossas preces. Ídolo é qualquer coisa que se coloca entre nós e Deus ou toma o Seu lugar.
4.     Não querer perdoar também atrapalha o bate-papo com Deus, tornando a oração ineficaz. Se você não perdoa, como quer receber o perdão de Deus? O perdão é a ponte por onde passam os presentes do Céu.
5.     Pedir de forma negativa, duvidando. Se você nem mesmo sabe o que deseja ou se Deus pode atender-lhe, fica difícil receber uma resposta.
6.     Não tenha pressa. Ore, persista, não desanime.
7.     Pedir contra a vontade de Deus. Qual é a vontade de Deus? Simples a vontade dEle é que você ore.
(Fonte: De Bem com Você, p. 239)

Suas mãos me prenderam


Um jovem casal, apesar das muitas lutas, veio a prosperar na vida. Não tinham empregada e a jovem esposa fazia sozinha todo o trabalho: cuidava das crianças, lavava a roupa e a louça, esfregava o assoalho… Procura conservar atraente as mãos, mas isso é tão difícil! Mãos que fazem trabalho rude, tornam-se nodosas e enrugadas, e à medida que o trabalho prosseguia, as rugas mais se acentuavam. De certo modo a esposa tornou-se menos atraente.
Então o marido ficou conhecendo uma dessas criaturas mimadas, sintéticas, com personalidade de boneca. Ela o lisonjeava, falava-lhe da admiração que lhe tinha, perfumava-se sedutoramente bela. Tinha mãos delicadas e macias, sempre bem cuidadas por manicure.
Ele passou a achá-la uma criatura maravilhosa, e um dia disse à esposa que estava preparado para uma carreira importante, e aquela jovem lhe seria justamente o auxílio de que precisava, pelo que resolvera unir-se a ela, pelo casamento. A esposa não teve outra alternativa senão conformar-se com o divórcio.
Tudo seguiu os trâmites legais, e chegou o dia em que a esposa teve de comparecer na sala de audiência do tribunal. Ali sentada, torcia nervosamente as mãos, ao fazer a declaração:
- Eu ia negar meu consentimento a este processo, mas agora… se… se meu marido quer mesmo deixar-me… que me deixe… sempre o amei; tenho procurado ajudá-lo; daria a vida por ele. Mas quero que seu desejo se cumpra. – sua emoção era demasiado forte para que não provocasse lágrimas.
Então o marido cochichou ao ouvido do advogado, e este dirigiu-se ao juiz, segredando-lhe algo.  O juiz acenou ao marido, e ambos saíram do recinto. Disse-lhe o marido:
- Sr. Juiz, quero cancelar o processo do divórcio. Não quero mais me divorciar. Por favor, arquive o processo.
- Bem, disse o juiz, assim será feito, e fico muito feliz que o senhor resolveu reconstituir seu lar. Poderia me dizer o que deu motivo a essa mudança de opinião?
- Ali sentado, fitando minha esposa, pus-me a pensar em todos os anos vividos com ela a meu lado; acerca de tudo que ela já fez por mim; o amor que me ofereceu através do tempo. Não pude desviar o olhar dela, ao vê-la ali sentada. E suas mãos, senhor juiz – suas mãos me prenderam!
As mãos dela o prenderam: mãos que se juntavam às dele nos longos passeios ao luar; mãos que haviam ninado seus bebês; mãos que o haviam confortado quando se achava enfermo ou desanimado; mãos que por ele trabalharam e por causa disso envelheceram. Quando se pôs a refletir em que, afinal, se mediria a formosura, concluiu que não estava ela em uma jovem dengosa e mimada, que não tinha o real contato com a vida; mas estava, sim, na força, na pureza, no poder, na bondade de uma mulher de espírito superior, que dedicara a vida ao lar e a família. A beleza e o amor residem naquela pessoa cuja existência é dedicada a Deus; cujo caráter se torna forte e resistente aos vendavais dos dias e dos anos.
(Citado por Dr. Norman Vincent Peale, Powerful Faith that Keeps you Going)